<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>
<!--  If you are running a bot please visit this policy page outlining rules you must respect. http://www.livejournal.com/bots/  -->
<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/' xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' xmlns:atom10='http://www.w3.org/2005/Atom'>
<channel>
  <title>Everything plus...yaoi</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/</link>
  <description>Everything plus...yaoi - LiveJournal.com</description>
  <lastBuildDate>Sat, 16 Sep 2006 23:22:50 GMT</lastBuildDate>
  <generator>LiveJournal / LiveJournal.com</generator>
  <lj:journal>hakura_sama</lj:journal>
  <lj:journalid>3167742</lj:journalid>
  <lj:journaltype>personal</lj:journaltype>
  <atom10:link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/' />
  <image>
    <url>http://l-userpic.livejournal.com/90482693/3167742</url>
    <title>Everything plus...yaoi</title>
    <link>http://hakura-sama.livejournal.com/</link>
    <width>100</width>
    <height>100</height>
  </image>

<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/9525.html</guid>
  <pubDate>Sat, 16 Sep 2006 23:22:50 GMT</pubDate>
  <title>O show mais esperado</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/9525.html</link>
  <description>Gente a anos que não escrevo aqui, mas dessa vez eu senti uma vontade de desabafar profundamente...sim é algo q tocou meu coração, meu corpo e todos os meus tímpanos em cada decibéis q possam sentir!!! Uau o q será?!? Não quero que se preocupem muito e nem se sintam curiosos, vou falar logo..&lt;br /&gt;Quinta, dia 14, foi o show do Franz Ferdinand aqui no Rio em plena Fundição Progresso (o buraco do mundo da Lapa)!!!Sim o show de fechamento da turnê deles desse último disco, eles gostaram tanto do Brasil, daqui do Rio que resolveram incerrar aqui mesmoo q foi o máximo, tive mais uma chance de poder vê-los.&lt;br /&gt;Bicho, vou dizer uma coisa, eu e a Pan, encontramos com um amigo nosso naquela muvuca de muitas e muitas cabeças em um lugar pequeno e quente demais p se sobreviver por muito tempo e ainda consegui uma carona p voltar p casa.. milagres acontecem. Bom, mas não tô prá dizer isso, o show atrasou, e conseguimos ficar na platéia na área q era mais alta, o q nos possibilitou enxergar tudo de pertinho, meio q dava para vê-los muito mas muito bem mesmo, o som tva excelente e a única coisa q atrapalhou foi a desorganização do local, q não tinha capacidade de ter seguranças q cercassem o local perto do palco, o q significou pessoas grudadas na cara do Franz e depois uma parada de cinco minutos p colocar caixas e malas de equipamentos p segurar as grades, podem acreditar nisso?! Bizarro!!!lol&lt;br /&gt;O melhor foi quando eles começaram a tocar as músicas do segundo disco, e o vocalista a dar as requebradas homossexuais q todos temos certeza q seja a confirmação p os duvidosos do grupo Franz...hehe^^ E o guitarrista é a fofura mais inglesa q já conheci, não sei se disse algum dia, mas os ingleses são perfeitos, são lindos e tem um sotaque q encanta... *____*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso dizer q eles pulam, eles gritam, eles dançam, batem palmas, e etc, etc etc,.... tudo q a muito tempo não vejo num show q não tem toda aquela parafernália pirotecnica. Eu não sei mais como expressar o quanto pulei e gritei com as músicas, todos sabiam a letra de quase todas elas e cantavam junto com ele..bem quando eles tocaram Do you Want to, foi a geral gritando e soltando a voz, tipo até pararam de tocar p a gente continauar a música e o refrão... eu lembrei da Clau, sim porque a ot´ria perdeu o melhor show da vida e se pudesse e tivesse mãos na hora, juro q gravava todo mundo gritando só p ela sentir o gostinho!!! FOI MUITO BOM!!! EXCELENTE!!!&lt;br /&gt;No meio do show eu ja estava descabelada, suando q nem uma porca, molhada e ainda pulando e dançando. Nós cantamos Happy birthday p o baterista, q é muito fofo e usava uma blusa toda aberta no peito e era tão ...ah...esqueçam!^^! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como queria naquele momento ter uma câmera p tirar foto deles, gente tinham pessoas q praticamente estavam na cara do vocalista de tão pertop do palco q estavam, seguraram a perna de um deles quando foram lá p frente e quase caiu. Claro, Michael foi o alge da minha felicidade, pois eles se juntaram p tocar a bateria e tocaram três uma mesma bateria, muito Phodda!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teve uma melhor q foi no bis, eles cantaram como última música This Fire... sabe quando chega no refrão this fire is out of control, i&apos;am burning this city.. burning this city... pois é... aí mesmo, o guitarrista, subiu pelo palco, pelo negócio de sustentação de ferro dele e escalou!! L0L&amp;nbsp; isso mesmo escalou ¬¬ Bicho ele é maluco!!!! MALUCO!!! CRAZY!!!!! Como alguém escala com guitarra e tudo!!!!???&lt;br /&gt;Ele subiu e ficou pendurada lá encima conforme todos berravam e cantavam burning !!!! enfim ele se balançava e cantava junto..porra phodda!!! Eu adora essa música!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez!!!! Nota dez p eles!!! Não há uma pessoa q tenha saído dali insatisfeita, até estrangeiro tinha na platéia! &lt;br /&gt;Eles agradeceram pelas nossa presença, elogiaram o povo e ainda pediram desculpa pelas pessoas q quase se mataram ali na frente dele por causa da desorganização de um lugar como aquele, realmente ingleses e sua educação fora do normal ^____^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, eles jogaram as baquetas, as toalhas, os lenços de papel, as baquetas, as toalhas e ...um pé do tênis...\0/ Alguém me explica isso q até agora não entendi, como alguém joga o tênis?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu amei cada segundo e saí de lá mais do q satisfeita em ter dormido as duas da matina e acordado as seis e no dia seguinte não dormir nada, ainda tô eufórica!!! Passei dias eufóricos!!! ^____________^</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/9525.html</comments>
  <lj:mood>high</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>3</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/9302.html</guid>
  <pubDate>Sat, 20 May 2006 00:19:10 GMT</pubDate>
  <title>Eu adicionei !!!!</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/9302.html</link>
  <description>&lt;img src=&quot;http://i34.photobucket.com/albums/d121/ivi_ne/untitled.jpg&quot; /&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/9302.html</comments>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>4</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/9047.html</guid>
  <pubDate>Thu, 08 Sep 2005 17:34:39 GMT</pubDate>
  <title>Entre a Cruz e o Desejo</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/9047.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Título: &lt;font color=&quot;#800000&quot;&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;ENTRE A CRUZ E O DESEJO&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;Autor(a):&lt;/strong&gt; Hakura Kusanagi&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anime:&lt;/strong&gt; original&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Comentários: &lt;font color=&quot;#ff0000&quot; size=&quot;4&quot;&gt;Yaoi!!!&lt;/font&gt; Tipo não leia se vc tiver menos de &lt;font color=&quot;#ff0000&quot;&gt;18 aninhos&lt;/font&gt; e menos ainda se não tiver estômago p uma temperada fic de suspence com sexo entre padre e um garotinho de 14aninhos^^&lt;br /&gt;Oh...sim &lt;font color=&quot;#ff0000&quot; size=&quot;4&quot;&gt;pedofilia é crime pessoal&lt;/font&gt;, por isso nada de entender coisas erradas, aviso grande, qualquer semelhança é mera coincidência e os personagens são todos meus, não plagiem!!!&lt;br /&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Entre a Cruz e o Desejo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;Hakura Kusanagi&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quando meus lábios tocarem tua pele&lt;br /&gt;&amp;nbsp;e minhas mãos percorrerem todo o teu corpo.&lt;br /&gt;Mergulharei nos mais profundos desejos&lt;br /&gt;de tua alma e sentirás, dentro de ti todo o meu amor.&lt;br /&gt;Seremos neste mundo uma só pessoa.&lt;br /&gt;Tu verás que todas as nossas fantasias ganharão&lt;br /&gt;asas e nos conduzirão a um universo só&lt;br /&gt;nosso,e, como cometas em rota de colisão,&lt;br /&gt;nos encontraremos extasiados em extremo prazer.&lt;br /&gt;Neste instante, o silêncio, por frações de&lt;br /&gt;Segundos, será absoluto, sendo apenas vencido&lt;br /&gt;por gemidos e palavras sussurradas docemente,&lt;br /&gt;e nossos corpos, como nascentes do rio, embargados&lt;br /&gt;em suor, deslizarão mansamente sobre os lençóis,&lt;br /&gt;em movimentos de carícias e cumplicidades.&lt;br /&gt;Então te beijarei com toda a intensidade de meu&lt;br /&gt;ser e, olhando dentro dos teus olhos, direi&lt;br /&gt;Te amo! “&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ~Êxtase- Hélio Marques-&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os gritos...mais e mais berros! Quando será que isso vai parar? Quando ele vai acabar com tudo de mal que provoca nas pessoas?&lt;br /&gt;Um vaso quebra na parede e os olhos negros grandes e apavorados, voltam-se para onde ele está, mas continua encolhido perto da janela, focalizando a escadaria e ouvindo os dois gritarem entre si.&lt;br /&gt;“Pare, você tem que deixa-lo em paz!! Por favor..por mim...querido...” ela está implorando de novo, mas por que não fez isso antes? Quando começou tudo, quando o pai não conseguiu se controlar e começou a tocá-lo daquele jeito?? Ela teve tempo suficiente, só que estava bêbada na maioria das vezes, se martirizando pelo filho que deus a tinha dado...ainda não tinha se recuperado do choque do parto...do choque que era ter um filho tão especial.&lt;br /&gt;Porém agora era tarde....é tarde e para sempre vai ser. O pai nunca mais o tocaria, nunca mais encostaria aquele chicote em sua pele, não sentiria mais as marcas vermelhas em suas costas...ardendo e queimando, largando cicatrizes que nunca mais sairiam de sua pele! Não teria que se esconder das crianças normais, com roupas de inverno para que ninguém as visse, não teria que se esconder...quando o Pai o chamasse para uma daquelas brincadeiras tão sem graça e tão pouco, ninguém mais o puniria por ser diferente!&lt;br /&gt;Ele ouve de novo o grito da mãe, seus apelos em puxar o forte homem, que é o pai, para que não suba as escadas ao encontro de sua criança. Aquela que a pouco descobriu ser especial, que a tirou da depressão ...a mãe ouviu sua voz suave em sua mente, em seus ouvidos...chamando-a quando estava prestes a morrer de tanto beber e a tirou dali. Com apenas um simples gesto, ela encontrou seu filho de volta...um buquê de flores que apareceu do nada...ele criava com a mente...e coisas tão bonitas...Ah...ela não podia deixar que o pai o machucasse de novo! Não, nunca mais!&lt;br /&gt;O chicote em suas mãos, batendo o couro contra o chão e a voz grossa, repleta de ódio e pavor...sim ele tinha pavor daquela criança! Um diabo em corpo de criança, que podia tentá-lo a violentar seu próprio filho, que podia entrar na sua cabeça e ficar gritando horas nela até que o fizesse perder a consciência de tanto espanca-lo em chibatadas!&lt;br /&gt;“Cale a boca sua bêbada!! Dessa vez eu vou matá-lo!”&lt;br /&gt;“NÃO!!!” ela berra, com sua voz esganiçada e puxa seu braço com força.&lt;br /&gt;“Me solte, VAGABUNDA!!! ELE NÃO VAI CONTROLAR MINHA CABEÇA!!!” o pai chacoalha o braço e com esse gesto, ela se solta dele e desequilibra escada a baixo, rolando. Bate a cabeça na queda e esta faz um som surdo como se tudo aquilo que está lá dentro fosse um simples brinquedo, quebrando e o sangue desce pelo taco claro de madeira.&lt;br /&gt;Os olhos negros acompanham a cena e ele só se move para levantar os dedos, sussurrado algo quase inaudível.&lt;br /&gt;“Sem dor...mãe...”&lt;br /&gt;“Meu deus, viu o que me obrigou&amp;nbsp; a fazer?! Mas isso vai acabar hoje!!”&lt;br /&gt;Ele sabe disso, como sabia da mãe...o gesto era apenas para que ela descansasse em paz, não pôde impedir o destino. Mas não ele...o pai, não pode sair dali e nem vai encostar mais um dedo nele!&lt;br /&gt;Assim que seus dedos alcançam o chicote novamente, o pai os levanta contra o menino, ainda encolhido próximo a janela. &lt;br /&gt;“Você vai morrer, seu demônio!!!” antes que tente chegar ao seu lado para encostar o chicote, algo acontece e os olhos negros brilham.&lt;br /&gt;“Não...pai...”&lt;br /&gt;“O que diabos....” seu grito talvez tenha sido ouvido a quilômetros dali, mas com certeza foi seu último.&lt;br /&gt;O pai só sente o chicote envolvendo-o, segurando seu pescoço, enquanto tenta lutar contra aquela força invisível, os dedos do menino fazem um círculo e o aperto se torna mais forte...ele tropeça sobre os próprios pés e as mãos se perdem no vazio quando atravessa a janela fechada, quebrando-a .&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O pai só vê um último brilho dos olhos do filho e logo todos os vizinhos estão ouvindo os cacos de vidro caindo pelo chão da calçada, e o corpo dele quebrado em pedaços no meio do jardim da casa.&lt;br /&gt;O menino então se levanta, agarrado a um pequeno lençol, que encobre seu corpo seminu e pela primeira vez vai a janela e olha para fora...sua cabeça pende para o lado...&lt;br /&gt;“O pai agora nunca mais vai fazer mal a Katan...por que Katan....não precisa mais dele, por que Katan o matou.”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4 anos se passam...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As pessoas continuam olhando-o estranho, mas ali fez amigos...são crianças abandonadas como ele, além disso, elas passaram por coisas tão terríveis quanto ele.&lt;br /&gt;Katan agora tem 11 anos e seus olhos são tão negros que podem colocar medo em qualquer um, só que não o fazem,é gentil com aqueles que ama, com as freiras e crianças de sua idade. Ele aprende rápido e toca a flauta como se fizesse parte de seu corpo e espírito, ama esse instrumento e todos gostam de ouvi-lo tocar.&lt;br /&gt;Seus cabelos sacodem por todos os lados, é tão fino que parecem seda e nunca param de cair em seus olhos, mesmo tão curtos. O corpo esbelto e magro, mais alto que qualquer criança de sua idade e a voz...soa penetrante que assusta, apesar de quase nunca usá-la.&lt;br /&gt;“Katan!! Katan! Venha cá, tem um senhor querendo falar com você!” a freira o chama, com seu sorriso cálido e cheio de ternura. Fazendo-o sair do meio das crianças para quem tocava com uma delicada reverência e correr pelo campo de flores até o pátio principal com as escadas de mármore gelado como o tempo que estava fazendo.&lt;br /&gt;O garotinho chega até a madre, que estica uma das mãos e segura na sua, oferecendo a direção que vão seguir. Ele apenas sacode a cabeça e sorri, caminhando com a senhora até sua sala no meio da imensa casa de tons antigos e objetos perfeitos.&lt;br /&gt;O olhar move para a porta e antes mesmo que a senhora toque nela, ela se abre com um comando dele.&lt;br /&gt;“Não precisava fazer isso, Katan. Sabe que essas coisas aqui não são necessárias e acho, que também&amp;nbsp; sabe quem o está esperando, certo?!” ele sacode a cabeça , mas continua a apertar com força os dedos da madre.&lt;br /&gt;Assim que fica visível a sala, a pessoa esperada vira o rosto para o garoto, levantando-se imediatamente. Não acredita no que os seus olhos estão vendo, confiar em uma criança ...só pode ser mesmo brincadeira! Ele pensa, mas todos na polícia confiavam nela e sua mais nova parceira também, não que duvidasse de sua técnica, apesar de cega, ela sabia muito bem o que fazer e tinha o que chamavam de sexto sentido apurado. Podia ouvir vozes e seguir um caminho que só existia em sua mente e assim alcançar o assassino, por mais estranho que ele fosse! Rebeka era muito confiável e muito esperta também.&lt;br /&gt;Porém Katan continuava a ser um menininho de apenas 11anos e o que podia ter de tão especial? O que poderia ser tão inusitante que todos daquele distrito tremiam de medo quando se falava o nome dele?&lt;br /&gt;Nada demais, pensava ele...nada demais...aquilo só podia ser uma brincadeira muito sem graça que resolveram aprontar para ele, ainda mais por ter vindo de outro estado e por pegar o pior caso que já tinha visto em toda a sua carreira de 15 anos de detive na polícia.&lt;br /&gt;“Senhor detetive, aqui está a criança como prometi.” A freira o acorda do sonho de seus pensamentos.&lt;br /&gt;“Por favor, Alexandre, senhora.” Sua voz sai mais rouca do que o devido e seus olhos claros não conseguem parar de encarar o menino...aquele jovenzinho de porte meio feminino, meio masculino devido à idade e de cabelos negros curtos na nuca, mas com olhos tão fortes que por momentos pensou estar devorando sua mente.&lt;br /&gt;“Como desejar, esse é Katan Klausner, sua parceira o conhece bem, por isso quero te avisar que ele não é muito de falar, mas não pense que não estará ouvindo-o.”&lt;br /&gt;“Sim, entendo. Mas ela tem certeza do que falou...ele pode...”&lt;br /&gt;“Pode. Não tenha medo dele, isso o deixa muito magoado.” A senhora acaricia os dedos do menino e se volta para ele, abaixando-se para ficar em sua altura. “Escute, meu amor, esse senhor é amigo de Rebeka e quer lhe falar sobre um caso, por isso não precisa se assustar. Se não quiser pegar...é sua escolha e sabe bem disso, certo?”&lt;br /&gt;“Sim...” ele suspira um som fraco em resposta, como se aquela fosse sua voz de verdade.&lt;br /&gt;“Ótimo! Então vou deixá-lo a sós com Alexandre e fique a vontade para me chamar quando acabar.” Ela passa os dedos compridos e idosos por sua cabeça, sacudindo os fios negros e sorri para ele, indo embora da sala. &lt;br /&gt;“Bom, menino, agora somos nós dois!” o policial se levanta, duvidando que está mesmo fazendo aquilo, mostrando provas de um caso sério daquele para uma criança.&lt;br /&gt;“Veja...eu só estou aqui porque a sua amiga me disse para procurá-lo, queria que nos conhecêssemos melhor, que adquirisse uma confiança em mim também. Só que há de se ver que você é apenas uma criança ...um garotinho...”&lt;br /&gt;“Um...garotinho de 11anos, que consegue ver o que está vendo e sentir o que está sentindo se apenas abrir sua mente.” A voz que ouve não vem de seus lábios, disso tem certeza, afinal eles não se moveram! Mas como podia ter ouvido então?! Ele estava falando por pensamento!&lt;br /&gt;Por segundos, Alexandre pensa que aquilo era maluco demais para ser verdade e logo depois ao ver objetos se movendo na mesa sem ele tocar, tudo não mais parece um sonho e sim loucura!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Katan se aproxima da mesa, onde estão as fotos e objetos em plástico, nem ao menos dando atenção para o policial. Seus dedos compridos deslizam pelo ar e as fotos vão se mexendo até saírem de cima dela e rodar pelo ar, movendo-se como uma seqüência de fatos contínuos...um filme.&lt;br /&gt;Alexandre está de boca aberta, aquilo para sua realidade cheia de razão não faz muito sentido, só que está acontecendo de verdade e ninguém poderia negar!&lt;br /&gt;Ele respira fundo, controlando o nervosismo, aperta forte a ponta dos dedos e faz um mantra para relaxar. Katan apenas continua focalizando os objetos, sua cabeça pende para um lado e o rosto se retrai em tristeza e dor, era uma mulher dilacerada, sem os órgãos internos e sexuais...outra um homem de meia idade, sentado em frente à televisão e sem os olhos, no lugar deles dois galhos de louro. E mais&amp;nbsp; e mais fotos vêm no caminho, ao todo tinham sido mortas 5 pessoas, nos sacos plásticos tinham as provas físicas delas e do crime. &lt;br /&gt;O foco das fotos se torna outro e mais detalhado, há outra mulher que percebe pelos traços suaves da face de porcelana ter a idade de 27 anos ou mais um pouco, na flor da sua juventude e dela foi arrancado tudo, sua barriga aberta numa exposição denegridora de sangue e alguns poucos fios de suas veias, mas tão finos que pouco se podia detectar. Ele pode sentir tudo através dos seus olhos, abertos e visivelmente apáticos, a expressão de dor se fora, não tinha sido tão ruim antes...ele a tratou com carinho...o mais carinhoso de todos e com o perfume de algo tão sonhador, que se podia sentir pelas peças de roupas presas nos sacos. O coração havia sido pregado ao lado da cruz que ficava acima da cama e o resto espalhado pelos lençóis ao longo de seu corpo...pernas estiradas como Jesus....como os outros 2 homens também, mas com certeza as mulheres padeciam mais de seus confortos...se é que isso pode ser dito daquele ser.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;“Esse cara não segue padrões como os outros, mas faz uma tremenda carnificina que para todos é sem propósito. Eu e sua amiga, fomos indicados para o caso e ela não sabe por onde começar, não consegue seguir um caminho...eu não entendo nada disso! Estou aqui só como pedido dela, nem sei como um garotinho pode fazer ...”&lt;br /&gt;“Eu sou o que chamam de telepata de nível avançado...” a voz surge e o detetive nem acredita que veio de uma criança de tal idade, ela é quase que hipnotizadora.&lt;br /&gt;“Você falou?!”&lt;br /&gt;“Eu sei falar...só não gosto. E o senhor, está enganado, ele segue um padrão. Um que ainda não conseguiram ver e exatamente por isso continua a matar suas vítimas.”&lt;br /&gt;“Mas como, não vejo nada além de mortes horríveis com desenhos bizarros?”&lt;br /&gt;“Os desenhos e o que ele deixa em seus corpos, são os sinais...e ele é muito ruim.” Os dedos do menino percorrem o caminho do rosto, contornando-o como se para sentir sua própria pele e depois para nos olhos quando tudo que estava flutuando cai. O detetive dá passos para trás, se assustando com o barulho das fotos e objetos na mesa, mas o que o deixa ainda mais aterrorizado é o som que vem da boca do garoto. Um rugido, nada semelhante a algo humano e muito menos a qualquer coisa que tenha ouvido, as janelas batem várias vezes sem ao menos um vento estar correndo lá fora e o cheiro forte de alecrim domina o local.&lt;br /&gt;“O que está acontecendo? Deus do céu!!”&lt;br /&gt;“Deus...sim ele pode estar no meio, mas não é ele que procura! O assassino não está atrás dele...o odeia muito e cada símbolo deixado é&amp;nbsp; a marca disso! Os olhos arrancados para não ver o que todos mostram, os órgãos para não ter mais vida ...a vida que ELE deu e é frágil, mas deve ser punida como todos...MORTA!! como o foi...como está escrito no Apocalipse, todos padecerão!” quando acaba de falar, sua voz volta ao normal e tudo à volta para de tremer e fazer barulho, somente o perfume suave continua.&lt;br /&gt;O rosto aparece para o detetive e seus olhos negros são sofridos e cansados. Alexandre ainda tenta toca-lo, mas é apenas uma entre tantas tentativas que vai ter até um dia poder fazê-lo.&lt;br /&gt;“Você está bem? O que houve aqui?!”&lt;br /&gt;“Estou bem...eu estou no caso e tão logo ele vai atacar...muito em breve...”&lt;br /&gt;“Como?!” o ar intrigado do detive é puro desleixe para Katan e ele sorri, afastando seus dedos do caminho de seu ombro e sussurra na sua voz normal de sempre, mas tão bela como qualquer outra.&lt;br /&gt;“E eu estarei lá...é só isso, senhor.”&lt;br /&gt;“?.?”&lt;br /&gt;E ele se vai pela porta como um fantasma, com seus cabelos negros esvoaçando pelas costas, e o perfume alecrim se torna forte. Talvez nunca Alexandre possa explicar o que viu ali ou sentiu para qualquer outro de seus companheiros ou amigos, ninguém acreditaria que tal pessoa pudesse existir, mas uma coisa ele poderia garantir...todos tinham razão para temê-lo daquele jeito.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;*** &lt;br /&gt;Dois dias depois...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O som da sirene, a polícia local se aproximando e muito barulho e não é somente a simples, que atende um caso de assalto ou de uma velha que caiu da escada e todos acharam que estava sendo espancada. Como havia previsto, o serial killer estava de volta e nunca ninguém encontrava as peças de seu quebra-cabeça, sem que antes o cheiro de morte dominasse o local.&amp;nbsp; E&amp;nbsp; junto com os detetives estariam muitos mais, tentando não estragar as provas, mas com nojo suficiente para sequer ter coragem de se aproximar da cena do crime.&lt;br /&gt;E não tão longe dali a imprensa já está lá, noticiando cada detalhe daquele massacre que podia ser conhecido como: “Senhor dos Louros’’.&lt;br /&gt;E nesse mesmo instante alguém via a cena pela televisão de um aeroporto, um homem de idade por volta de seus 25 anos, mas novo demais para estar naquela profissão. O casaco escuro, procurando esconder do vento gelado e da chuva fina que começara a cair, seus cabelos úmidos e olhos vidrados na notícia que acabava de ser divulgada. Ele sacode a cabeça e pega a mala do chão, se encaminhando para fora do aeroporto em busca de um táxi.&lt;br /&gt;“Para onde o senhor deseja ir?”&lt;br /&gt;“Para a rua ...” ele fala o nome do local e o endereço, seus olhos de azuis muito claros encaram o motorista aterrorizado com seu provável destino.&lt;br /&gt;“Mas senhor, é onde o serial killer atacou! Tem certeza disso?!”&lt;br /&gt;“Absoluta e preciso chegar logo, por favor!”&lt;br /&gt;A voz firme faz com que o motorista siga o caminho indicado. &lt;br /&gt;Ele sabe o que faz, sempre soube disso, tanto é que seus familiares não puderam impedi-lo de estar onde está agora. Seus dedos apertam o crucifixo caído por sobre sua blusa preta e olhar para as pessoas transitando pela rua não o ajuda muito a pensar, mas estava nessa cidade a mando do Vaticano e só sairia dela quando tudo fosse esclarecido, pena que chegou tarde demais...boatos já haviam sido espalhados.&lt;br /&gt;Porém o tempo para aqueles que estavam dentro do sobrado era muito pior e repugnante, os olhos de todos voltados para a mulher de cabelos curtos e de cor fogo, com olhos que reluziam a cor que não existia mais neles. Esperavam algo deles, alguma reposta que só podia ser dada pelo além, como assim costumavam chamar.&lt;br /&gt;Rebeka nasceu cega, um acaso do destino ou simplesmente um sinal de que a visão não é tudo que se precisa para enxergar e sem ela parece que tudo ficava mais fácil. Aprendeu a controlar seus sentidos, de simples passos para atravessar uma rua sozinha como ver com quem estava falando apenas seguindo seus instintos, a escuridão nunca foi o que a incomodou, pois ela nunca existiu de verdade para Rebeka. Podia ver a luz das pessoas que a rodeavam e até mesmo dizer sua roupa sem precisar tocar, apenas sentia através dos dedos...através dos olhos da mente...que sempre a guiaram.&lt;br /&gt;Nada mais poderoso do que isso, então chegou alguém que tinha o seu mesmo dom, muito mais poderoso...muito mais sensível do que ela, e agora trabalhavam no caso juntos. Pois esse não era igual a nenhum outro, ela não conseguia sentir o que queria, quem era...não deixava nenhum rastro para seus dedos alcançarem.&lt;br /&gt;A mulher pára e observa onde está, seu mais novo parceiro procurando ordenar a cada um dos especialistas o que deviam fazer. Ela segura forte os dedos pequenos da criança e respira fundo, o cheiro de ocre vem e o fedor do sangue e da carne apodrecendo a perseguem. &lt;br /&gt;Um quarto, um cubículo, na verdade, é onde estão...numa rua de um bairro de pessoas de bem (como todos gostam de chamar), um lugar com uma janela no alto da parede, a luz é apenas da lua, pois a lâmpada do teto fora quebrada, e nada mais próximo da vítima; o único objeto é a cadeira onde está sentada e o pinico, repleto de dejetos a sua frente.&lt;br /&gt;Imóvel, assim a vítima está...presa por arames tão finos que são quase impossíveis de se enxergar.&lt;br /&gt;“Vítima do sexo masculino, branca, de idade aparente entre 40 anos, possivelmente casado. Apesar do anel não estar em seu dedo, à marca ainda persiste...provavelmente muitos anos. Não se pode identificar o rosto muito bem devido às lesões feitas...pelo que me parece ser uma faca...” Alexandre fala para um gravador, enquanto se aproxima com as luvas do corpo nu da vítima, sem qualquer identificação por perto, então a voz suave de Rebeka invade a sala.&lt;br /&gt;“Não é uma faca e sim um punhal...uma cimitarra, mas os outros cortes foram feitos por uma faca de serra...de cozinha mesmo. Ele fez questão que fosse assim, para marcar a pele dele, para deixar o desenho na carne ...” ela toca em suas coxas, quando solta as mãos de Katan.&lt;br /&gt;“Não...para que ele sofresse cada segundo que a faca atravessasse sua pele. Usou algo mais sutil no rosto...” ele levanta o pescoço mole e limpo do homem e vê o que todos não tinham coragem. “Viu, ele tirou a pele, não tem mais identificação...não tem mais o que o diferencia de um entre todos?!”&lt;br /&gt;“Meu deus! Isso é um horror, o que esse monstro pensa que é?! Acha que está fazendo parte do ‘Hannibal’?!”&lt;br /&gt;Os olhos castanhos viram aterrorizados, segurando com força o caderno de anotações. Alexandre recua uns passos, se apoiando na parede onde não tinha sangue e tenta respirar fundo. Como um homem podia ser tão cruel? Mas ele ainda não sabia o sentido da palavra crueldade.&lt;br /&gt;Rebeka segura com força os ombros do garoto e sussurra em seus ouvidos.&lt;br /&gt;“Vamos, agora é hora de tentar encontrar pistas que não são visíveis para quem tem olhos.”&lt;br /&gt;“Sim...”&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A voz vem de sua mente e tudo a volta começa a desaparecer, no sentido comum dos humanos. Katan inspira fundo o ar terrível daquele lugar e se concentra; as ondas que recobrem cada canto do universo tomam vida e dançam a sua volta e seus dedos são capazes de pegar apenas um trecho delas, um espaço de tempo que pode captar o que aconteceu ali.&lt;br /&gt;E o que vê não parece ser real e toma toda sua força...&lt;br /&gt;O que pode sentir um telepata, um pós-cinéptico?! Um lugar que parece atrair tudo para si, as coisas tem vida...todos os objetos têm energia e só precisam de um condutor para extravasar o que sentem, o que querem falar! Katan é um bom condutor, aprendeu isso desde pequeno, sabe como fazer.&lt;br /&gt;E o que eles podem ver?! O presente, o futuro e o passado?! Nunca ninguém sabe, pois nunca se sabe até que nível pode chegar a mente de um telepata.&lt;br /&gt;Os olhos do menino se fecham, agora tudo se forma...uma voz pesada e cheia de calma, parece saber exatamente o que está fazendo, nunca se engana. Mas não é ali que o corpo está, não é ali que a mente foi arrancada de sua carne...não ...não é. Um outro local, estava caminhando para voltar a sua família, mesmo que não fosse o que sempre quis para si. Ele os amava, seus dois filhos e sua mulher, mas nunca pôde evitar , os homens sempre o atraíram...desde o ginásio, porém as regras são claras, este tipo de hipocrisia não pode existir; então casou com uma moça linda que o amava e depois de velho foi atrás de seus casos pela rua ou casas determinadas e onde ninguém nunca saberia o que estava acontecendo lá dentro. A sociedade nunca descobriria, que ele era um entre tantos que traia sua esposa com homens da vida.&lt;br /&gt;Mas e esse, ele nem o conhecia direito, era apenas um cara que resolveu pagar um café para ele por ter derrubado suas compras na rua. Só que ele era bonito, um rosto jovem, parecia ser assim...tudo muito confuso!&lt;br /&gt;O corpo não pode captar tanta dor sem responder com bloqueios, não é tão fácil para ele definir se aquele era mesmo o homem que o estava assassinando agora, numa casa longe de tudo que conhecia. Mesmo que gritasse e pedisse perdão por ter cometido tal desonra a sua família, aqueles que o amavam de verdade...mesmo que rezasse por seu espírito e para sair dali vivo, nada acontecia.&lt;br /&gt;Quando a voz doce se transformara em algo tão insano, porém sem o mínimo de loucura, sabia o que estava fazendo...que estava recitando um trecho da Bíblia – o Apocalipse -?&lt;br /&gt;Então a dor de ter seu corpo comido por dentro, por algo que não sabia, de ouvir sua voz repetir que era seu destino, o destino de todos que pecaram, que infligiram as regras e agora pagariam, sendo levadas para o juízo final, para as Pragas. &lt;br /&gt;Nada mais sente, os olhos abertos...o corpo ali parado e ...e ....o desespero! Tortura! Como podia ter feito isso?! Amarrado, imóvel...sem sentir nada, mas mesmo assim vendo...vendo a faca atravessando sua pele, escrevendo nas pernas, no peito...desenhando na sua frente e quando chegou no seu rosto, seus olhos fortes...brilhantes e vermelhos...um brilho sem vida ou com vida demais para poder realizar!&lt;br /&gt;Ele iria&amp;nbsp; morrer, sabia disso, quando o efeito do narcótico se fosse... &lt;br /&gt;E Katan viu. Viu o assassino pelos olhos do morto, arrancando a pele de seu rosto, dobrando-a e colocando em algum lugar muito especial, escrevendo com seu sangue pelas paredes o sentido daquele versículo, daquele trecho que não fora tirado da bíblia que todos conhecemos, postando no local de seu sexo, os ramos de louro. E depois ele vê a morte chegando e o homem olhando diretamente para ele...não era para o morto, mas sim para Katan; vendo-o com seus olhos de vidro, sugando-o ...quando de repente a luz se queima!&lt;br /&gt;E é tanta dor, tanto sangue...tanta coisa que passa pela sua cabeça! Katan sabe que de algum jeito ele estava lá com o assassino, com aquele homem que tinha olhos de vidro, olhos da morte...Um dos três cavalheiros do Apocalipse!&lt;br /&gt;“Katan, você está me ouvindo!? Katan!!!”&lt;br /&gt;Ela grita, mas o menino não está escutando mais nada, não sente mais nada a não ser o desespero das coisas que agora está tocando, onde seus dedos deslizam sem noção do que pode vir a ser...um corpo morto ou um espírito que ainda vaga naquele sangue...naquela pele, tudo tão difícil! O sangue... o sangue espalhado na parede, riscos que ninguém consegue ler, nem sabem o que são, mas um grito e tudo parece crescer. O ambiente se torna maior e o sangue se move...líquido novamente, mudando de forma...de língua e agora todos podem ler a frase.&lt;br /&gt;Só que ninguém pode impedir o aperto que o coração do menino sente e como aquilo parece ter atingido seus sentidos e ele corre...corre para longe da casa, para longe das pessoas na chuva, que ainda tentam pará-lo.&lt;br /&gt;“Katan!!Katan!!” os dois gritam e seus olhos só podem alcançar o que está fora desse mundo e não carros, pessoas, apenas vultos de luzes que ganham vida no sangue, movimentam-se nele!&lt;br /&gt;Ele vai para a rua, tromba com alguém e grita, um grito tão sufocado e sem som que para todos aquilo não passa de maluquice. Só que seus olhos para aquele que o parou (antes que o carro de seu próprio táxi o pegasse), faz muito sentido. É nos seus olhos que se mostra à dor e muito além dela.&lt;br /&gt;“Calma...calma...” a voz parece tentar acalma-lo, mas não é isso que Katan sente. Seus olhos negros batem nos dele e ele olha através daquelas bolas azuis, um choque de repulsa atravessa ambos e nunca o homem poderá negar que pela primeira vez em toda sua vida sentiu uma força sobrenatural atacando-o.&lt;br /&gt;“Você mente...”&lt;br /&gt;Foi seu último sussurro antes de perder a consciência nos braços daquele homem tão forte e que escondia o pior dos segredos dentro dele mesmo.&lt;br /&gt;“Katan! O que houve?” Rebeka grita, sendo levada até o local onde o homem está parado, por Alexandre.&lt;br /&gt;“Ele está bem, eu acho, mas desmaiou, senhorita.”&lt;br /&gt;“E quem é você?” o detetive pergunta, observando como a mulher acariciava os cabelos molhados do menino inconsciente.&lt;br /&gt;“Eu sou Vicent, prazer.” Seus dedos estenderam para o detetive ainda sem largar o menino de seus braços.&lt;br /&gt;“E o que faz aqui? Isso aqui está proibido para entrada de estranhos!”&lt;br /&gt;“Eu sei, mas não sou um estranho. Estou nesse caso com vocês, sou um investigador...do Vaticano.”&lt;br /&gt;“O que?! Um padre?!” &lt;br /&gt;A surpresa de ambos foi à mesma e os olhos claros apenas focalizaram o menino em seu colo, agora, e seus pensamentos passaram para segundos antes dele desmaiar, em como aquele impacto quase o fez ver um outro mundo. Um lugar que realmente não queria conhecer...e nunca ia acreditar...&lt;br /&gt;Mas estava perto, realmente perto...uma força grande que nunca pensou existir longe de suas crenças, então ele se apegou a sua cruz... a quem confiava...quem confiou durante toda sua vida.&lt;br /&gt;Só que Vicent, não espera encontrar os temores de todas as suas dúvidas, que o cercavam sem explicações, não espera encontrar isso justo no menino de 11anos, em seus braços.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;CONTINUA.......&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/9047.html</comments>
  <lj:mood>content</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>3</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/8755.html</guid>
  <pubDate>Sat, 12 Feb 2005 20:45:12 GMT</pubDate>
  <title>Enfim o Fim</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/8755.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Bom, p quem esperou tanto aí vai &lt;strong&gt;&lt;font color=&quot;#ff0000&quot;&gt;o final de Amor nunca se Esquece!!!^____^&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim sim!! O fim, esperem q aqui vou aproveitar&amp;nbsp;p dizer q se quiserem me fuzilar problema de vcs, eu ainda tenho umas cartas na manga, tão logo estarei colocando alguma coisa de Hiei e Kurama, infelizmente essas fics minhas são bem antigas e eu tenho q ficar digitando de um caderno escrito a séculos!!!&amp;gt;&amp;lt; Por isso demoro tanto, mas se quiserem ler algo mais meu, as minhas originais eu estou postando no &lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_chocobox&apos; lj:user=&apos;chocobox&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/&apos;&gt;&lt;b&gt;chocobox&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; e no &lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_fanfic_br&apos; lj:user=&apos;fanfic_br&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/fanfic_br/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/fanfic_br/&apos;&gt;&lt;b&gt;fanfic_br&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; , leiam e se divitam lá!^^&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_&apos; lj:user=&apos;&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://www.livejournal.com/userinfo.bml?user=&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/userinfo.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;17&apos; height=&apos;17&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://www.livejournal.com/userinfo.bml?user=&apos;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/font&amp;gt;&lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_&apos; lj:user=&apos;&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://www.livejournal.com/userinfo.bml?user=&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/userinfo.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;17&apos; height=&apos;17&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://www.livejournal.com/userinfo.bml?user=&apos;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#ff0000&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;O Amor Nunca se Esquece&lt;br&gt;Hakura Kusanagi&lt;br&gt;Capítulo 13&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já se passou 1 ano que Kurama está naquela mesma cama, no mesmo quarto. Adormecido desde que chegou do Makai, mesmo com todas as tentativas de Koenma e seus amigos, buscando qualquer remédio para que o curasse desse mal que todos bem sabiam qual era...porém de nada servia, ele permanecia nesse coma só seu, num mundo que nem mesmo Hiei podia entrar. Sua família o aceitou, aceitou a mentira que contaram ou a verdade meio que diminuída dos fatos piores sobre o que Kurama passou durante os 6 anos com Nazago.&lt;br&gt;Hiei nunca perdeu as esperanças de vê-lo de volta ao normal, seu amor nunca acabaria por sua raposa e procurava a todo esse tempo por uma cura no Makai e onde quer que fosse...pensava se havia escolhido a forma certa...ao olhar para aquela corrente presa em seu pulso como a maior proximidade de seu Kurama.&lt;br&gt;Hoje, como todas as noites, a companhia do Youko era o vento fresco da janela e a carícia de suas perfumadas flores no jardim...uma face serena, que como sempre parecia apenas dormir.&lt;br&gt;Então uma sombra cruzou a janela, parando no beiral...sua capa preta caindo sutilmente pela cadeira e os sapatos no mesmo lugar, abaixo dela. Seu traje de sempre, caminhando com passos lentos e silenciosos, em suas mãos carregando um buquê de rosas negras, que aos poucos foi encaixando no vaso com carinho.&lt;br&gt;Ele se prendeu naquele gesto conforme organizava-as.&lt;br&gt;“Ah...eu só queria que você acordasse, voltasse para mim...do jeito que fosse, mas queria você ao meu lado de novo. O que fiz...esse corte na mão de nada adiantou, se não posso te Ter de volta, não está morto....mas morreu para esse mundo.&lt;br&gt;Espero que essas flores sirvam de algo, tentei de tudo e essa é minha última esperança...algo que tem o meu amor depositado...”&lt;br&gt;Seus pensamentos então, foram interrompidos por um ruído e uma voz fraca e sonolenta.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Uhm...que perfume maravilhoso, são rosas do Makai, né?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que?! Kurama???- ele olhou incrédulo, largando as mãos das flores, nem acreditando que era mesmo a voz de Kurama. &lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que foi?! Por que está me olhando deste jeito, como se nunca tivesse me visto? O que houve?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama é você mesmo?! Você acordou?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ué!? Achou que ia dormir para toda a vida?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama ! Kurama !!!&lt;br&gt;Hiei não se conteve e lançou-se nos braços de seu amante, envolvendo os seus com força em seu pescoço e deixando sua felicidade sair em lágrimas de cristal. O youko/humano não entendeu muita coisa, mas devolveu o abraço.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama....você voltou mesmo para mim...depois de 1 ano...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?! Espera, do que está falando?! E por que está chorando?- ele afastou seu rosto de seu peito e olhou para ele, tentando com carinhos parar com suas lágrimas-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Estou chorando de felicidade...e 1ano, foi quanto ficou em coma...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Como?! Explique-se!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você não se lembra, ficou em coma depois daquela luta com Nazago e pensamos que jamais ia acordar! Mas está aqui e comigo!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Espera Hiei , eu não me lembro de nada do que está me dizendo! Como fiquei em coma?! E quem é esse tal de Nazago???- ele o encarou sem idéia do que falava- A única coisa que me lembro é de Ter ido para o Makai, e de você me enchendo o saco para não ir!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não se recorda de Nazago, de 6anos atrás??? O que houve quando foi para lá?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não....estou boiando, não faço idéia do ocorreu depois...desses 5 ANOS???!! E o que está fazendo com minha corrente?&lt;br&gt;Hiei paralisou com aquela resposta, olhando para seu amante e logo percebeu que ele tinha se encarregado de apagar toda a memória a respeito daquele período infeliz. Sua mente fez o suficiente em 1 ano, agora sabia que o seu ato foi recompensado e seu amor estava de volta, podendo viver bem consigo mesmo e ele seria capaz de conviver com esse segredo.&lt;br&gt;Ele sorriu para Kurama, retirando a corrente e colocando-a em seu pulso, beijando suas mãos e depois seus lábios.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Esquece, lembre apenas que te amo e que nunca ia te abandonar...o passado, já passou! Promete que vai me amar para sempre e que nunca irá para o Makai quando tiver um desses pressentimentos ruins!?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas Hiei ...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Promete, Kurama?!- ele voltou a abraçá-lo com força-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Tá bom...tá bom...mas pare de fazer isso, assim me assusta, itoshii.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Preciso sim...eu senti muito a sua falta. Por que ...por que ...eu te amo...TE AMO MUITO, RAPOSA!!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei ...&lt;br&gt;O koorime se jogou nos braços do kitsune, recebendo milhões de beijos na face, até um bem mais intenso na boca. Depois envolveu-o em seu colo e nos braços e acariciando seus cabelos falou.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Também te amo, koorime-chan, e não importe o que aconteça estarei sempre sentindo isso por você, meu itoshii. Eu sou só seu!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Isso mesmo, só meu! Meu e para sempre!&lt;br&gt;Ambos se perderam naquele caloroso abraço e o chacoalhar daquele guiso envolveu o ninho de amor numa doce canção que demostrava, que quem nasceu para ser junto nunca se separará.&lt;br&gt;****&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algo se mexeu naquela pilha de destroços de um antigo castelo que a tempos foi destruído, então uma passagem pareceu emergir e dentre toda aquela escuridão um youkai apareceu.&lt;br&gt;Aquela sombra negra bufando entre as trevas do Makai, deu alguns poucos passos, dificultados pelo que parecia ser ferimentos; porém um dos raios que cruzaram os céus fez sua face&amp;nbsp; ficar visível e ela era bem conhecida...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Maldito...koo...rime...ele me pagará...assim como aquele escravo...! Todos vão MORRER!!! MORRER!! BUARÁRÁRÁRA’......!!!!!!&lt;br&gt;Aquela gargalhada ecoou pelo Makai e Nazago jurou vingança por todas as trevas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;FIM??&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; @________@U&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/8755.html</comments>
  <lj:mood>crazy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>5</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/8594.html</guid>
  <pubDate>Sat, 12 Feb 2005 20:38:39 GMT</pubDate>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/8594.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor Nunca se Esquece&lt;br&gt;Hakura Kusanagi&lt;br&gt;Capítulo 12&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-&amp;nbsp;Nazago-Sama, eles o levaram para os Árduos de Natara.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Para quem eles o levaram, Yusuke?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Para Hiei.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Então está junto com aquele koorime?! Pois bem, eu o arrancarei de lá! Muito obrigado pela informação, Yusuke e Kuwabara.&lt;br&gt;Os dois quase tiveram suas mentes arrancadas pelos “Intrusos’’, para que essa informação saísse...contando tudo que aconteceu. Agora Nazago e seus soldados se preparavam para caçar Kurama onde quer que estivesse!&lt;br&gt;***&lt;br&gt;Hiei estava saindo quando a raposa o segurou pelos punhos, olhando para ele ainda meio sonolento.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Aonde você vai, senhor Hiei ?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Uh?! Kurama?! Desculpe acordá-lo, eu vou buscar flores e algo para comer na floresta.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não! por favor, não precisa buscar nada senhor, eu não preciso de nada!- ele falou assustado, segurando com mais força o punho do koorime-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Calma, eu não vou embora, só vou até ali e nada vai acontecer de errado.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não! Não! Esqueça as flores e a comida, fique comigo hoje, senhor!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama, eu só quero te dar um presente....pare de se preocupar, não vai acontecer nada de errado. Vamos ficar juntos...- ele então parou de falar ao ver o desespero do seu koibito saindo em lágrimas-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que foi?! Não chore! &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu tenho medo de te perder, não estou com bons pressentimentos...Fique junto comigo, senhor. Eu te peço.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Olhe, Kurama, pare de chorar, eu prometo que volto logo e que nada de errado vai acontecer comigo e nem vai sentir quando estiver de volta.- ele seca suas lágrimas com os dedos e beija seus lábios, fazendo-o soltá-lo e parar de chorar-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Agora deite e volte a dormir e vai ver que quando acordar já estarei aqui.- o koorime afagou seus cabelos e colocou novamente sua cabeça nos travesseiros, fazendo-o dormir de novo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Vai ...ficar comigo para sempre...sempre...&lt;br&gt;Foi seu último suspiro antes de apagar, com a saída de seu koibito.&lt;br&gt;***&lt;br&gt;Um forte estrondo na porta do quarto, onde estava Kurama o fez acordar, levantando rapidamente para ver o que era. E sua surpresa foi das piores...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?! Não pode ser!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você está aqui, maldito escravo!? Agora venha conosco para o castelo, onde é o seu lugar!- Nazago falou, olhando para o ningen friamente-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não! nunca mais volto para lá!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que?! Vai desobedecer uma ordem de nosso senhor?- um dos soldados disse-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim!- ele se colocou em postura de luta-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Então quer nos enfrentar? Hñ! Verá o que acontecerá com você! Venha!!&lt;br&gt;Os guardas de Nazago haviam invadido toda a casa de Hiei, destruindo tudo a sua volta até&amp;nbsp; encontrarem Kurama. E agora a batalha entre eles começariam.&lt;br&gt;A raposa concentrou-se e lançou milhões de socos e chutes na direção dos guardas, foi acertando um a um, mas haviam os mais persistentes que vinham por trás, usando suas espadas. Cortando seu rosto e seus braços, mas ele não desistia, retirando o chicote para atacá-los com seu pouco ki.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Rose Whip!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você nunca conseguirá nos vencer, maldito!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Morram!!&lt;br&gt;Kurama chicoteou aqueles espinhos para todos os lados, atingindo a maioria dos soldados, matando-os. Então, uma rajada de energia atingiu suas pernas fazendo-o perder o controle do salto, mas não o deteve, uniu suas forças e enviou suas pétalas cortantes. Os youkais explodiram em sangue, outro ataque com o chicote e outra leva de mortes, mas alguém interrompeu tudo, com voz de Rei e visualizava tudo de um canto da sala.&lt;br&gt;Conforme Kurama ofegava segurando o chicote em uma de suas mãos, os ferimentos fazendo-o se agarrar nas paredes para ficar de pé.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Senhor?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Chega soldados!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, senhor.- eles se afastaram no ato-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Uhm...você lutou muito bem, escravo, mas agora acabou. Não tem mais jeito, você me pertence.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não! Eu quero ficar aqui...senhor.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sabe que isso é impossível, escravo, você é meu! Venha, volte para seu castelo e seu amo...seus amigos o esperam.- a voz grossa o forçou, a seguir o que Nazago fala- &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, senhor.&lt;br&gt;Kurama, de repente, foi dominado por seu comando e soltou o chicote, que transformou-se numa rosa morta ao cair, caminhando em passos lentos em sua direção. Seus olhos abaixados não tinham mais postura de um guerreiro, ele ergueu os punhos a seu rosto, para que Nazago prendesse suas pulseiras novamente. Quando terminou de pô-las, a pequena corrente foi ao chão. O olhar triste, acompanhou a coleira ser posta e seu pescoço...era prisioneiro de novo de Nazago-Sama.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Bom garoto, agora venha. Vamos embora para casa!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, senhor.&lt;br&gt;Youko saiu sendo puxado pelas correntes de seus punhos, olhos verdes tristes para trás de seus dias felizes e como despedida lágrimas desceram de sua face.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Adeus...Hiei.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Venham, soldados!!- gritou o Kairui-&lt;br&gt;***&lt;br&gt;O koorime adentrou pela casa, não acreditando no que seus olhos viam...cada local estava destruído e restos da luta eram bem visíveis. Logo os pensamentos do que podia Ter acontecido cruzaram seus pensamentos e os objetos em suas mãos caíram, sua voz só conseguiu expressar o nome de seu amor...em gritos desesperados.&lt;br&gt;A rosa despedaçada, foi o sinal que o que mais temia tinha ocorrido....e no canto da porta do quarto, estava a corrente do dragão.&lt;br&gt;Ele pegou o objeto e dele pode captar a cena de todo o acontecimento...a raiva subiu nas suas veias...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Maldito Nazago , vai me pagar por tê-lo feito chorar! Não se preocupe kitsune, eu vou buscá-lo de volta!&lt;br&gt;Hiei colocou a pulseira no pulso e ardendo em fúria partiu para o castelo de Nazago.&lt;br&gt;***&lt;br&gt;-&amp;nbsp;E agora, qual punição merece por este erro? Uhmm...sim vou arrancar seu ki e implantarei outro com novas memórias, que o farão esquecer do que ocorreu. Vai ser meu novamente!! Rá!! Rá!! Rá!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não!! Naooo!!!! Hiei!!&lt;br&gt;Nazago, o havia amarrado a correntes e batido muito em seu rosto. Uma enorme plataforma estava acima do corpo do kitsune, interligado por fios para todos os lados indo em direção aos braços, pernas e cabeça da raposa, passando alguns para o mesmo lugar de Nazago, que sentava em um trono ao lado dele.&lt;br&gt;O Kairui, se unira mentalmente ao youko e começava a transpassar seu youki para seu corpo, retirando o seu ki e depositando o dele no lugar. Assim suas memórias e esperanças desapareceriam, dando lugar somente aos desejos de escravo que queria.&lt;br&gt;Os gemidos e gritos do youko/humano, eram desesperados e agonizantes, seus olhos se misturando com verdes e dourados, os cabelos vermelhos entre fios prateados, chacoalhavam conforme se debatia na cama. A mudança que sua energia era retirada, mais dor causava nele.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei!! Hiei!! Me ajude!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ninguém poderá te ajudar, escravo, você me pertence e para sempre!!!!- ele gargalhou maleficamente-&lt;br&gt;****&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Malditos! Saiam do caminho!!!- o koorime gritava atravessando portas e corredores a força, matando quem estivesse no seu caminho-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Desgraçado!! Vai morrer!!&lt;br&gt;Mais ele penetrava pelo castelo, levando consigo corpos e mais corpos pelo caminho; até se ver cercado por diversos soldados vindo de cada uma das portas.&lt;br&gt;Eles se insultavam conforme lutavam, porém mesmo com toda a força do koorime, as espadas e armas acertavam seu corpo e não ia demorar para ele cair por ali mesmo...podendo não conseguir sair ou chegar a tempo de salvar seu koibito da escravidão eterna.&lt;br&gt;Mas, de repente, alguém o puxou de uma das portas secretas e quando notou estava preso em uma sala sem entrada para onde os youkais.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?! Quem são vocês?- ele olhou para as irmãs-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Shh...fale mais baixo, eles não sabem que estamos aqui e nem devem descobrir como entrar nessa passagem!- uma voz feminina soou-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Isso mesmo!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Yusuke?! Kuwabara!!? O que estão fazendo aqui?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nós conseguimos fugir daqueles seres que nos dominavam, graças a elas!- disse Urameshi-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sayaka e Sayara, nos ajudaram!- Kuwabara completou-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;As servas que estavam com Kurama!!- ele se assustou ao olhar para seus olho fechados- E estão bem?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Tudo bem, agüentamos bem aquele maldito, mas infelizmente não podemos evitar de contar onde tínhamos mandado Kurama.- falou Yusuke-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas agora tem que ser rápido, aquele cara vai sugar o ki de Kurama e depois colocar o seu, destruindo suas memória e dessa vez vai ser para sempre!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Como?!- o koorime se apavorou com a idéia dada pelo Kuwabara-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Exatamente!!- Urameshi terminou- Vá logo, a saída é por aqui e leva direto para local onde estão e chegue logo!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;E quanto a vocês?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nos viramos, as duas nos levam para fora!! Mas ande logo, baixinho!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hai!!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp;Hiei assim que chegou na porta onde estaria Nazago, preparou sua espada e já antecipando o choque arrombou-a. Mas o que viu foi assustador, haviam fios que ligavam seu koibito ao Kairui, a energia envolvia-os fazendo da forma de humano um simples suspiro, pois agora o youko estava ali e seus gritos de dor e desespero partiam o coração de Hiei. As algemas acorrentando-o e o koorime não perdeu tempo, empunhou sua katana e com um simples golpe cortou todas fora, queimando os fios que o ligavam ao Kairui, fazendo-o despertar. Aquilo fez com que a forma de humano voltasse e a fúria de Nazago explodisse.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Maldito! Não vai tê-lo nunca!- gritou o pequeno youkai- Venha e lute comigo, eu vou fazer você pagar por tudo que fez meu Kurama sofrer!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?!- ele fez uma cara de desgosto, se levantando e encarando-o- Koorime imbecil, que lutar comigo, pois venha que o destruirei!!- uma gargalhada repercutiu no salão-&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ele será MEU!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nunca, Nazago!&lt;br&gt;Nazago, levantou bruscamente e envolveu todo o lugar com um campo de energia, onde somente Kurama ficou de fora.&lt;br&gt;O primeiro ataque foi de Hiei, retirou suas faixas do braço, deixando transparecer a tatuagem do dragão negro, queimando em brasas. Todo o local ficando coberto pelas chamas negras, envolto por sombras das trevas.&lt;br&gt;Ele evocou o Jaoensatsu Kokoriuha, trazendo&amp;nbsp; á tona o imenso animal, desenroscado aos poucos de seu braço e se arrastando&amp;nbsp; até chegar no Kairui. Mas do nada ele surgiu, aparecendo por suas costas e demostrando que não sofrera qualquer injúria do golpe, transformando seu youki em uma longa espada, para contratacá-lo pelas costas.&lt;br&gt;Um rápido lance da arama atravessando seu ombro direito, e o fez voltar o solhos para trás, dando tempo apenas para Hiei lançar o poder do Jagan em retorno ao golpe, só que para seu azar Nazago o sugou e se virou pegando novamente o koorime...sem chances de saltar num provável desvio. A espada em punho e uma risada maligna escapou de seus lábios conforme Hiei apenas se afastava da sua área de ataque e segurava o sangue, rangendo os dentes em fúria.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;HA!!HA!! Koorime estúpido, acha mesmo que este seu reles ataque vai surtir algum efeito em mim?! Suas chamas só machucam fracos como você, o poder de um caçador Kairui nunca vai ser pariu para um youkai de nível tão baixo!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kusoiaro!! Não importa quanto dure, eu vou matá-lo, seu cretino e retirar Kurama das suas loucas idéias macabras!! Chi!&lt;br&gt;Hiei partiu para um ataque frontal, levantou seu braço direito, formando uma espada de fogo negro e avançou no outro. Os dois começaram em uma disputa de ferro e fogo, passeando pelos ares e explodindo o local todo em fumaças negras. O som dos estalos se espalhava pelo salão, acompanhado do ranger das paredes sendo despedaçadas pelas armas...mas quando os poderes se chocaram, Hiei ainda conseguiu cravar a sua pelo peito do youkai. Porém isso não fez com que o estrago do seu golpe nele fosse pior, pois assim que viu uma brecha; transformou a espada em lança e a cravou na perna esquerda do koorime, impossibilitando-o de se mover e facilitando o ataque posterior...&lt;br&gt;O grito de Hiei logo veio, pelos milhões de socos acertados por todo o seu corpo, rasgando sua roupa...até seu peitoral ficar coberto por manchas vermelhas de sangue, espirrando o mesmo líquido pelos seus lábios... os olhos se fechando em dor e quase perda da consciência...até o corpo tombar ao chão.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Agora quero ver quem vai ficar com a raposa, seu moribundo!!!&lt;br&gt;Nazago abaixou, rindo e agarrando com os dedos o pescoço de Hiei, suspendendo-o ao alto...enforcando-o pouco a pouco...Sua respiração se tornando um chiado forte e desconexo, os olhos queimando em fúria, que de nada servia, pois não conseguia se mover dali e as forças já estavam pelo fim.&lt;br&gt;A energia poderosa do Kairui, começou a destruir o corpo dele, cada rajada de vento rasgava uma parte dele. um bracelete de youki, então aprisionou os&amp;nbsp; seus punhos, deixando-o sem ação, o trepidar não adiantava...o caçador estava no comando e só iria decidir matá-lo aos poucos...&lt;br&gt;Ele ainda tentou esboçar algo como...vou te matar...mas nada iria fazer as risadas de Nazago pararem e nem seu poder. O youkai fez o vento diminuir aos poucos o enroscando conforme soltava seu pescoço, e ia se aproximando...atravessando buracos cada vez maiores em sua pele. &lt;br&gt;E até que Hiei nada mais podia ver, devido ao sangue que escorria por seus olhos...cada instante os sentidos fugiam mais dele...os órgãos internos queimando como se fossem explodir a qualquer momento!&lt;br&gt;Até que, de repente, uma força de fora cresceu e um ki diferente adentrou naquele lugar e a voz suave se fez presente.&lt;br&gt;E as plantas avançaram em direção ao vento e acabaram com o campo de força provocado pelo Kairui. E quando Hiei notou, estava nos braços de sua kitsune...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei...acorde...por favor...preciso...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ah!?...Ku...Kurama...- os olhos do koorime só viram uma raposa machucada, pelos cortes feitos ao atravessar a&amp;nbsp; parede criada por Nazago, assustando-se mais-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Senhor...Hiei...- seus sentidos se foram como sua voz-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama?! Kurama!!! Acorde!!&lt;br&gt;Mas de nada adiantou seus gritos de desespero em relação ao seu amor, aos poucos sua força vital estava murchando como as plantas que havia lançado contra o Kairui.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Maldito escravo, olhe só o que fez ao meu rosto!!!!- um Nazago ensandecido apareceu e em seu rosto havia uma marca enorme...com em todo seu corpo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Cale...cale esta BOCA MALDITA!!! VAI ME PAGAR PELO QUE FEZ A KURAMA !!!- os gritos do koorime ecoaram no salão destruído e seus olhos vermelhos e odiosos votaram para o Kairui-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pode vir, koorime...e eu vou mostrar o que farei ao seu amante!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Verá!!&lt;br&gt;Hiei deixou Kurama deitado no chão e virou-se ferozmente para o youkai, os três olhos queimando. Levantou, evocando então o dragão que cresceu e transformou-se em dois, o ki se espalhando por todo o castelo...sendo sentido até mesmo por seus amigos que estavam conseguindo sair dele agora.&lt;br&gt;A potência dos kis aumentou e acabaram por lançar seus golpes ao mesmo tempo.&lt;br&gt;Os gritos de evocação e logo depois o Dragão Negro explodiu, se dividindo e rodopiando em círculos, que logo engoliram o golpe de Nazago. O Kairui apenas sentiu aquele enorme poder devorando o dele e depois ser consumido por imensas chamas negras, tal qual o ódio que o pequeno sentia por ele. Conforme o poder tomava corpo o animal ia saindo pelo castelo e destruindo tudo que via pela frente, sem deixar qualquer vestígio de Nazago.&lt;br&gt;Hiei sentiu as pernas tombarem, mas com suas últimas forças agarrou Kurama e saiu dali com o máximo de velocidade que pôde...os gritos de pânico nem puderam ser ouvidos por ele, pois ao sair e se esconder na floresta próxima sua consciência se foi.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;****&lt;br&gt;Hiei estava segurando o kitsune pelos braços, deitado num caule de árvore, quando sentiu alguém se mexer, fazendo-o despertar também.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?! Kurama?? O que pensa estar fazendo?! Solte isso agora!!!- o grito do koorime não foi à toa, estava vendo sua raposa segurando uma adaga nas mãos( encontrada com os restos de alguns dos soldados mortos)..tentando cortar o pescoço-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Deixe-me...por favor...eu não quero mais viver...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não!! Está maluco?! Nunca vou te deixar se matar! Acabou...tudo já acabou...volte para a realidade!- ele o sacudiu, deixando o objeto cair na grama, mas ele não podia enxergar essa realidade, que tanto&amp;nbsp; Hiei queria, afinal só lhe restara o pesadelo de ser escravo de Nazago -&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Precisa...entender, senhor...Hiei, estou cansado para lutar...eu não vou suportar viver sem lembranças...- ele sussurrava, sem levantar a cabeça para encará-lo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nós podemos reconstruir juntos! Podemos começar tudo de novo, sem Nazago ou qualquer das coisas que te fez...- ele o calou-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Tudo que amava acabou...eu não posso reconstruir o que não sei...o que não me lembro e sempre que fechar os olhos vou lembrar de tudo...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não pode ser assim, não pode se matar!!! Todos podem ajudá-lo e meu amor?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Todos quem?? Eu nunca vou me lembrar deles e nem do que tivemos...- ele segurou a adaga de novo nas mãos e a colocou firme nas do koorime- Por favor faça isso por mim, me mate... me tire desse pesadelo....dos sonhos que vou Ter todas as noites como escravo...servo...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Faça isso pelo nosso amor...pelo amor que um dia tivemos, se não por mim...faça por ele! Mate-me!!- as lágrimas desceram pela sua face machucada e amargurada, fechando os olhos e empunhando a adaga na direção de seu coração-&lt;br&gt;O som da carne sendo rasgada e o sangue logo apareceram...o rosto de Hiei se entristeceu ao ouvir o metal caindo no chão.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Me perdoe...Kurama...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Doushite??...&lt;br&gt;Essas foram as últimas palavras do humano, o guiso sacudindo ao Hiei apertar com força o amante em seus braços e a mão suja de sangue&amp;nbsp; e ferida tocou em sua face, em um doce carinho. Suas lágrimas deslizando por ele enquanto beijava sua raposa...pedindo perdão por não poder fazer o que tinha pedido, mas não ia nunca conseguir arrancar a vida daquele que mais amava e lutou para tê-lo por toda a sua vida.&lt;br&gt;Ele carregou Kurama em seus braços e o levou para o Ningenkai, onde pensava que podia curar seu amor daquele desespero vivido no castelo de Nazago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;CONTINUA....^+^&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/8594.html</comments>
  <lj:mood>cynical</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/8427.html</guid>
  <pubDate>Sat, 12 Feb 2005 20:36:44 GMT</pubDate>
  <title>Terminando Nazago</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/8427.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Gomen a todo mundo mesmo q não tenha gente lendo, mas enfim eu disse q ia terminar de porstar a fic do Nazago por honra própria!!Aí vai!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Título:O Amor nunca se Esquece&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Personagens: Hiei X Kurama X Nazago( pertence a mim)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tipo: Dark lemon&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor nunca se Esquece&lt;br&gt;Hakura Kusanagi&lt;br&gt;Capítulo 11&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquela manhã Hiei saíra para procurar pelos soldados de Nazago, tinha que saber o que estava acontecendo com Yusuke e Kuwabara, e se os guardas já estavam próximos deles.&lt;br&gt;Deixou Kurama dormindo, um bilhete avisando que não demoraria e traria um presente para ele.&lt;br&gt;A raposa leu aquilo e deixou um sorriso escapar dos lábios.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Já que o senhor foi passear, então eu arrumarei sua casa, em troca de tudo que vem fazendo por mim.&lt;br&gt;Então, Kurama começou a fazer o que sabia, limpar a casa do koorime, utilizando seu ki para dar um brilho ao local. Deixando-o com o seu perfume, a única coisa que não percebeu foi o quanto estava fraco para isso e o esforço de embelezar a casa com sua energia, foi um pouco demais para ele.&lt;br&gt;Pensou que apenas fosse um cansaço pelo trabalho e se dirigiu ao banheiro para se refrescar, porém exatamente lá suas pernas acabaram perdendo as forças e perdeu parte de sua consciência, deixando as pernas cederem pelo chão.&lt;br&gt;Nesse exato momento, Hiei estava adentrando pela porta, após chegar de sua pesquisa de campo, trazendo um buquê de presente para a kitsune.&lt;br&gt;Assim que percebeu as mudanças e o perfume de Kurama espalhado pelo ar, foi sendo levado direto para o quarto.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama, onde você está?- ele gritou por sua raposa, mas a resposta foram os gemidos vindo do banheiro-&lt;br&gt;Hiei largou as flores pelo chão e saiu correndo para lá, encontrando-o encostado pelas paredes, sem forças para levantar e agonizando de dor.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei...senhor...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que você fez?!- ele o olha fracamente, levantando os braços para que o outro pudesse erguê-lo daquela posição-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Desculpe...eu só queria ajudar...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ajudar, como?! Olha o seu estado!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por favor...não se zangue...eu só queria arrumar a casa...para quando voltasse...só sei fazer isso...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não tinha que Ter feito nada disso, sabe que está fraco e não quero que arrume nada para mim!! Entendeu?!- o koorime gritou, suspendendo a raposa e o tirando dali para o quarto-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas...mas...o senhor...me...perdoe...eu não queria deixá-lo nervoso ...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ah! Droga! Eu não quero brigar com você, só queria que soubesse que me preocupo e está fraco para gastar seu ki dessa forma. Não tem energia para desperdiçar e a gasta enfeitando a casa!!! De jeito nenhum!!- então o pequeno youkai se surpreendeu ao ver a cara de Kurama, ele estava rindo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que foi, está rindo do que?! Qual é a graça?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;He...he...você fica bonitinho bravo...está vermelho- ele fala puxando o robe para si-...Nazago-Sama fica mal, terrivelmente furioso.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Baka!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?!- seus olhos verdes viram para as flores no chão- Quem fez esse buquê tão lindo? Era este o presente que me falou?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, ficariam mais bonitas se estivessem em um vaso, mas é só recolhê-las...- ele as coloca em uma espécie de jarro com água e as arruma ao lado da cama -&lt;br&gt;-&amp;nbsp;...pronto!- os olhos verdes brilharam e um sorriso se espalhou pelos seus lábios-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;São realmente lindas, como sabia que gostava de rosas?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu sei muito mais que isso de você, Kurama.&lt;br&gt;Eu me sento na borda da cama e afago seu rosto com os dedos, tornando o gesto o mais carinhoso possível, eu sempre fui apaixonado por esses olhos brilhantes e os lábios era o meu feitiço. Eles se abrem conforme deslizo os dedos, e a boca se aproxima dele, posso ouvir sua respiração pesada...e nós ficamos frente a frente, um olhando para o outro...parados.&lt;br&gt;Então não espero mais nada...o sinal é o tipo de perfume que começa a exalar de seu corpo. Um beijo longo e demorado, naquela boca que a tanto tempo amo e desejo desde que nos separamos por causa daquele maldito!!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;Ele corresponde timidamente, descendo a língua pela minha boca, apoiando com força suas mãos na minha, tentando dar mais estabilidade naquele beijo...&lt;br&gt;Sei que agora posso, mas tenho que fazer com calma, aquele Kairui o machucou muito e não quero que pense que vou fazer o mesmo...nunca! Eu só quero seu amor e seu desejo como era antes!!&lt;br&gt;Seus lábios se separam dos meus e os olhos verdes estão brilhando com desejo, os dedos deslizam pelos meus cabelos e sorri. Faço o mesmo com ele, e vou deixando seu corpo cheio de arrepios de prazer, as mãos caindo pelo quimono e logo posso ver algumas marcas deixadas pelo seu tempo como escravo daquele ser.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você é lindo, raposa...e ele nunca vai te tocar mais, eu te prometo!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Hiei ...eu...eu...senhor....- ele quase geme de desejo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;não precisa falar nada, eu sempre soube o que quis, em apenas olhar para essas esmeraldas. Vamos, deite-se!&lt;br&gt;Kurama me obedece, fechando os olhos e apreciando o que vou fazendo com seu corpo. Subo pela cama e retiro todo o pano que o cobre, a cabeça desce até suas pernas e expludo beijos e lambidas pelas suas coxas e vou subindo, deixando todo o prazer que está localizado naquele pedaço de carne para mais tarde. Encho o desejo de seu corpo em lambidas pelo pescoço e estalinhos por seu rosto, fazendo-o rir e se arrepiar.&lt;br&gt;O suor começa a escorrer de sua pele, e cada canto se transforma num mar de desejo, fazendo-o escorregar pela cama e os dedos prenderem os lençóis junto com o balançar de seus cabelos vermelhos pelos travesseiros.&lt;br&gt;Tão lindo o meu kitsune...os olhos me devorando de desejo e tesão, explodindo como fogos!&lt;br&gt;Em segundos arranco minhas peças de roupa e mostro o que não posso mais esconder de mim mesmo. Com as mãos, afasto lentamente seu sexo do lugar e tento com beijos pela pele tornar aquilo uma coisa maravilhosa. Logo ouço seus gemidos...um aqui ...e outro ali...e quando começo a me mover pausadamente...os gritos escapolem, um atrás do outro.&lt;br&gt;As estocadas o fazem movimentar a cintura para tentar me seguir, eu me apoio na cama para continuar com tanto prazer...tentando nunca causar dor nele. Então as pernas começam&amp;nbsp; a se movimentar e parece querer tocar no seu órgão que pede por isso, de tão inchado que está. Saio e entro e isso torna tudo pior para ele, o desejo o consumindo, e tenho que segurar seu pênis para satisfazê-lo....e logo vejo e escudo os seus delírios de prazer.&lt;br&gt;O meu nome sai de sua boca, acompanhado daquele adjetivo, que parece que nunca vai abandonar...e eu mesmo não consigo mais resistir a minha dor, chamando-o, implorando por seu amor, por suas memórias de volta!!&lt;br&gt;Então, me consumo por inteiro e desabo em seu peito, mas algo me assusta...suas lágrimas...Como pode chorar? O que fiz de errado dessa vez?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por que está chorando, Kurama, eu te machuquei? Eu fiz algo de errado...juro que não era minha intenção?- ele apenas me olha&amp;nbsp; e depois sorri-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que foi, fale comigo, Kurama?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não...você não fez nada...por favor senhor, não pare!!- ele me abraça e me faz querer outro de seus beijos apaixonantes, que logo me recompensa-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu estou chorando de alegria dessa vez...eu te desejo...eu te amo...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama?!?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não sei como explicar, mas é uma sensação antiga e seu beijo me lembra tanto algo...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu também te amo...eu fui seu amante...seu amor, o que quiser chamar, Kurama!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você...está falando mesmo a verdade?- ele me encara incrédulo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hai!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por que não me disse antes?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você não se lembraria e fiquei com medo que achasse que estou te usando.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você sempre foi tão bom assim para mim?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim...eu nunca seria mal com aquele que amo, eu não sou Nazago.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Senhor...Hiei...- eu acaricio seus fios ruivos e beijo sua testa-&lt;br&gt;Os dedos dele agarram meu rosto e depois me beija profundamente, passando com a língua pelo Jagan e me excitando, descendo com eles para minha perna e meu sexo...Inari, ele realmente não mudou nada!!&lt;br&gt;Seus gemidos aumentam e suas unhas prendem minhas nádegas, puxando-me para dentro dele novamente, me fazendo trepidar de prazer. Os lábios continuaram possuindo os meus, depois os gritos saem quando a sensação do gozo chega até nós.&lt;br&gt;Depois me desvira com rápidas lambidas pelo Jagan, meu rosto conforme as mãos vão se encaminhando pela virilha e depois pelas coxas, mexendo com meu órgão e causando todo o desejo de volta...mais e mais vezes!!&lt;br&gt;Meu corpo tremendo com seus toques e assim que seus dedos fazem o serviço, ele aproveita que ainda está em pé e avança sobre mim. Sacudindo para todos os lados, para cima e para baixo, dando firmeza aos passos ao se segurar em meus ombros.&lt;br&gt;Cada vez mais o desejo me locomove, junto com seu caminho em minha língua, remexendo-a para todos os lados com a sua...como se acompanhasse seu próprio impulso por dentro de mim.&lt;br&gt;Kurama se excita mais e grunhe, rangendo os dentes um no outro e eu choramingando ao sentir o orgasmo saindo por cima de mim e o dele dentro do meu corpo...&lt;br&gt;E ele me grita ...caindo por cima de mim, chamando minha boca para a sua e o beijo sai ao mesmo tempo que nosso prazer chega ao fim.&lt;br&gt;Seus braços apertando fortemente minha cintura, minutos depois de nosso cansaço começar a passar ....ou chegar....&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei, meu senhor...nunca me deixe....não me deixe nunca mais...pois eu te amo..&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu também minha linda kitsune...e não vou deixar nunca mais você.&lt;br&gt;Seus olhos apagam de exaustão e eu beijo sua bochecha com carinho, puxando as cobertas sobre nós e deixando meus braços em volta dele, para que fique assim para sempre comigo.&lt;br&gt;Kurama nunca mais vai me deixar e eu muito menos, não vai cair nas mãos daquele canalha!!&lt;br&gt;E eu adormeço, pensando nisso, e com minha raposinha juntinho a mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CONTINUA....&lt;br&gt;Tão logo&amp;nbsp; o final chegará e espero que me desculpem pelo atraso...a culpa na verdade, nem é minha...digamos que foi por motivo maior que o Nazago não estava antes na pg. Mas agora, o dito cujo chegou ao fim!!!&lt;br&gt;Aleluia!!! Bom só espero,&amp;nbsp; que vocês, sofredores gostem do final e da fic!!&lt;br&gt;^______^&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/8427.html</comments>
  <lj:mood>cynical</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/8007.html</guid>
  <pubDate>Sat, 13 Nov 2004 21:11:20 GMT</pubDate>
  <title>Eu tô mal</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/8007.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Eu, depois de séculos estou postando no lj, é q andei muito desaparecida e sem saco p postar em dois, então vou tentar colocar o último capt de Nazago ou Amor Nunca se Esquece e vamos ver o q posso fazer mais tarde. A minha net não anda permitindo q poste nada&amp;gt;&amp;lt;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, o problema é q hoje eu tô mal...deus do céu, nunca pensei q pudesse ter sinusite sem mais nem menos, e essa merda dói!Dói p caralho! Estou praticamente sem meu maxilar direito por dois dias, isso p não dizer o resto do rosto, e não existe...oh vida oh dia oh azar!!&amp;gt;___&amp;lt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas vou falar melhor no&lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_chocobox&apos; lj:user=&apos;chocobox&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/&apos;&gt;&lt;b&gt;chocobox&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e agora vamos ao final!&amp;lt;/span&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_&apos; lj:user=&apos;&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://www.livejournal.com/userinfo.bml?user=&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/userinfo.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;17&apos; height=&apos;17&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://www.livejournal.com/userinfo.bml?user=&apos;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor nunca se Esquece&lt;br&gt;Hakura Kusanagi&lt;br&gt;Capítulo 11&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquela manhã Hiei saíra para procurar pelos soldados de Nazago, tinha que saber o que estava acontecendo com Yusuke e Kuwabara, e se os guardas já estavam próximos deles.&lt;br&gt;Deixou Kurama dormindo, um bilhete avisando que não demoraria e traria um presente para ele.&lt;br&gt;A raposa leu aquilo e deixou um sorriso escapar dos lábios.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Já que o senhor foi passear, então eu arrumarei sua casa, em troca de tudo que vem fazendo por mim.&lt;br&gt;Então, Kurama começou a fazer o que sabia, limpar a casa do koorime, utilizando seu ki para dar um brilho ao local. Deixando-o com o seu perfume, a única coisa que não percebeu foi o quanto estava fraco para isso e o esforço de embelezar a casa com sua energia, foi um pouco demais para ele.&lt;br&gt;Pensou que apenas fosse um cansaço pelo trabalho e se dirigiu ao banheiro para se refrescar, porém exatamente lá suas pernas acabaram perdendo as forças e perdeu parte de sua consciência, deixando as pernas cederem pelo chão.&lt;br&gt;Nesse exato momento, Hiei estava adentrando pela porta, após chegar de sua pesquisa de campo, trazendo um buquê de presente para a kitsune.&lt;br&gt;Assim que percebeu as mudanças e o perfume de Kurama espalhado pelo ar, foi sendo levado direto para o quarto.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama, onde você está?- ele gritou por sua raposa, mas a resposta foram os gemidos vindo do banheiro-&lt;br&gt;Hiei largou as flores pelo chão e saiu correndo para lá, encontrando-o encostado pelas paredes, sem forças para levantar e agonizando de dor.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei...senhor...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que você fez?!- ele o olha fracamente, levantando os braços para que o outro pudesse erguê-lo daquela posição-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Desculpe...eu só queria ajudar...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ajudar, como?! Olha o seu estado!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por favor...não se zangue...eu só queria arrumar a casa...para quando voltasse...só sei fazer isso...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não tinha que Ter feito nada disso, sabe que está fraco e não quero que arrume nada para mim!! Entendeu?!- o koorime gritou, suspendendo a raposa e o tirando dali para o quarto-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas...mas...o senhor...me...perdoe...eu não queria deixá-lo nervoso ...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ah! Droga! Eu não quero brigar com você, só queria que soubesse que me preocupo e está fraco para gastar seu ki dessa forma. Não tem energia para desperdiçar e a gasta enfeitando a casa!!! De jeito nenhum!!- então o pequeno youkai se surpreendeu ao ver a cara de Kurama, ele estava rindo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que foi, está rindo do que?! Qual é a graça?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;He...he...você fica bonitinho bravo...está vermelho- ele fala puxando o robe para si-...Nazago-Sama fica mal, terrivelmente furioso.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Baka!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?!- seus olhos verdes viram para as flores no chão- Quem fez esse buquê tão lindo? Era este o presente que me falou?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, ficariam mais bonitas se estivessem em um vaso, mas é só recolhê-las...- ele as coloca em uma espécie de jarro com água e as arruma ao lado da cama -&lt;br&gt;-&amp;nbsp;...pronto!- os olhos verdes brilharam e um sorriso se espalhou pelos seus lábios-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;São realmente lindas, como sabia que gostava de rosas?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu sei muito mais que isso de você, Kurama.&lt;br&gt;Eu me sento na borda da cama e afago seu rosto com os dedos, tornando o gesto o mais carinhoso possível, eu sempre fui apaixonado por esses olhos brilhantes e os lábios era o meu feitiço. Eles se abrem conforme deslizo os dedos, e a boca se aproxima dele, posso ouvir sua respiração pesada...e nós ficamos frente a frente, um olhando para o outro...parados.&lt;br&gt;Então não espero mais nada...o sinal é o tipo de perfume que começa a exalar de seu corpo. Um beijo longo e demorado, naquela boca que a tanto tempo amo e desejo desde que nos separamos por causa daquele maldito!!&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;Ele corresponde timidamente, descendo a língua pela minha boca, apoiando com força suas mãos na minha, tentando dar mais estabilidade naquele beijo...&lt;br&gt;Sei que agora posso, mas tenho que fazer com calma, aquele Kairui o machucou muito e não quero que pense que vou fazer o mesmo...nunca! Eu só quero seu amor e seu desejo como era antes!!&lt;br&gt;Seus lábios se separam dos meus e os olhos verdes estão brilhando com desejo, os dedos deslizam pelos meus cabelos e sorri. Faço o mesmo com ele, e vou deixando seu corpo cheio de arrepios de prazer, as mãos caindo pelo quimono e logo posso ver algumas marcas deixadas pelo seu tempo como escravo daquele ser.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você é lindo, raposa...e ele nunca vai te tocar mais, eu te prometo!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Hiei ...eu...eu...senhor....- ele quase geme de desejo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;não precisa falar nada, eu sempre soube o que quis, em apenas olhar para essas esmeraldas. Vamos, deite-se!&lt;br&gt;Kurama me obedece, fechando os olhos e apreciando o que vou fazendo com seu corpo. Subo pela cama e retiro todo o pano que o cobre, a cabeça desce até suas pernas e expludo beijos e lambidas pelas suas coxas e vou subindo, deixando todo o prazer que está localizado naquele pedaço de carne para mais tarde. Encho o desejo de seu corpo em lambidas pelo pescoço e estalinhos por seu rosto, fazendo-o rir e se arrepiar.&lt;br&gt;O suor começa a escorrer de sua pele, e cada canto se transforma num mar de desejo, fazendo-o escorregar pela cama e os dedos prenderem os lençóis junto com o balançar de seus cabelos vermelhos pelos travesseiros.&lt;br&gt;Tão lindo o meu kitsune...os olhos me devorando de desejo e tesão, explodindo como fogos!&lt;br&gt;Em segundos arranco minhas peças de roupa e mostro o que não posso mais esconder de mim mesmo. Com as mãos, afasto lentamente seu sexo do lugar e tento com beijos pela pele tornar aquilo uma coisa maravilhosa. Logo ouço seus gemidos...um aqui ...e outro ali...e quando começo a me mover pausadamente...os gritos escapolem, um atrás do outro.&lt;br&gt;As estocadas o fazem movimentar a cintura para tentar me seguir, eu me apoio na cama para continuar com tanto prazer...tentando nunca causar dor nele. Então as pernas começam&amp;nbsp; a se movimentar e parece querer tocar no seu órgão que pede por isso, de tão inchado que está. Saio e entro e isso torna tudo pior para ele, o desejo o consumindo, e tenho que segurar seu pênis para satisfazê-lo....e logo vejo e escudo os seus delírios de prazer.&lt;br&gt;O meu nome sai de sua boca, acompanhado daquele adjetivo, que parece que nunca vai abandonar...e eu mesmo não consigo mais resistir a minha dor, chamando-o, implorando por seu amor, por suas memórias de volta!!&lt;br&gt;Então, me consumo por inteiro e desabo em seu peito, mas algo me assusta...suas lágrimas...Como pode chorar? O que fiz de errado dessa vez?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por que está chorando, Kurama, eu te machuquei? Eu fiz algo de errado...juro que não era minha intenção?- ele apenas me olha&amp;nbsp; e depois sorri-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que foi, fale comigo, Kurama?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não...você não fez nada...por favor senhor, não pare!!- ele me abraça e me faz querer outro de seus beijos apaixonantes, que logo me recompensa-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu estou chorando de alegria dessa vez...eu te desejo...eu te amo...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama?!?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não sei como explicar, mas é uma sensação antiga e seu beijo me lembra tanto algo...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu também te amo...eu fui seu amante...seu amor, o que quiser chamar, Kurama!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você...está falando mesmo a verdade?- ele me encara incrédulo-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hai!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por que não me disse antes?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você não se lembraria e fiquei com medo que achasse que estou te usando.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você sempre foi tão bom assim para mim?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim...eu nunca seria mal com aquele que amo, eu não sou Nazago.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Senhor...Hiei...- eu acaricio seus fios ruivos e beijo sua testa-&lt;br&gt;Os dedos dele agarram meu rosto e depois me beija profundamente, passando com a língua pelo Jagan e me excitando, descendo com eles para minha perna e meu sexo...Inari, ele realmente não mudou nada!!&lt;br&gt;Seus gemidos aumentam e suas unhas prendem minhas nádegas, puxando-me para dentro dele novamente, me fazendo trepidar de prazer. Os lábios continuaram possuindo os meus, depois os gritos saem quando a sensação do gozo chega até nós.&lt;br&gt;Depois me desvira com rápidas lambidas pelo Jagan, meu rosto conforme as mãos vão se encaminhando pela virilha e depois pelas coxas, mexendo com meu órgão e causando todo o desejo de volta...mais e mais vezes!!&lt;br&gt;Meu corpo tremendo com seus toques e assim que seus dedos fazem o serviço, ele aproveita que ainda está em pé e avança sobre mim. Sacudindo para todos os lados, para cima e para baixo, dando firmeza aos passos ao se segurar em meus ombros.&lt;br&gt;Cada vez mais o desejo me locomove, junto com seu caminho em minha língua, remexendo-a para todos os lados com a sua...como se acompanhasse seu próprio impulso por dentro de mim.&lt;br&gt;Kurama se excita mais e grunhe, rangendo os dentes um no outro e eu choramingando ao sentir o orgasmo saindo por cima de mim e o dele dentro do meu corpo...&lt;br&gt;E ele me grita ...caindo por cima de mim, chamando minha boca para a sua e o beijo sai ao mesmo tempo que nosso prazer chega ao fim.&lt;br&gt;Seus braços apertando fortemente minha cintura, minutos depois de nosso cansaço começar a passar ....ou chegar....&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hiei, meu senhor...nunca me deixe....não me deixe nunca mais...pois eu te amo..&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu também minha linda kitsune...e não vou deixar nunca mais você.&lt;br&gt;Seus olhos apagam de exaustão e eu beijo sua bochecha com carinho, puxando as cobertas sobre nós e deixando meus braços em volta dele, para que fique assim para sempre comigo.&lt;br&gt;Kurama nunca mais vai me deixar e eu muito menos, não vai cair nas mãos daquele canalha!!&lt;br&gt;E eu adormeço, pensando nisso, e com minha raposinha juntinho a mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CONTINUA....&lt;br&gt;Tão logo&amp;nbsp; o final chegará e espero que me desculpem pelo atraso...a culpa na verdade, nem é minha...digamos que foi por motivo maior que o Nazago não estava antes na pg. Mas agora, o dito cujo chegou ao fim!!!&lt;br&gt;Aleluia!!! Bom só espero,&amp;nbsp; que vocês, sofredores gostem do final e da fic!!&lt;br&gt;^______^&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/8007.html</comments>
  <lj:music>robin</lj:music>
  <media:title type="plain">robin</media:title>
  <lj:mood>groggy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/7804.html</guid>
  <pubDate>Sun, 08 Aug 2004 11:54:59 GMT</pubDate>
  <title>merdf</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/7804.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Caralho outro corte..gomen.&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-&amp;nbsp;Bom, agora pode comer e muito bem, está precisando e eu vou dar um jeito naquela bagunça do quarto. Fique aqui.&lt;br&gt;“Ele sacode a cabeça conforme o deixo apreciando algo, que nos tempos antigos nem sei se estaria ao seu agrado. Kurama sempre foi melhor nessas coisas de casa do que eu...só espero que melhore de sua magreza logo.”&lt;br&gt;Enquanto Hiei fazia as coisas no quarto, a raposa comia desesperada, sua fome realmente era grande, mas seu estômago vazio não agüentou isso e logo começou a contrair em dor.&lt;br&gt;Os gemidos de dor vieram e seus dedos abandonaram o talher, derramando a comida pela mesa e chão, a cabeça caiu pelos braços em louca vontade de vomitar .&lt;br&gt;Os gritos foram logo ouvidos pelo koorime, fazendo-o correr de um cômodo para o outro como uma bala.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama!!! Minha Inari!! O que houve?&lt;br&gt;“Minamino está com a cabeça abaixada na mesa, os pratos jogados pelo chão e ele grita de dor, suas pernas sacudindo desesperadas.”&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Dói muito!! Pare!!...seus desgraçados, larguem-me! NÃO!!CHEGA!! Minha cabeça ...faz parar...meu ...não senhor...suporto mais...&lt;br&gt;“Kurama ainda tem vestígios de seu antigo ser, lutando para sair do mar de humilhação e angústia que se soterrou! A cabeça dele deve estar uma loucura! Eu me aproximo dele, tirando os braços do caminho, segurando seu rosto...que está em pânico.”&lt;br&gt;“Branco e contorcido de dor, cheio de vontade para vomitar...oh...Inari, o que houve?...A comida deve Ter caído como uma bomba em seu estômago, sem tanto tempo colocar algo nele.Sua testa está quente e a febre deve estar alta, as mãos tremendo pelas coxas e não parando quietas de tanta fraqueza.”&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por favor, acalme-se...eu vou ajudá-lo. Vai parar, eu prometo.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu quero...não...!!!Parem de me socar!!...Quero descansar...CHEGA!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por Inari, eu tenho que fazer algo!!&lt;br&gt;Agarro suas pernas e o levanto no colo, conforme treme e se debate até colocá-lo na cama. As mãos agarrando a minha blusa como se aquilo o fizesse sentir menos dor ou controlá-la, mas nada vai parar.&lt;br&gt;Procuro os remédios que o próprio Kurama me ensinou e aplico em sua testa com um pano úmido. Depois o faço beber algo que vai acabar com tamanha dor&amp;nbsp; e amenizar as contrações que a falta de comida o fez sentir.&lt;br&gt;As coisas resolvem e logo seu rosto está calmo, as mãos quietas nas colchas e os olhos me encarando em respostas...que posso passar através de carinhos em seus cabelos e dedos.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por favor...senhor, Hiei cuide de mim...suas mãos são tão macias....&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não se preocupe, eu vou cuidar muito bem de você, nunca mais vou te abandonar...meu Kurama.&lt;br&gt;“Minhas mãos afagam seus lábios que suspiram cansados e o sono caiu em seu corpo exausto, depois levo os meus até os dele e mesmo que não entenda quem sou....isso para mim já diz muito”. &lt;br&gt;Fecho o robe, puxo as cobertas e o deixo dormir e sonhar com os deuses.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CONTINUA......... ^~^&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/7804.html</comments>
  <lj:mood>crappy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/7531.html</guid>
  <pubDate>Sun, 08 Aug 2004 11:47:50 GMT</pubDate>
  <title>o corte</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/7531.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Isso mesmo o lj é muito legal, mas adora me sacanear e sempre corta as coisas em milhares de pedaços!!!&amp;gt;&amp;lt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;Calma, Kurama, me desculpe, eu não quis te fazer chorar. Olhe, eu não falo mais nesse cara...eu entendo o que sente.- eu levo os dedos até sua face e acaricio suas lágrimas, afagando seus cabelos....até parar de choramingar-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Arigatou, senhor Hiei.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Tudo bem.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu preciso agradecê-lo de alguma maneira, ninguém nunca fez tanto por mim assim. O senhor arriscou sua vida.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não precisa me agradecer, eu fiz porque sou seu amigo de verdade.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não, eu tenho que encontrar um modo de agradecer o senhor.&lt;br&gt;Ele de repente abaixa a cabeça, aproximando seu rosto do meu peito, as mãos caminham&amp;nbsp; para minha calça...ah?! O que?! Ele está abrindo o fecho de calça, meu cinto!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que está fazendo?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Vou te agradecer do jeito que meu senhor me ensinou.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?!?- ele começa a abrir minha calça, enfiar os dedos pela cueca...!!! Droga, ele vai abrir a boca e tocar não meu sexo!!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pare!! Kurama, espere!!- sua mão já está quase lá dentro e não me ouve!-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pare!!- eu afasto seu corpo de mim com um empurrão, fecho minha roupa e o seguro pelos punhos, olhando para sua face desiludida- &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ah?! O que foi, não gostou?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não...é que...bem, por que fez isso?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Qual é o problema, meu senhor sempre disse que eu era o melhor nisso e&amp;nbsp; que o fazia sentir ótimo. Eu fazia isto para agradecê-lo, deixe-me fazer com o senhor também! Posso garantir,&amp;nbsp; que&amp;nbsp; faço muito bem e depois pode me utilizar como bem entender, assim como Nazago-Sama.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não, não faça isto!!- ele tenta se soltar e prosseguir quando agarro suas mãos novamente e as coloco no lugar-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que Nazago o ensinou é errado, eu não vou usá-lo para nada, somos amigos! Escute, Kurama, não se&amp;nbsp; agradece fazendo sexo com ninguém...um abraço...palavras, sempre foram as melhores formas.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas eu só sei fazer isso, não fui educado para algo diferente, senhor. Não sei dar carinhos ou falar...então eu não posso agradecê-lo...?!- ele suspira triste-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Uhm...que tal comer?- ele mais parece outra pessoa, o que houve com o kitsune? Seu rosto triste, como se fizesse tudo o que o dono manda.-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ein?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Isto mesmo, me agradeça comendo o que fiz para você. Eu não cozinho tão bem como fazia, mas creio que dá para o gasto. Venha, vamos!- o sorriso brota e se ergue um pouco da cama-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Se é isto que o senhor quer, eu como.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não é o que desejo, não estou obrigando-o a comer. É somente porque está sem se alimentar ha 3 dias. Venha!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, senhor Hiei.&lt;br&gt;Kurama se levanta, ajudado por mim, e o carrego até uma espécie de mesa na sala, onde coloquei o que encontrei de comida e bebida para que se alimente bem. Sua cara de doente e fraco me assustam bastante.&lt;br&gt;Ele se senta, olha o prato com comida e a futuca com o garfo.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Uh?! Que espécie de youkai é este?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Youkai??! Do que está falando, Kurama?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Bom, é que eu não estou vendo nada se mexer e nem se parece com um youkai morto.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que?! Youkai morto?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, senhor, era isso que costumava comer no castelo. Mas nem todos os dias tinha e às vezes não me dava fome para isso.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não...isto não é nenhum youkai, vivo ou morto. É apenas comida ningen, aqui você não vai comer animais! Experimente!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Se o senhor diz....tudo bem...&lt;br&gt;Kurama pega o garfo e coloca um pouco na boca e assim que sente o gosto e mastigam, sua face se altera para felicidade...ele gostou!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você gostou? Eu não cozinho muito bem...mas acho que deu para o gasto, está tão fraco.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Delicioso!! É diferente da comida do castelo! Acho que só experimentei algo assim, quando as duas irmãs traziam a comida especial....assim comia direito.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Está querendo dizer que não comia?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não...não todos os dias, senhor Hiei. Eu não sentia muita fome quando os via se mexendo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/7531.html</comments>
  <lj:mood>crappy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/7262.html</guid>
  <pubDate>Sun, 08 Aug 2004 11:37:15 GMT</pubDate>
  <title>Here comes again</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/7262.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Prá começar, eu voltei aqui é o meu lugar...(essa música sempre me lembra o cachorrinho da cofap...^^) Pois é isso mesmo, eu vou nem flar o motivo do desaparecimento, porq se quiserem saber de algo leiam aqui&lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_chocobox&apos; lj:user=&apos;chocobox&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/&apos;&gt;&lt;b&gt;chocobox&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e se divirtam, agora estou mais nesse lj p colocar ou tentar colocar a continuação de Amor Nunca se Esquece e mais uma novinha em folha.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Mas antes disso, vamos só falar um pouquinho do dia em q fiquei muito feliz, o dia em q voltei a ver a Tíssia e a Lilah!!! Ah mi god, tava com tanta saudade delas, nem sei como se pode ficar com tanta quando se conhece a pessoa por menos de meia hora, mas enfim foi assim q aconteceu! Elas são muito legais mesmo, a Tíssia eu lembrava mais ou menos, só q mais p menos do q p mais, tipo a muitooo tempoo nas eras negras nós nos vimos, só q o tempo foi tão longo q ela nem me lembrava de antes de agora!! hahahahXD&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Nós rimos um bocado e sinceramente estou louca p encontrar com vocês pela net novamente, assim a gente pode bater um bom papo já tendo pelo menos a visão de quem é quem!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Agora vamos a mais cum cap de dor, só q dessa vez o Kurama já tá quase melhorando de vida..acreditem isso é mesmo possível nesse mundo q deus criou..ou melhor Nazago. Direito meus e únicos, menos é claro dos personagens de Yuyu.Vcs podem ver o 8, 9 no início do meu lj, ok?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;O Amor Nunca se Esquece&lt;br&gt;Hakura Kusanagi&lt;br&gt;Capítulo10&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele puxou os braços, quando sentiu o frio das mãos do koorime nele, tocando-o para enfaixá-lo.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Desculpe, Shuichi, não quis acordá-lo. Está doendo? &lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim...senhor...- ele sussurrou-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Tá certo, eu paro, já acabei com isso mesmo. Bom, mas parece que agora não sente mais medo de mim, então que tal me contar o que raio aconteceu contigo?! Como veio parar aqui e o que Nazago tem feito com você?! - ele se assustou com o tom de voz usado pelo koorime-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não fale assim dele, senhor, ele é o meu amo!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Amo?! Pare com isso Shuichi, este cara não é nada seu! Acorde!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pare de me chamar assim, eu não sei quem é esse tal de Shuichi! E não fale do meu senhor desse jeito.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ah?! Perái, você não sabe?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não, senhor.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Shuichi é o seu nome humano, Minamino Shuichi. O que está havendo com você?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Minamino Shuichi, quem é ele??? Você está enganado, meu nome é Kurama&amp;nbsp; Youko; e eu não conheço nenhum ningen.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Espere aí, Shuichi é você, e é um ningen...não totalmente, mas é. E o seu nome também é Kurama. Você não se lembra?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Desculpe, senhor, mas não sei mesmo do que está falando.&lt;br&gt;Hiei logo pensa que Kurama pode Ter sem esquecido de quem realmente é, ainda mais depois de tanta dor e tortura que havia passado, mesmo não sabendo que a causa maior para tudo isso, foi ele próprio.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Me diga, você se lembra de sua família?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Família??&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, pai e mãe...o seu irmão ningen.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eu não tenho isso, sempre fui criado pelo senhor Nazago e não conheço ninguém fora de lá.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Como não?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Shiori, este&amp;nbsp; nome não o faz lembrar de nada?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não, quem é ela?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sua mãe humana, a que cuidou de você desde que caiu no Ningenkai, você a ama muito, sem se sacrificou muitas vezes por ela.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sinto muito, mas não faço a menor idéia de quem seja.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Vamos, force sua mente a lembrar! E seus amigos, Yusuke e Kuwabara?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, estes sei quem são, eles são os guardas de Nazago-Sama.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Como guardas?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eles fazem o mesmo serviço que Naiuki e Aiko faziam; cuidam de mim.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Mas como, continuo não compreendendo?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Eles me castigam quando erro, satisfaço seus prazeres sexuais e eles cuidam para que não durma no serviço.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O que?!- ele se assustou com a situação-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;E foram os dois que me trouxeram até o senhor.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Como, se eles faziam tudo isto com você? Kurama como chegou aqui?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;É estranho, mas eles me disseram que queriam me ajudar a escapar do castelo e me mandaram na forma de raposa, procurar o som deste guiso. Não entendi porque, meu amo Nazago-Sama, não vai gostar nenhum pouquinho disso...eles não me faziam nada que não fosse preciso.&amp;nbsp; &lt;br&gt;-&amp;nbsp;O&amp;nbsp; que Yusuke e Kuwabara disseram para você?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Me disseram, senhor, que era o melhor para mim, uma ordem deles. Eu somente obedeci, mas meus amigos não vão ficar bem quando meu amo descobrir que não estou mais lá.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não se preocupe com eles, sabem se cuidar muito bem sozinhos. - não sei o que houve com os dois para fazer algo assim com Kurama, mas provavelmente foram dominados por alguma coisa. Só espero que realmente esteja tudo bem com eles-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Obrigado, senhor.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pare de me chamar de senhor, você sabe o meu nome ou vai dizer que não se lembra?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Claro que me lembro quem é o senhor!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Bom, e quem sou eu?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Você é aquele que me ajudou no lago, eu te agradeço muito por aquilo. Não sei porque meu amo, não gosta do senhor. Mas eu o ouvi falando o seu nome...uhm...Hiei, não é isso?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;É sim, mas não se lembra de mais nada além disso? Quem realmente sou para você?!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Nani?! Por que, o conheci antes?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Bem, sim, a muitos anos atrás. Vamos, esforce um pouquinho para se lembrar de nós!- ele pára para pensar, mas parece que não resolve muito-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Uhm...desculpe, senhor, não me lembro de nada a seu respeito. Por que, temos algo em comum?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;É que nós...somos ama...- não ...eu não posso falar isso para ele, não agora que sua memória está um caos e nem sei se perdoaria o que fiz com ele. O melhor por agora é achar que sou um amigo...apenas isso.-.... nós somos amigos, Kurama.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Me preocupei sempre com você.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Amigos?! Então imagino que devíamos ser muito íntimos, já que me deu esse presente. Foi você, não foi?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Ah?! Como você sabe disso? Quer dizer...se lembrou de algo?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não, mas o senhor é um koorime e esta jóia negra tem o dragão da sua energia, não?!?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Sim, mas o que tem haver?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;O guiso tem o mesmo formato, eu apenas liguei os fatos. Mas me diga, senhor...&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pare de me chamar assim, eu sou seu amigo.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Certo, senhor Hiei .&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Hñ! Prossiga.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Por que perdi minhas memórias? Eu não me recordo de nada do que fala e o sei de meu passado, é que Nazago-Sama me achou e cuidou de mim. A vida toda foi assim...sou seu escravo.&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não! Você não é nada daquele bastardo, muito menos um escravo!! Aquele maldito Kairui, te seqüestrou, te prendeu no castelo com alguma espécie de chantagem e o arrancou de sua família e amigos. E de alguma forma o fez esquecer de tudo de seu passado!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Provavelmente todas essas torturas e humilhações te fizeram esquecer e se entregar para aquele crápula! Mas eu te prometo que ele nunca mais tocará em você!- ele reage estranho, se encolhendo na cama e me olha pior ainda-&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não, o meu senhor nunca me fez mal. Ele não é assim!!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Não?! Me diga então, o que ele fazia com você?! Aposto que o humilhava, fazia você&amp;nbsp; lavar o castelo, servir de escravo sexual para todos os seus amigos e ele mesmo...além de te espancar!&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Pare!! Não fale...isso! Eu...eu..&lt;br&gt;-&amp;nbsp;Kurama ?!- ele se encolhe ainda mais, e esconde o rosto com os braços...começando a chorar?!-&lt;br&gt;O que eu fiz para ele?! Como entendeu o que falei?!&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/7262.html</comments>
  <lj:mood>crushed</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/7069.html</guid>
  <pubDate>Sun, 25 Jul 2004 23:54:07 GMT</pubDate>
  <title>Amor nunca se esquece</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/7069.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Eu sei q isso deve estar até esquecido, mas aí vai mais um capt dele e o 7 se tudo der certo. Como sempre eu sou sádica até o fim!!!^^&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Hiei é convidado a ver a realidade de Kurama ....&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor Nunca Se Esquece &lt;br&gt;Hakura Kusanagi &lt;br&gt;Capítulo 7 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como em todos os dias, eles voltaram para pegá-lo, trazendo suas correntes para levá-lo a uma caçada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama já estava preparado – deitado sobre o colchão, esperava com as mãos erguidas para o depósito das algemas em seus braços. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas hoje ia ser diferente: a caçada seria feita em outro lugar, e com outra pessoa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Já está preparado, Kurama Youko?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sim, meus senhores.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yusuke se aproximou do pescoço de Kurama e apertou um pequeno botão em sua Coleira de Contenção, exatamente aquele que fazia sua forma se modificar. Já acostumado com a rotina, Kurama começou imediatamente a se transformar: suas pernas foram mudando, adaptando-se a formas pequenas e peludas, os braços se tornaram as patas da frente, e o corpo foi adquirindo pêlos, rabo e orelhas felpudas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pronto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma raposa. Assim ele estava agora: transformado em uma bela raposa das trevas, o youko assumira novamente sua forma animal, com longas e pontudas orelhas, cauda de pêlos prateados tão brilhantes quanto o dourado em seus olhinhos alongados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela ficou sentada sobre o colchão, repousando a cabeça sobre as patas, a cauda sacudindo levemente,aguardando o momento em que seria levada para fora de sua cela. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kuwabara se aproximou com a corrente, e a prendeu na coleira, deixando as patas ainda com as algemas, e um singelo guizo preso a uma delas também. Logo em seguida, deu duas puxadas na corrente, fazendo a raposa levantar-se e caminhar ao seu lado, seguindo os passos dos dois. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Isto mesmo, boa raposinha... Siga-nos.” – falou Kuwabara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“É! Nosso amo e senhor, Nazago-Sama, pretende caçar!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A raposa uivou em tom baixo e servil, prosseguindo o caminho até o salão principal do castelo de Nazago-Sama, onde esperavam diversos assistentes e integrantes do seu grupo de caça. Yusuke e Kuwabara o levaram até seu senhor, o qual já estava aguardando-os, sentado em seu trono. A raposa foi posta à sua frente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Aqui está, mestre... Como o senhor ordenou.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Muito bem, Yusuke e Kuwabara. Mas agora deixem-me ver esta peça rara de apreciação... minha bela raposa prateada. Venha cá, Kurama.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago chamou-a com os dedos, e o kiitsune, muito calmamente, obedeceu – levantou as patinhas para o colo de seu “dono” e lambeu suas mãos, enquanto ele o acariciava nas orelhas felpudas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Meu belo kitsune... Hoje você participará de uma caçada diferente: será um ataque em uma vila. Há rumores sobre traidores lá. Sei que você fará um bom serviço.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Senhor!” – chama um dos seus soldados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sim, Kibei?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Desculpe-me perguntar, Nazago-Sama, mas... em que&amp;nbsp; essa raposa haverá de nos ajudar?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago dá um sorriso cruel. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Em muitas coisas: ele é um ótimo ladrão, como sabem... e sabe escolher as peças mais valiosas. Além do que, tem uma ferocidade sem limites. Em batalha, poucos são os meus inimigos que conseguem escapar de suas garras e dentes afiados... Satisfeito?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Hã, sim, Senhor!” – concorda humildemente o soldado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“HAHAHA!!! Não se preocupe, mestre. Vamos assaltar logo aquele lugar em pouco tempo... Hatara nos deve um bom dinheiro, e obediência: estou louco para vê-lo implorar para que não o matemos!” – Diz Yusuke, excitado com a promessa de uma boa briga. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Isto mesmo, Senhor Nazago: queremos ver todos seus inimigos dilacerados!” – conclui Kuwabara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“E este Youko é ótimo em matar!” – Yusuke termina, parabenizando o mestre em querer usar Kurama no ataque. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas palavras fizeram os caninos da raposa saltarem, num rosnado baixo e feroz, sua cauda balançando loucamente. Tinha uma enorme sede de sangue e&amp;nbsp; morte – fora treinada para isto: matar e destruir, estraçalhar inimigos eram coisas agora bastante comuns e igualmente excitantes para o instinto daquele kitsune. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago sorriu com a reação do animal, e, levantando-se, conduziu-o pela corrente para fora do salão, até sairem do castelo, passando pelos jardins que tanto encatavam a forma humana do seu mais feroz assassino. Caminharam até o campo onde estavam suas montarias, preparadas, cada uma fortemente segura por um soldado, os quais aguardavam seus cavaleiros. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os demais integrantes daquela “caçada” montaram, enquanto Nazago voltava sua fala a todos, dando-lhes as últimas ordens. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Escutem, soldados: fiquem aqui protegendo o castelo e avisem aos servos de que nos esperem com um maravilhoso banquete, para que possamos comemorar o sucesso de nossa empreitada! Teremos muito o que comemorar ao voltarmos, podem estar certos!”- voltando-se a Yusuke e a Kuwabara, deu-lhes uma última instrução: -“Quanto a vocês, Yusuke e Kuwabara, antes de virem conosco, ordenem às gêmeas para arrumarem tudo para receberem Kurama mais tarde... e prepará-lo para mim.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“As gêmeas Sayaka e Sayara, Senhor? Mas... elas não estão mudas?” – perguntou o grandalhão do Kuwabara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Claro que estão: eu mesmo lhes tirei a língua para não voltarem a interferirem na “educação”de meu escravo – ele não precisava de ninguém tentando fazê-lo... relembrar coisas que devem continuar esquecidas.” – Nazago concluiu, com um sorriso cruel nos lábios. Mas tornou ao guarda: -“Basta apenas que lhes diga o que quero que façam, e elas o farão, pode ter certeza. É a mim a quem elas devem o fato de ainda estarem vivas. Agora, vão – e retornem sem demora.” – e terminou, aumentando o tom de voz: -“Vamos à caça!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sim, Senhor!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Não se preocupe, Nazago-Sama!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui saiu em disparada, então, acompanhado dos demais soldados e aliados e seu animal de estimação já sem suas correntes, para a caçada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Grupo de Nazago se dirigiu para a região em que ficava o alvo do ataque, num local cercado de pequenos bosques e montanhas: um&amp;nbsp; vilarejo pequeno, onde seus habitantes eram donos das mais ricas jóias e objetos valiosos. Um específico youkai morava lá também... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um koorime de cabelos negros e espetados, com uma marca de estrela branca por entre os fios, que tinha e olhos vermelhos da cor do sangue – possuidor de um jagan e detentor do invencível Kokuryuha, o Dragão Negro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente então, Nazago e seus companheiros tinham chegado no seu alvo. Eles estavam parados numa clareira, preparando-se para atacar, enquanto Nazago organizava um plano de invasão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Vocês já sabem como vamos atacar, agora, não é mesmo?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Claro, Senhor! Entendemos tudo!” – responderam em coro, todos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ótimo!” –respondeu ele. Virou-se então para a raposa ao lado dele, e disse: -“Raposa, prepare-se: hoje vai ser sua melhor caçada... Traga o que eu quero – MATE se for preciso mas traga o ‘tesouro’ de&amp;nbsp; Hatara... mesmo que seja sua cabeça, entendeu??” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A raposa prateada se ergueu, e lambeu a mão de seu mestre como se assim quisesse dizer que não o decepcionaria. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu amo fez um gesto e a raposa saltou para a floresta, rápida e certeira, desaparecendo da vista de todos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Agora, senhores... VAMOS AO ATAQUEEE!!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“SIM!!!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Invadiram então ferozmente a cidade, destruindo a tudo e matando a todos, sem demonstrar piedade com nada – nem com ninguém. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Roubaram o que sobrou do lugar inteiro, deixando atrás de si apenas um rastro de matança, sangue e violência. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso, Kurama assaltava a casa de Hatara, aproveitando a loucura na vila, vinda do ataque de Nazago e seu grupo, atrás de seu ‘tesouro’ para poder levá-lo para seu amo. Tarefa cumprida – uma pena que não pudera esmagar a jugular de Hatara, porém, já que estava com os objetos, a Raposa saiu do local o mais rápido que suas patas e agilidade animal lhe permitiam. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desse modo, Kurama estava trazendo algusn dos objetos enquanto se dirigia ao lugar marcado para o reencontro do grupo, mas até que na sua última viagem trazendo o restante dos objetos roubados, ele se encontrou com um koorime na floresta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;************* &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei não se preocupava muito com o que estava acontecendo com a aldeia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele acabara ficando naquela região – após cinco anos da mais absoluta peregrinação pelo Makai, uma vez que se recusava a parar em um lugar – somente por que não tinha mais motivos para voltar para o Ningenkai: seu amor não estava mais lá – na realidade, ele jamais existira. O Makai era, sempre fora&amp;nbsp; e sempre seria, seu lar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Mundo Demoníaco e todas as raças existentes de Youkais eram o estímulo que ele precisara para continuar vivendo – e lutando – após perder Kurama: há muito, esquecera o que era ter um coração, e um motivo para continuar vivendo... Virara um Kamikaze, um assassino frio, implacável e arrogante, sempre disposto a enfrentar todo e qualquer um que lhe passasse pela frente; não resistia aos desafios, e à constante euforia que sentia ao driblar a morte, a cada vez que lutava fosse contra um reles youkai ou seu bando, ou mesmo participando nas Batalhas das Fronteiras entre os Reinos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Makai, era, acima de tudo, seu lar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só ali, era capaz de lutar durante horas e dias a fio contra inimigos – e assim, conseguir ter paz para dormir à noite e não ser mais atormentado por pesadelos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, passados cinco anos, já conseguira tudo o que queria: era reconhecido como um dos mais fortes demônios do Makai; tinha poder – o suficiente para acabar com qualquer um que quisesse desafia-lo; trabalhava como mercenário quando queria... e vivia para esquecer Kurama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quando sentira, pelas emanações sentidas pelo Jagan, o que estava acontecendo na aldeia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E tambem foi quando, em meio às emanações vindas do que estava acontecendo lá, que ele reconheceu um you-ki.... E assustou-se com a onda de fúria que lhe percorreu o corpo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim! Era mesmo ele!!... Aquele Kairui desgraçado estava próximo – próximo demais, para que pudesse deixar passar em branco aquela chance enviada pelos deuses de livrar o Makai de sua presença imunda. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O you-ki de Nazago era de chamar a atenção, e o fez procurar ir aonde aquele demônio desgraçado estava. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De repente, notou que alguma coisa se aproximava dele por dentro da floresta: ruídos estranhos vinham de cima das árvores. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;**************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A raposa avistara em meio às copas das árvores um brilho esfuziante de metal: um espada bem trabalhada na bainha da calça de um pequeno – ok: não tão pequeno assim: era maior que ele!! – youkai, todo vestido de negro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus olhos dourados, alongados, brilharam de interesse. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua boca já tinha algumas jóias, mas as mesmas logo foram esquecidas momentaneamente por aquele objeto: uma katana daquelas certamente haveria de contentar seu amo mais até mesmo que aquelas pedras e colares brilhantes!! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O kitsune saltou suavemente do galho em que estava, mas agilmente, sem chamar atenção: seus instintos de ladrão comandavam-lhe os atos, agora, e a última coisa que queria era chamar a atenção daquele Youkai que estava parado um pouco mais a frente, como se a observar alguma coisa... ou mesmo à espera de alguém. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, toda a cautela era necessária, enquanto a raposa media o espaço que havia entre ela e sua mais nova “vítima”. Não poderia errar: algo lhe dizia que, para ser portador de tão bela arma, aquele youkai devia ter feito juz à ela, e provavelmente não lhe daria uma nova chance para roubá-la dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um salto rápido – e tão veloz quanto um raio – juntamente com uma bocada no cabo da katana, entrelaçando seus dentes no metal, seguida por uma fuga em disparada com ela pela floresta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o que bastou para que se tornasse o novo dono daquela maravilha. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei se assustou – Pelos infernos! Fui pêgo de surpresa!! – e não teve tempo para reagir, a não ser gritar furiosamente com a audácia daquela... Raposa?? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Uma... Raposa das trevas? Então... foi por isso que não senti nenhum ki se aproximando!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“NANI?!? MALDITO ANIMAL!! Devolva minha espada, raposa imbecil!! Volte aqui!!! – ele gritou, furioso, impotente frente ao inusitado da situação. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Que diabos!! Como esta raposa das trevas veio aparecer aqui? Provavelmente é um dos animais de caça daquele maldito Kairui... Mas o que ela quer roubando minha katana?? Hunf...É mesmo um animal estúpido se pensa que conseguiu fugir de mim: vou mostrar quem é o mais rápido aqui.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei corre atrás da raposa, embrenhando-se pelo topo das árvores, decidido a pegar aquele projeto de ladrão e fazê-lo virar torresmo pela ousadia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas logo vê que não seria tão fácil como estava pensando. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Até que essa raposa é realmente esperta e rápida: utilizou o caminho mais difícil... mas eu vou pegá-la e retomar minha katana... Vai morrer, animal infeliz!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei aumentou a velocidade até vê-la, correndo, rápida, entre uma vegetação rasteira em direção a uma parte mais escura da floresta: o koorime decidiu resolver logo aquela situação, pois se ela conseguisse entrar no embranhado da floresta, seria muito mais dificíl encontrar aquela criatura outra vez. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um disparo de chamas negras a faz largar a espada e&amp;nbsp; cair no chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem ter sido acertada, porém. Ela conseguiu se esquivar no último segundo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Incrível! Ela não foi acertada pelo meu golpe... Como pode?”- Hiei pensa, enquanto se abaixa... e retoma a posse da espada caída. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O que pensa que está fazendo, animal maldito?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A raposa grunhe para Hiei e fazendo valer seus instintos assassinos, subitamente avança sobre o koorime, disposta a estraçalhar o inimigo, e enterra os caninos no youkai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Está me atacando! IDIOTA!! Ela quer pegar minha katana de qualquer jeito!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“LARGUE-ME!! SOLTE-ME, RAPOSA MALDITA... KISAMA!!!!!!!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele puxa a espada, procurando um meio de se livrar da súbita onda de dor que explode no braço – nunca antes realmente enfrentara uma raposa das trevas, e pressentia que aquela iria lhe dar trabalho. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Como é forte!! E persistente!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“LARGUE-ME!!”- “Isso já está me dando raiva!” – “Está pedindo por isso... CHAMAS NEGRAS MORTAIS!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da potência do golpe, e de estar perto demais para que Hiei pudesse vir a errar o disparo, a raposa consegue se desviar, largando-lhe, dessa maneira maneira, o braço – a pingar sangue pelo ferimento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ela desviou de novo do meu ataque... que saco!! Mas pelo menos largou meu braço... ah, e agora começa a correr em círculos, tentando me atacar de surpresa... Hunf!” – um sorriso raro de superioridade, só conhecido pelos inimigos mais ferrenhos, insinua-se nos lábios de Hiei –“Ela que pense que sou idiota – não caio nesta de jeito nenhum!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Bela raposa, acha que este seu ataque vai resultar em algo? Hunf! Você não sabe com quem está lutando!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o kitsune se apoia em uma árvore, pega impulso, e salta em sua direção, derrubando-o com seu peso e atacando Hiei com seus dentes e garras afiadíssimas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Eu não estou acreditando em como ela é forte e ágil: consegue acompanhar meus movimentos e desviar dos meus ataques com a espada! Nani?” – pensa o Koorime, enquanto luta e fica de pé. De repente, ela salta sobre o fio da espada e... : -“MERDA!! Ela acertou MEU ROSTO!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“DESGRAÇADA!!”- grita Hiei, agora sim, enfurecido: -“VAI ME PAGAR!! Pensa que estou brincando?... O quê?” – a Raposa fica em pose de ataque na frente de Hiei, e mostra seus caninos, num gesto acintoso, como se... estivesse rindo da cara do youkai –“VAI RIR DA MÃE!! VOU TE MOSTRAR QUEM VAI RIR POR ÚLTIMO AQUI, SUA...!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Valendo-se de sua super velocidade, Hiei a ataca com um golpe rápido e fulminante, que ela não consegue desviar... e nem ver. O koorime&amp;nbsp; atacara com precisão mortal: exatamente na hora em que a raposa pulava – patas traseiras e barriga foram pegas de jeito pelo fio da espada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O belo animal cai pesadamente no chão a alguns metros dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ela caiu!! Acho que agora a peguei de jeito!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“HAHAHAAHAH!!! E agora, raposa maldita? Vai rir?? Te peguei, raposa: agora, vou fazer picadinho de você!!” – a gargalhada cínica e vitoriosa de Hiei ecoou na clareira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A raposa ficou deitada, tentando inutilmente levantar o corpo machucado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Nesta posição eu posso visualizá-la melhor... Ela é realmente enorme!” – o youkai pensou, enquanto lutava para normalizar a respiração, e segurava o braço ferido, analizando o porte do animal – uma das raras espécies do Makai na qual nunca antes havia posto os olhos em cima : -“Bem comprida, com pêlos prateados muito brilhantes... quatro caudas que estão se sacudindo feito loucas contra o chão... uma coleira cheia de ferros saltando, no pescoço, e algemas nas patas, além de um instinto assassino muito forte – deve ser como pensei, no início: um dos animais de caça daquele Kairui nojento... Ela realmente é linda; maravilhosa – pena que vou ter que matá-la.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim pensando, e com&amp;nbsp; a espada em punho, Hiei se aproximou do kitsune. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela tremia violentamente, sentindo a dor dos ferimentos nas patas e da barriga... mas mesmo assim, seus olhos arredios e ferozes não perdiam o brilho da fúria. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Nazago deve tê-la treinado muito bem...” – Hiei pensou, sentindo-se quase na obrigação de reconhecer... e respeitar o espírito combativo daquele animal tão maravilhoso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fio da katana toca na pele da raposa: seus pêlos se arrepiam, e ela o arreganha os caninos, rugindo com ódio para o koorime – mas logo ganiu de dor. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“E agora, quem está no comando, animal estúpido?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E Hiei aproxima ainda mais a katana de sua carne. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Ela é arrogante, mas está sofrendo. Eu quero matá-la, mas algo me impede: não estou conseguindo acabar com a vida de um reles animal !! O que está acontecendo comigo? Estou com pena?!? Será?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Esta kitsune parece me lembrar alguém...” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Minha mão gela e eu abaixo a espada, curvando meu corpo para baixo, aproximando-me do dela... Ela uiva em tom doloroso, tremendo todo o corpo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encaminho minha outra mão até sua cabeça, tentando ver o que tinha nos seus olhos que me atraíam tanto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o gesto de Hiei é interrompido, quando o kitsune ouve um chamado de seu dono: o animal ergue a cabeça subitamente, como se numa tentativa de se orientar de onde vinha o som, sacode as orelhas, e, num relance, morde a mão de Hiei, arrancando rapidamente a espada de seu punho. &lt;br&gt;A ação foi tão rápida, que o koorime não teve tempo de reagir, e quando se deu conta, a raposa das trevas tinha desaparecido pela floresta, levando, na boca, sua katana. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E deixando cair uma das algemas pelo caminho. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sua RAPOSA FILHA DA PUTA!!! Me enganou, mordeu minha mão e levou minha espada!! Mas eu vou pegá-la, e vou acabar com você... KISAMAAAAAA!!!!!!” &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;************************ &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;“Onde ela está?” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Não sei, senhor... Espere! Lá vem ela!!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Mas... está se arrastando: parece ferida, Nazago-Sama!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem dar mais ouvidos aos soldados que o acompanhavam, Nazago desce rapidamente da montaria e corre em direção à raposa que acabava de chegar: suas patas não tinham mais forças para andar e seu corpo prateado sangrava muito... de repente, caiu, sem ter mais equilíbrio para se manter sobre as patas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu corpo esticou-se então na grama, as caudas balançando fracamente, as orelhas caídas... mas ainda segurava a katana que conseguira roubar na boca.. Ficou ali, largada, esperando a aproximação de seu amo que, desesperado se abaixou e retirou a espada de sua boca, recebendo em troca algumas lambidas de carinho antes que a cabeça da kitsune caísse em seu colo, desmaiada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Youko!! O que aconteceu?! Estes ferimentos... quem os fez? Foi o dono desta espada?”- Como respostas às perguntas que tomavam conta de sua mente, Nazago notou, com um relance, o aspecto da arma que agora segurava na mão esquerda. Levando-a à altura dos olhos, o Kairui demorou mais alguns segundos observando-a ... sentindo a emanação de you-ki que provinha da mesma... e logo identificou seu dono. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Hiei.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ki do kairui elevou-se perigosamente ao seu redor, impedindo os demais de se aproximarem, tamanho o ódio que sentiu. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Aquele koorime desgraçado vai me pagar!!”- jurou, decidido. Porém, ao abaixar novamente a vista para o corpo desfalecido da raposa no seu colo, um sorriso sádico tomou conta de seus lábios, ao imaginar a ironia extrema do destino, no que devia ter acontecido: -“... Mas aposto que você, meu querido youko, deve ter lhe dado uma boa marca em troca! HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAH” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele se levantou, carregando nos braços a raposa, e dirigiu-se para sua montaria, enquanto dizia a todos: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Vamos embora!! Nosso trabalho aqui já terminou: em meu castelo nos espera uma grande festa!” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os sons de aprovação e gritaria dos soldados e aliados do grupo de ataque foram ensucerdedores. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Indiferente, Nazago colocou o corpo do kitsune em sua montaria, e voltou-se em direção do seu território. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;************************ &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“E então? Cuidaram dele, como mandei?” – a voz gélida e profunda de Nazago invadiu o lugar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sim, meu Senhor! Ele já está bem melhor!!” – disse, rápido, um dos monges que tinham cuidado do escravo do seu mestre. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O colocamos no quarto especial, como o senhor nos ordenou. Ele está dormindo, agora... Os ferimentos não foram tão grandes assim, na sua forma humana.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Muito bom.” – recebendo então do Kairui um gesto de dispensa, os monges trataram de sair do local. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Satisfeito com as notícias, Nazago aproximou-se então da sacada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Yusuke?” – chamou o guarda que estava atrás de si, nas sombras. –“Fale com um dos nossos espiões: ele deverá enviar um convite meu para Hiei.” – notou a reação intrigada do rapaz, mas continou, indiferente: -“Quero que ele venha esta noite aqui: precisa comparecer na festa.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sim, senhor Nazago: não se preocupe; escolherei o melhor.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“E eu, meu senhor? O que farei?” – perguntou Kuwabara, deixando as sombras. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Você estará encarregado de montar guarda à Kurama, e impedir qualquer um de se aproximar dele pelo resto do dia: não admitirei que ele seja pertubado em seu descanso. Convoque as servas gêmeas para acordarem-no à noite, e arrumá-lo para a comemoração.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Assim será feito, Nazago-Sama.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inclinando-se em respeito ao seu senhor, ambos saíram então de sua presença. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma vez sozinho, Nazago voltou os olhos azuis na direção para onde se dera o ataque pela manhã. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“MALDITO! Se for você mesmo, irá me pagar pelo que fez ao meu amante!” – jurou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;********************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Droga, eu não acredito que fui convidado por aquele canalha!! E a tal festa deve ser para comemorar a destruição da aldeia de Hatara, hoje... É bem do jeito daquele Kairui agir: convidar para uma festa um sujeito que irá ser morto nela!! Aquela mente maligna e traicoeira só sabe agir assim! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Estou com um péssimo pressentimento sobre isto: ver Kurama novamente - mesmo depois de três anos... não vai ser agradável. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Mas resolvi ir: quero encontrar aquele maldito animal e pegar minha katana de volta – e nada tira a minha certeza de que ele é um dos animais daquele louco. Só de pensar que minha espada está na posse de Nazago a esta altura, é suficiente para me fazer querer lançar um Kokuryuha naquele castelo inteiro... e matar a todos que estiverem dentro dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Outro motivo é saber como um kitsune daqueles arrumou uma jóia tão bonita.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui o koorime, que estava no alto de uma árvore, abre um dos punhos que mantivera fechado, ao pensar no Kairui: dentro dele, apareceu uma pulseira na forma de guizo – a mesma a que ele julgara, a poucas horas atrás, tratar-se de uma algema, e que havia caído de uma das patas dianteiras da raposa das trevas que o atacara, no momento em que esta, ao ouvir o chamado do seu “Dono”, fugira... levando sua katana. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Deve ser objeto de roubo, mas... estou com um pressentimento estranho, em relação a ela – e a quem poderia ter sido seu dono, também. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;A mente e o coração de Hiei estavam em conflito, apesar de sua postura rígida nada revelar, a olhos que não o observassem atentamente: só o fato de tornar a rever seu ex-amante, depois do que acontecera entre eles na última vez em que decidira jogar tudo para o alto, e ir até o castelo de Nazago numa tentativa ridícula, idiota e imbecil – mas que havia lhe custado a alma – de “salvar” o amante de sua “prisão”, o koorime sentia-se como se um torno lhe apertasse o peito... Depois daquilo, jurara para si mesmo nunca mais tocar no nome de Kurama: haveria de esquecê-lo...não importasse o tempo – ou os séculos que levasse. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E fôra aquele juramento que o fizera continuar levando sua vida durante os últimos anos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, a angústia dentro dele persisitia – cruel, rotineira... e dolorosamente presente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Pois bem, Nazago: não sei dizer o que anda se passando em sua mente, e muito menos o que está por trás desse maldito convite... mas não irei recusá-lo; ao contrário: vou usar você e seu convite para poder descobrir essas coisas estranhas...” – terminando o pensamento Hiei se permite um sorrisinho de escárnio: “Veremos quem vai usar quem.” &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continua &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/7069.html</comments>
  <lj:mood>curious</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>2</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/6769.html</guid>
  <pubDate>Sun, 25 Jul 2004 23:06:12 GMT</pubDate>
  <title>Fuji 1</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/6769.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Antes de tudo vamos a uma parte da continuação daquela fic de pot, Mister Smile, aqui todos estão mais velho, na média dos trinta e poucos e com vidas independentes. Novamente, eu continuo dando privilégio p o FujiX Tezuka e Ooishi XKikumaru, essa é minha vida gente... ¬¬&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Agora, vcs não estranhem, mas eu segui o conselho da Yoko e dei logo os remédios de tarja preta p o Fuji, então ele ta´meio manso...hehe^^&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um Dia Atrás do Outro&lt;br&gt;Hakura Kusanagi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte 1&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele olhou novamente para as luzes que passavam velozes pelo carro e não acreditava que isso estava mesmo acontecendo, onde havia parado os seus sonhos juntos, onde havia parado cada um dos seus desejos de constituir algo sério?! Parecia que tudo não tinha passado de um sonho longe e distante e seus sentimentos foram mais uma vez substituídos pela dor certa e o sorriso falso. Com certeza sua vida não ia mudar muito de agora em diante, não depois de vê-lo dizendo adeus e oh..sim essa nova mudança dele, o que ele fez de errado? Será que essa seria a pergunta eterna de toda a sua vida?!&lt;br&gt;Enfim, isso não ia fazer muita diferença agora, a vida continua e com os anos as coisas mudam, o tempo passa e apaga os sonhos, os desejos e tudo mais que um dia poderia fazê-lo derramar lágrimas infantis. Ele ia seguir seu curso, ia continuar com os planos de futuro que seus pais tanto desejavam, mesmo que com absoluta certeza alterasse algumas coisinhas pelo meio do caminho!&lt;br&gt;E foi isso que fez, com 34 anos Fuji Syusuke era um ex-advogado e um promissor fotógrafo marinho, sem contar com as plantas e paisagens que tirava por conta própria para seu segundo book, que sairia esse ano. Mas essa era uma das coisas que seus pais não queriam, como não esperavam que casasse com um homem mais de 5 anos mais velho do que ele e que nesse momento depois de 2 longos e tortuosos anos de convívio, em que até hoje nenhum de seus amigos e familiares sabe como sobreviveu, estava se separando legalmente.&lt;br&gt;Essas foram umas das pequenas mudanças nele, porque as grandes não eram...bem...notadas particularmente por pessoas que não fossem próximas a ele.&lt;br&gt;Os olhos azuis encararam novamente o juiz, ali não se precisava de advogado, os anos que estudou serviriam de algo pelo menos para sua própria defesa. Onde já se viu, querer levar todo o dinheiro que juntou a vida toda por terem vivido juntos?! Pobre coitado que achasse isso!&lt;br&gt;Fuji virou novamente os papéis a sua frente e entregou para o juiz de conciliação.&lt;br&gt;“Isso prova que eu não roubei nada de ninguém e que essa conta me pertence, além do mais eu quero me separar e não ele de mim!”&lt;br&gt;“Sim..sim...seu processo foi analisado, perfeitamente e não vejo nenhuma procedência do que o senhor Kasashi alega e pelo que percebo, a vida conjugal acabou há anos.”&lt;br&gt;“Eu insisto que ainda podemos viver juntos e ele não tem o direito de se separar de mim.”&lt;br&gt;“Hum..” - o loiro puxou de uma risada cínica e sorriu em direção ao ainda marido.&lt;br&gt;“Não me irrite Fuji!”&lt;br&gt;“Eu, te irritando, Kasashi-kun?! De forma alguma...só não podemos mais viver junto, e acabou de mostrar isso.”&lt;br&gt;“Você e esses seus sorrisos! Nós ainda temos muito em comum, não pode pensar que as coisas funcionam como bem quer! Não pode me usar e jogar fora!” - o homem de cabelos negros se levantou e começou a se aproximar de onde o louro estava.&lt;br&gt;“Por favor, senhores se acalmem, aqui não é lugar para isso.” - o juiz falou.&lt;br&gt;“O meu cliente pede desculpas e vai voltar para seu lugar, não é verdade?!” - o advogado, um pouco mais novo que Fuji, puxou o homem para sua direção, tentando fazer com que se sentasse.&lt;br&gt;“Humph!” - o outro resmungou.&lt;br&gt;“Bom, pelo visto, o que leio de divisão de bens é bem justo, nenhum de vocês tem necessidade de pensão e muito menos divisão de bens. Cada um tem suas próprias vidas, financeiramente falando, então acho justo que só assinem os papéis. E assim tudo será encerrado.”&lt;br&gt;“Excelente! É tudo que mais quero!” - Fuji soltou um suspiro de satisfação e já estava em pé para pegar a caneta e assinar os papéis estendidos pelo juiz da sessão.&lt;br&gt;“Isso, agora o senhor, Kasashi.”&lt;br&gt;“Mas eu já disse...” - suas palavras bruscas foram interrompidas pelo som da voz grossa do juiz.&lt;br&gt;“O senhor, agora não tem mais o que querer a sentença foi dada e se não quiser arranjar mais problemas com tudo que Fuji-kun falou, é melhor assinar a papelada e se separarem pacificamente. O que o senhor acha?”&lt;br&gt;“Sim, senhor.” - ele teve que engolir em seco para não responder ao juiz e ao olhar para a cara do ex-marido a situação somente piorou, Fuji tinha o mais belo sorriso de todos, o sorriso que com certeza não queria deixar para outro.&lt;br&gt;“Pronto, tudo acabado, agora é somente esperar para que isso seja homologado e vocês estarão livres um do outro.”&lt;br&gt;“Muito obrigado, senhor juiz.” - o loiro apertou as mãos dele e se despediu das pessoas a sua volta, indo para a saída onde seu amigo o aguardava já.&lt;br&gt;“Graças aos céus isso acabou! Nhyaaa!!! Como pôde ficar tanto tempo casado com um ser como aquele?!” - o ruivo agora com os cabelos bem mais curtos do que quando era jovem, tentando deixá-lo mais velho, o que era perfeitamente esquecido pelos seus sorrisos e voz estridente, agarrou as mãos do amigo.&lt;br&gt;“É a vida, Eiji...nós sobrevivemos com quem nos tolera.” - ele soltou outro sorriso mais falso do que cada um que deixou escapar durante o percurso da ação.&lt;br&gt;“Não fala isso, Fuji! Você não tem que ser tolerado, tem que ser amado!” - ele olhou profundamente nos olhos do amigo.&lt;br&gt;“Oh...a piada é ótima, Kikumaru-chan, mas sinceramente não é assim que as coisas funcionam.” - o loiro soltou uma profunda gargalhada, segurando com mais força a pasta nas mãos.&lt;br&gt;“Não! Não e não!! Isso é coisa para aqueles velhos falarem, você é muito novo e aquele cara te tratava como se fosse o cachorro dele, você não merece que nenhuma pessoa faça isso contigo! Entendeu?!” - o amigo só faltou jogá-lo no chão com tantas sacudidelas.&lt;br&gt;“Eiji, alguém já te disse que você é empolgado demais?! Hehe...eu entendi perfeitamente o que quis dizer, mas acho que não me conhece direito depois desses anos todos.” - ele segurou um dos braços do amigo para que parasse de chacoalhá-lo.&lt;br&gt;“Oh..desculpa, só queria que entendesse o recado. Mas eu te conheço sim e muito bem, todos sempre achavam que eu era o idiota da turma, mas eu pego as coisas rápido e não sou burro, sei bem como é fora do ambiente social e familiar. Vamos, Fujiko-chan, eu bem sei o que faz durante suas noites fora...”&lt;br&gt;“Então deve compreender o porque eu e Kasashi fomos feitos um para o outro por uns bons anos.”&lt;br&gt;“Não, não entendo! Você não amava esse cara e ele te batia, além do mais você praticamente morria do lado dele! Nesses últimos meses é que você começou a me lembrar quem era antes e isso não tem nada haver com seus remédios!”&lt;br&gt;“Por favor, não vamos discutir minha vida pessoal em frente a um tribunal, ok?!” -&amp;nbsp; Fuji olhou para o ruivo sério e esse foi o sinal para descerem a escadaria do local e encaminharem para onde pegariam uma condução. Porém, assim que iam se dirigir ao ponto, alguém agarrou seu braço com tanta força que foi obrigado a soltar a pasta.&lt;br&gt;“Quem pensa que é para me abandonar assim?! Nós nunca deixaremos de ser um casal!”&lt;br&gt;“Oh...céus, Hidori! Por favor, me solte!” - aquele olhos azuis se abriram e a vontade de terminar aquilo logo se esboçava perante eles, Fuji nunca foi de alterar a voz, para qualquer que fosse o assunto ou a situação.&lt;br&gt;“Ei, largue-o!” - Eiji gritou.&lt;br&gt;“Você, não se meta! Ele vem comigo, não pode pensar que os anos que vivemos juntos iriam acabar assim, você não vai arranjar ninguém que te ame tanto quanto eu, Fuji!” - o moreno ainda gritava e apertava com mais força o braço do loiro, deixando marcas vermelhas já pela extensão.&lt;br&gt;“Nós não vivemos tantos anos assim, para eu achar que é o homem da minha vida, na verdade nem sei que bicho me mordeu para conseguir gostar de alguém como você.”&lt;br&gt;“Como?! Não pode falar comigo assim!”&lt;br&gt;“Ele pode falar do jeito que quiser com você, idiota!” - era a voz de Kikumaru, irritada.&lt;br&gt;“Ah...eu posso sim, agora que voltei ao meu normal, posso te mandar para qualquer lugar, por sinal, é melhor procurar um deles.” - nem o amigo acreditou que estava ouvindo aquilo dele, esse ex-marido era o primeiro em anos que tirava o Fuji do sério e pior que isso, o fazia soltar frases completamente fora dos seus padrões de normalidade...pelo visto o processo de separação não havia feito nada bem para ele.&lt;br&gt;“Grrr...cuidado com sua boca! Eu nunca vou deixá-lo em paz, você me pertence! Quem acha que foi o único a controlar sua insanidade e seus desejos, eu sou a única pessoa que realizaria cada um deles! Nós somos felizes juntos, Fuji Syusuke!” - o apertão dessa vez foi bem mais doloroso.&lt;br&gt;“Eu vou repetir, Kasashi Hidori, eu não pertenço a você e a ninguém! Agora ME SOLTE!” - foi somente isso que ele ouviu, pois segundos depois seus braços estavam virados contra as costas e o corpo prensado no chão, sem sequer saber de onde veio o ataque...ou melhor a defesa.&lt;br&gt;“AAAHHHH!!!!” - grito de dor foi bem ouvido pelos policiais que haviam se aproximado quando viram o tumulto na porta do tribunal e atrás deles vinha o advogado do ex-marido.&lt;br&gt;“Entendeu agora, Hidori?! Você é somente meu ex-marido e nada mais, ex significa inexistente!” - a voz fria de Fuji ressoou no local e todos olhavam abismados com a cena, os olhos frios encarando o homem e a polícia logo estava segurando-o do chão.&lt;br&gt;“Isso mesmo, levem esse maluco daqui, queria atacar meu amigo!” - Eiji reclamou, apontando para Hidori, que agora saia carregado pelas duas autoridades.&lt;br&gt;“Você não vai se livrar de mim tão facilmente, Fuji!”&lt;br&gt;“Eu já me livrei, adeus Hidori e por favor não procure mais meu telefone na lista.” - o loiro sacudiu uma das mãos, dizendo tchau e ao mesmo tempo o sorriso fofo nos lábios, mostrava o quanto se importava com o ex.&lt;br&gt;“Aiiii...esse cara é maluco!” - o ruivo bateu os dedos na testa, ressaltando o que havia dito, enquanto sentavam no ônibus para casa.&lt;br&gt;“É...” - a voz fraca veio como resposta, pois o loiro estava bem mais preocupado com a dor de cabeça que de repente tinha surgido.&lt;br&gt;“Fujiko-chan?! Tá tudo bem?”&lt;br&gt;“Oh...sim...” - ele voltou um sorriso, colocando a pasta no colo, demonstrando imediatamente as marcas que o ex tinha proporcionado.&lt;br&gt;“Fuji!!! O seu braço!!!” - ele soltou um berro, que assustou mais do que alertou.&lt;br&gt;“O que foi?! Ah..sim...” - o loiro levantou um dos braços e viu as marcas ficando roxas, dando o formato dos dedos de Hidori- “Isso...não é nada, vai sumir dentro de 3 ou 4 dias.”&lt;br&gt;“O cara podia ter te machucado mais ainda!” &lt;br&gt;“Kikumaru, ele não ia fazer mais do que já fez ao longo dos anos, deixa isso pra lá.” - ele sacudiu os ombros, não se importando muito com o problema.&lt;br&gt;“Como fala isso na maior naturalidade?! Se um dia o Ooishi resolvesse encostar os lindos dedinhos dele em mim, eu arrebentava a cara dele, com um soco só!!!” - Kikumaru demonstrou o gesto com um leve levantar de punhos no ar e isso só fez com que o amigo risse, ele realmente era incrível! Fuji sabia cada dia mais porque gostava tanto dele como amigo e porque ele foi um dos que permaneceu da sua vida passada.&lt;br&gt;“HAHAHA!! Ai...Eiji-chan, o Ooishi jamais levantaria os dedos contra a sua pessoa, mas você eu já não posso falar o mesmo...as brigas de vocês são as melhores!!”&lt;br&gt;“Fuuujiii....” - ele deu um gemido manhoso e sem graça.&lt;br&gt;“Oh..diga a verdade, você atira toda louça em cima dele uma vez por mês?! Eu poderia ganhar mais dinheiro vendendo copos e pratos para vocês do que tirando fotos para as revistas.” &lt;br&gt;“Nhiáaaaa!!! Assim também não...” - ele fechou os olhos em um sinal de protesto.&lt;br&gt;“Não...imagina, sou eu que tenho que repor tudo da sua casa, Kiku-chan.”&lt;br&gt;“Tah! Eu só brigo um pouquinho com ele, só isso...”&lt;br&gt;“Sim, claro! Todo o mês, é realmente um pouquinho.” - Fuji sacudiu os braços divertido.&lt;br&gt;“Não fuja de assunto, vamos...eu estava falando de você! Esse cara estragou sua vida!”&lt;br&gt;“Por favor, eu não quero discutir mais isso, espero que esse seja o último dia que veja o Hidori na minha frente. Erros acontecem e como posso explicar...eu merecia isso, de certa forma..”&lt;br&gt;“Não gosto quando fala assim, Fuji-chan. Você estava melhor com o Tez..” - nesse exato momento o loiro o interrompeu.&lt;br&gt;“Não fale o nome dessa pessoa na minha frente, ele morreu e muito bem morrido, Kikumaru!”&lt;br&gt;“Oh..gomen nasai!” - ele se curvou em protesto, tapando os lábios com as mãos.&lt;br&gt;“Perdoado, desde que não toque no nome desse indivíduo, ok?!”&lt;br&gt;“Pode deixar, mas é a mais pura verdade!”&lt;br&gt;“KIKUMARU EIJI!!”&lt;br&gt;“Ok..ok...não falo mais!” - o ruivo deu uma choramingada.&lt;br&gt;“Ai...eu não vejo a hora de chegar na minha cama e na minha casa...” - ele deu um suspiro profundo como se encerrasse o assunto anterior com esse gesto.&lt;br&gt;“Você deve estar exausto mesmo, quer que eu o acompanhe até lá?”&lt;br&gt;“Não...não...pode ficar no seu ponto, já agradeço por ter me acompanhado nesse processo chato de ser.” - o jovem loiro deu um sorriso e fechou mais os olhos agradecido.&lt;br&gt;“Não foi nada, o que eu não faço pelo meu melhor amigo,ein?! E só de te ver com esse sorriso no rosto, me deixa muito satisfeito.”&lt;br&gt;“Eu gostaria de poder dizer que isso tudo é verdadeiro...”&lt;br&gt;“Fuji, não fala assim, você anda muito deprimido prô meu gosto! Ande, cadê o animado e sarcástico Fuji Syusuke de sempre?!”&lt;br&gt;“Ele tirou umas férias e de longos meses...” - um dos olhos azuis abriu em um desamparo evidente misturado com cansaço.&lt;br&gt;“Anda tomando os remédios direitinho?”&lt;br&gt;“Sim, não se preocupe, eu não terei mais nenhuma daquelas crises malucas...oh...esqueci eu sou maluco!!” - uma risada irônica escapou de seus lábios.&lt;br&gt;“Oh...você tá quase lá, já começou a debochar de si mesmo, é um bom progresso!” - os dois quando notaram estavam rindo juntos, batendo uns nos outros.&lt;br&gt;“Obrigado por tudo, Eiji e acho que é hora de você saltar, seu maridinho o está esperando no lar doce lar de vocês.” - um apertão de mãos e os dois se despediram, aquela noite seria longa para Fuji e ele não pretendia passar por isso sozinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um balançar de quadris e corpos se esfregando, nada melhor que isso para curar um dia péssimo, mesmo que se pensasse em comemorar após o fim de seus piores anos junto com alguém. Fuji olhou para o salão onde costumava ficar os clientes que não queriam nem um pouco coisas diferentes e seus olhos brilharam de esperança, tinha uma pessoa muito conhecida...ou pelo menos se parecia muito com ela e isso poderia ser o suficiente para acabar com aquele baixo astral em que estava se metendo ultimamente. Mas assim que seus pés tentaram sair do lugar, um braço carinhoso se agregou a sua cintura e logo beijos selvagens dominaram seu pescoço.&lt;br&gt;“Você ainda me pertence essa noite, Mister Smile.” – o homem o chamou pelo apelido dado naquele lugar secreto, era melhor que ninguém nunca soubesse o nome do outro, tem coisas que as mulheres deles não gostariam de saber. O estranho para o ex-tenista do Seigaku, era ouvir tantas vezes esse apelido, depois de ter se desfeito de qualquer vínculo com esse seu passado desastroso. &lt;br&gt;“Oh...não me esqueci do senhor, só queria um pouco de ar.” - os dedos contornaram o rosto do homem e depois os lábios elevaram-se para o interior de sua orelha, onde beijaram e lamberam toda a região. O passo seguinte, foi agarrar a pequena coleira que pertencia a ele e segurar firmemente- “Nós podemos voltar, não se preocupe pet, ainda não terminamos de brincar.” - o loiro tornou a deixar um sorriso escapar e o arrastou de volta ao local proibido, mais tarde conseguiria se livrar do velho e ir atrás de quem realmente interessava.&lt;br&gt;Horas de passaram e finalmente Fuji olhava para seu intento, realmente se pareciam muito. E de seus lábios uma calorosa risada apareceu, ainda se lembrava de como tinha ficado seu pet hoje, completamente extasiado com o tratamento especial recebido, com certeza não conseguiria levantar da cama...não hoje...talvez quando estivessem fazendo a limpeza do lugar recolhessem seus restos.&lt;br&gt;Seus olhos ainda brilhavam de uma esperança muda, aquele homem vestido da roupa mais cara que se podia notar ao lado de companheiros no mesmo porte, dizia para seu coração que tinha algo muito errado! Não se encontravam duas pessoas tão parecidas na sua vida e muito menos fazendo a mesma coisa, o homem estava com a roupa de gala da marinha do Japão.&lt;br&gt;Oh..não..era realmente quem estava pensando que era?! Talvez deus fosse bondoso e tudo aquilo não se passasse de mais pura coincidência e nada mais além disso. Só que para o loiro deslocar os olhos daquela figura estava sendo mais do que impossível, verdade ou não...ele ainda era seu pesadelo de todas as noites e seu desejo de todos os dias.&lt;br&gt;O homem não notava a intensa determinação a suas costas, seus cabelos de um negro meio pálido, seu rosto fino e aparentando muito mais idade do que um dia pensasse em ter e os óculos arredondados e delicados adornando o sorriso que nunca aparecia de seus olhos e muito menos surgiam em seus lábios.&lt;br&gt;Fuji permaneceu a sua observação intensa e quando notou estava prestando atenção na conversa que não devia...uma das coisas que se arrependeria muito rapidamente.&lt;br&gt;“Tezuka-san, não parece estar se divertindo muito aqui, qual é o problema, tem algum preconceito contra casais diferentes?” - um dos oficiais ousou perguntar e para o loiro aquilo era como uma indireta a sua pessoa e todo o passado que vinha por trás daquela frase, mas não era bem a intenção da pessoa, aquilo havia sido apenas a continuação da conversa entre aquele bando de machos longe das devidas esposas.&lt;br&gt;“Oh...Saito-san, você fez a pior das perguntas! Isso é coisa que se pergunte para alguém?!” - um dos outros, que parecia ser o mais sensato e com certeza tinha notado a pequena mudança de expressão do chefe, que bebia seu wisky calmamente.&lt;br&gt;“Mas..”&lt;br&gt;“Eu não tenho o que falar a esse respeito, Carlos-san, esses lugares não fazem diferença na minha vida. O que as pessoas aqui deixam ou não de fazer é problema deles e de suas esposas.” - ele então puxou do bolso um cigarro e acendeu, jogando a fumaça para os lados, ainda com os olhos sérios de sempre.&lt;br&gt;“Acho que deu para entender que nosso senhor não se interessa por uma vida dupla, caso seja isso que estava tentando puxar, Saito-san.” - o outro passou os braços ao redor do japonês e sorriu.&lt;br&gt;“Vamos, Carlos não me deixe tão constrangido perante a lei em pessoa. A culpa não é minha se vocês começaram a puxar esse assunto.” - ele praticamente virou todo o saquê garganta adentro de tanta vergonha aos olhares divertidos do resto do grupo.&lt;br&gt;“Hahaah!!” - o que se chamava Carlos soltou uma profunda gargalhada.&lt;br&gt;“Então, era essa a desculpa do lugar? Todos aqui estão interessados em conhecer novos horizontes?!” - um outro, de cabelos quase raspados comentou com desdém.&lt;br&gt;“Não..não...” - alguém tentou mudar de assunto.&lt;br&gt;“Eu nego qualquer vontade em toda minha vida nesse ideal. Simplesmente, eles só conseguem ser casos a ser largados na próxima esquina, ainda mais num lugar como esse.” - a voz de Tezuka ressoou e todos olharam para ele com seu cigarro queimando lentamente pelos dedos e um ar de que tudo a sua volta não se passava de lixo.&lt;br&gt;“Uau! Depois dessa, só dormindo com uma gostosa daqui!!” - Carlos soltou, tentando quebrar o clima por demais pesado que se instalou no momento.&lt;br&gt;“Isso aí!!!” - foi o grito coletivo, claro que isso não inclui Tezuka!&lt;br&gt;Os olhos de Fuji se afinaram com uma raiva que se conteve em anos pelo seu peito e todos os sonhos pareciam querer explodir de uma só vez, pois ele conhecia realmente aquele homem com aparência de chefe de tudo e todos. Conhecia aquele olhar que há tantos anos atrás é o que deixava sua pele arrepiada, que o fazia querer mais e mais aquele homem...mas ele passou a odiar, odiar o som de sua voz, as manias que tinha, à vontade em mandar em todos ...a ter nojo somente de pensar em seu perfume, sempre tão forte e que espalhava por onde quer que ficasse por muito tempo, passou a ter somente essa palavra em sua mente quando o nome Tezuka Kunimitsu era pronunciado...nojo! tudo que restava de muito tempo junto com alguém! Nojo!&lt;br&gt;Por que ele foi o pior de todos, ninguém conseguiria se igualar aquele homem! Porque para Fuji, ninguém poderia ser pior do que uma pessoa que lança esperanças a todos os lados e cria um sentimento em alguém, que há muito tempo não pensava que fosse sentir e depois cospe, pisa e destrói por pura conveniência! E foi só isso que Tezuka aprontou para ele, e logo alguém como Fuji, que jurou a si mesmo que nunca deixaria suas barreiras caírem e suas fraquezas serem vistas! Só isso, deixava o loiro ardendo em ódio, ódio por ser tão fraco como ser humano!&lt;br&gt;Talvez tenha sido isso que tenha enlouquecido-o, mas isso era uma outra história, no momento só conseguia prestar atenção naquele seu ex-namorado...como não tinha percebido isso, sua vida era feita somente de ex...realmente, ele tinha que começar a mudar seus conceitos.&lt;br&gt;Ele torceu os lábios e virou o rosto contra aquela visão de marinheiros aproveitando a noitada livre, procurando a saída mais próxima, sua noite tinha acabado e muito pior que seu dia inteiro.&lt;br&gt;Um sacudir de cabelos, afastando a franja do caminho dos olhos fechados e em segundos os corpos suados se afastavam de sua frente e podia já enxergar a porta negra da boate. Porém, assim, que seus braços ergueram para puxar o ferro, alguém passou os braços pelos seus, a primeira coisa que pensou é naquele seu pet, inconscientemente premiando-o por ter sobrevivido tão rapidamente ao seu belo tratamento. Tinha que parabenizá-lo por tamanha proeza! O problema é que quando o som daquela voz ecoou em seus ouvidos, o reconhecimento foi imediato e não era o homem da sua noite...não era mesmo...&lt;br&gt;“Nós precisamos conversar, querido.” - era seu ex e ele sabia o que aquela frase significava falada naquele tom, oh...e como sabia, aprendeu muito bem em 2 anos e poucos meses a mais de convivência.&lt;br&gt;“Não temos nada para falar, eu já lhe disse isso uma vez, Kasashi-kun.” - a voz veio mais baixa do que necessário naquele lugar e mesmo assim, Fuji sabia que tinha sido ouvido e muito bem.&lt;br&gt;“Não estou para discussões, Syusuke, nós vamos conversar e agora.” - ele tornou a puxá-lo para o corredor de pessoas e apertando o braço do loiro com muita vontade, as marcas fariam companhia às de ontem no outro braço.&lt;br&gt;“Por que as pessoas nunca me ouvem?! Eu disse não.” - o tom de deboche apareceu em sua voz e sem notar estava sorrindo como se aquilo fosse mesmo comum.&lt;br&gt;“E eu digo sim, e como um bom marido, você vai me escutar e nós vamos para os fundos conversar. Esse lugar não pertence a pessoas casadas.” - o ex, realmente não estava brincando e pior, Fuji conhecia cada uma daquelas expressões e antigamente nunca as temia, porque gostava do que encontrava logo em seguida, mas agora...agora era diferente e não queria mais nada disso para sua nova vida.&lt;br&gt;“Eu não sou mais seu marido, Kasashi-kun, será que ainda não deu para perceber?! Ou o juiz falou em grego para você?! Agora me largue, estou mandando.” - cada gesto seu calmo como sempre.&lt;br&gt;“Não brinque comigo, querido, ainda somos casados e eu já disse que detesto quando me chama dessa forma!” - os empurrões foram aumentando e antes mesmo que Fuji notasse, estava sendo empurrado para o caminho da outra saída.&lt;br&gt;“O que foi, eu ainda não fui claro o suficiente...Kasashi-kun?!” - o tom irônico persistiu e dessa vez a resposta não foi das melhores, o loiro se viu jogado contra a porta de ferro para que ela abrisse sem necessidade de mãos. Logo depois, sentiu o corpo tentando equilibrar em meio a loucos balançares entre uma escada e outra antes que caísse pelo chão.&lt;br&gt;“Qual o seu problema, Fuji, não consegue entender uma ordem?! Eu já disse que vamos conversar, e quando digo algo é porque vamos, entendeu?!” - os gritos furiosos e descontrolados ecoaram pelas paredes frias do beco, enquanto o louro conseguia se equilibrar por elas.&lt;br&gt;“Acho que nunca consegui compreender muito bem as ordens, sinto muito Kasashi-kun.” - ele deu dois tapas pela roupa tentando limpá-la e sorriu inocentemente para o ex.&lt;br&gt;“Você está me desafiando de novo! É por isso que nunca podíamos ficar sem uma discussão nesses últimos dias, você nunca parava de me olhar com esse sorriso estúpido!” - outro berro e dessa vez passos fortes em sua direção.&lt;br&gt;“Desculpe, eu só tenho esse rosto e infelizmente veio adornado de um sorriso.” - ele sorriu ainda mais, os olhos fechados como se tudo aquilo não se passasse de uma brincadeira de criança.&lt;br&gt;“Não faça isso! É irritante!” - o ex-marido voltou a segurar o braço do loiro com força, seus gritos sendo estridentes e a fúria insana estampada em sua face.&lt;br&gt;“Desculpe...”&lt;br&gt;“E PARE DE SE DESCULPAR!!!”&lt;br&gt;“Desculpe, eu estou tentando ser menos inconveniente do que você, porque caso não perceba está esmagando meu braço pela terceira vez no dia.” - outro sorriso ainda mais desconcertante do que o outro.&lt;br&gt;“Oh, você acha tudo isso um jogo, acha que estou brincando com você, não é isso?! Pois, não estou, dessa vez vamos nos entender, nem que seja na marra, Syusuke!!” - uma sacudidela e o corpo magro do homem balançou para todos os lados, suas pernas se arrastando contra a vontade para o caminho da rua.&lt;br&gt;“Caso não tenha percebido, eu não vou com você a lugar nenhum. Por isso, por favor, pare de me arrastar.”&lt;br&gt;“Vamos conversar na nossa casa!”&lt;br&gt;“Nós não temos mais casa, Kasashi-kun, eu tenho uma e quero voltar para ela sem você!” - a voz foi fria e seus pés fixaram no chão parando a força contra que o outro fazia.&lt;br&gt;“Temos uma e vamos ficar para sempre nela. É isso que quero que entenda, você é meu e não vai pensar em se livrar tão facilmente assim!”&lt;br&gt;“Kasashi...kun...será que esteve hoje no tribunal?! Por que pelo visto não se lembra de ter assinado o papel que acaba com nosso casamento. SOMOS DIVORCIADOS AGORA, entende ou será que preciso soletrar?!” - ele usa a mão livre para jogar contra seu peito e lançar longe o ex, se vendo finalmente livre daqueles dedos.&lt;br&gt;“Não queria isso e sabe muito bem, fui obrigado a assinar aquela porcaria! E você ainda não é divorciado, ainda somos um casal e para sempre seremos, porque você nunca vai largar o que começou a comer!” - uma risada, foi somente isso que Hidori ouviu segundos depois de seu comentário e os olhos de Fuji, ainda mais fechados mostravam que a risada não era falsa e vinha de dentro...com muita vontade.&lt;br&gt;“Isso só pode ser uma piada, eu não posso acreditar. Nós realmente ainda somos parcialmente casados, mas dentro de algumas semanas o papel será homologado e pronto...acabou, eu serei livre como agora e bem longe de sua loucura.”&lt;br&gt;“O que?! Você é que é louco! Afinal, quem faria o que fez comigo?!”&lt;br&gt;“Digo o mesmo de você. Mas isso é passado, agora seja uma pessoa sensata e me esqueça, isso vai fazer um bem danado para sua vida e muito mais para a minha.”&lt;br&gt;“Nunca!”&lt;br&gt;“Oh...isso está ficando muito repetitivo e cansativo. Acho que vou embora, cansei...” - ele deu de ombros e virou as costas como se nada tivesse acontecendo e muito menos aquele homem existisse na sua frente.&lt;br&gt;“O que pensa estar fazendo?! FUJI!!!!” - o outro gritou, também não acreditando no que estava vendo.&lt;br&gt;“Indo embora, o que acha?! Eu estou morto de sono e não estou com a mínima vontade de continuar falando com uma parede. Sayonara!” - ele sacudiu as mãos e foi caminhando para a saída do beco.&lt;br&gt;“MATTE!!!” - os berros seguidos de Hidori não foram ouvidos e a atenção que Fuji não estava dando para ele, só tornou sua loucura ainda maior.&lt;br&gt;Num instante o que Syusuke sentiu, foi uma dor na nuca e um formigamento terrível na cabeça, logo depois a visão da parede na sua cara e os braços apertados por fortes mãos.&lt;br&gt;“Você não vai me abandonar nunca. Não pense em usar e jogar fora! Eu sou o único que presta para você, querido!!!” - Hidori estava apertando-o contra a parede e no chão estava o pedaço de ferro que usou para acertar em sua cabeça, por sorte talvez a força que usara tenha sido somente para entorpecer o ex-marido.&lt;br&gt;E isso só deixou o loiro vendo o mundo rodopiando, a cabeça doendo e a visão de um líquido vermelho escorrendo entre os olhos era tudo que no momento passava em sua mente. Claro, agora sabia o quanto tinha enlouquecido Hidori ou melhor como viveu anos com um ser humano obsessivo e nem notou...sim...talvez Tezuka estivesse com a razão em abandoná-lo por uma vida perfeita como só ele podia ter!&lt;br&gt;Na verdade, a sua preocupação agora era somente naquela visão da parede de tijolos, que cada vez se aproximavam mais de si e o olho esquerdo sentia a pressão aumentando, o tecido frágil rasgando conforme batia com força com sua cabeça nela. Sem contar, é claro nas milhões de frases que berrava e para ele nesse momento não faziam sentindo algum! Sua vida era realmente um problema só, devia ter nascido em outra estrela, porque essa...era com certeza a pior de todas!&lt;br&gt;“Está me ouvindo, Fuji, você é só meu...MEU!!!” - então um movimento que nem o loiro poderia explicar como saiu, mas enfim...saiu e suas pernas se mexeram de modo a acertar as do ex e fazê-lo perder o controle de seu corpo, largando-o.&lt;br&gt;“No momento...eu acho que não posso te ouvir...meu maridinho...” - foi o sussurro que o outro soltou ao vê-lo caindo pelo chão, enquanto se recupera se arrastando pelas paredes da esquina.&lt;br&gt;Ele nem notou quando o outro se ergueu para cima dele de novo, com olhos em fúria e lábios rígidos de ódio. A única coisa que Fuji notava naquele momento, era a dor de cabeça e o mundo flutuando em uma doce canção de ninar, seus dedos passeando pela ferida aberta acima da nuca e as pernas bambas pela calçada.&lt;br&gt;Mas o esbarrão, não foi no seu corpo já cansado e sim num muito maior do que ele, que poderíamos chamar de armário, com a vestimenta branca e cheia de insígnias da marinha, mostrando quantos postos tinha conseguido nesses anos na Inglaterra. O rosto impassível de expressão e as mãos fortes agarrando os ombros de Hidori sem que nem houvesse notado sua presença, apertando-o e falando com uma voz que poderia derrubar os deuses de medo..uma voz que Fuji aprendeu a amar e a odiar também.&lt;br&gt;“Onde pensa que vai, senhor?!”&lt;br&gt;“Quem é você?!” - o outro respondeu assustado.&lt;br&gt;“Não interessa, o que interessa no momento é o que pretendia fazer agredindo um civil em plena rua e num lugar cheio de pessoas que o mandariam para um lugar não muito agradável pela manhã.”&lt;br&gt;“Quem pensa que é para falar assim comigo?!” - ele então olhou para a farda e seu corpo tremeu, um problema daqueles não seria resolvido tão cedo e ainda necessitava dar o remédio certo para seu querido marido- “Ele é meu marido, estávamos apenas resolvendo um problema de casa.”&lt;br&gt;“Acho que aqui não é lugar para isso e muito menos o espancando desse jeito.” - a voz ficando mais grossa e mais indiferente, conforme voltava hora e meia a encarar o corpo recostado no poste do loiro.&lt;br&gt;“Nós estávamos apenas tendo uma briguinha rotineira, senhor.”&lt;br&gt;“Acho que ele não estava concordando muito com isso, certo rapaz?!” - dessa vez voltou os olhos diretamente para Fuji.&lt;br&gt;“Eu ...creio que não. E ele não é meu marido, senhor.”&lt;br&gt;“Oh...sim, imagino que queira que ele vá embora, não?!” - um olhar de reprovação, que fez com que Hidori não respondesse nada e apenas sacudisse a cabeça e desaparecesse dali, antes que o pior acontecesse.&lt;br&gt;“Nós ainda nos encontraremos pelo visto...” - Fuji suspirou e sacudiu a cabeça tentando concentrar em algo que não fosse as estrelas rodopiando a sua volta e os passarinhos cantando.&lt;br&gt;“Fuji, você está bem?” - dessa vez a voz era calma e aconchegante, como somente ele lembrava...e queria esquecer cada dia mais.&lt;br&gt;“Creio que vou sobreviver, como sempre.” - ele nem acreditava que poderia falar com ele como se nunca tivessem terminado uma conversa ou se visto há anos atrás.&lt;br&gt;“Tem certeza, está sangrando, eu posso chamar a ambulância?”&lt;br&gt;“Agradeço, mas vou voltar para casa de táxi.” - ele devolveu um sorriso como se dissesse que tudo estava bem.&lt;br&gt;“Quem ele era?”&lt;br&gt;“Te interessa mesmo saber?! Eu acho que não.”&lt;br&gt;“Seu marido?”&lt;br&gt;“Não, eu vou repetir pela vigésima vez na noite, ele não é mais meu marido.” - a voz era calma, apesar da respiração sair forçada para parecer normal.&lt;br&gt;“É que...”&lt;br&gt;“Ele disse, mas é porque não se convenceu da realidade dura dos fatos, acho que faço isso com as pessoas. Elas ficam meio obcecadas e depois não conseguem mais voltar a ver tudo com era antes.”&lt;br&gt;“Fuji, eu sei que faz..”&lt;br&gt;“Muito tempo? Claro, e quero que continue fazendo e pelo visto você também, afinal está casado agora e acho que não vai querer que seu passado bata na porta da sua esposa perfeita, de uma família perfeita e de seu emprego perfeito, porque isso estragaria tudo, né?!” - um sorriso límpido escapou de seus lábios e ele apenas apertou as mãos do outro, quando viu um táxi se aproximando do local onde estavam.&lt;br&gt;“Espere...o que está dizendo?! Não interprete as coisas erradas...matte...”&lt;br&gt;“Acho que vou nesse táxi, foi um prazer revê-lo, Tezuka e até nunca mais ver.” - e ele entrou no carro, deixando o outro sem palavras e com a cara mais imbecil do mundo.&lt;br&gt;“O senhor deseja ir para onde?”&lt;br&gt;“Para o inferno...”&lt;br&gt;“Ah?!”&lt;br&gt;“Desculpe... para a rua...” - e ele falou o endereço, com o olhar constrangedor do motorista para sua direção, ele realmente não devia estar com a melhor aparência do mundo e a noite também não tinha sido uma das melhores do mundo também.&lt;br&gt;“O senhor tem certeza que está tudo bem?”&lt;br&gt;“Ah...sim...eu fui assaltado..” - ele soltou uma pequena mentira e sorriu.&lt;br&gt;“Esses dias são mesmo difíceis...mas acho que o senhor deveria ir para um pronto socorro, esse sangue todo e na cabeça pode ser sério.”&lt;br&gt;“Não...eu estou bem.”&lt;br&gt;“O que é isso?! Eu nem vou cobrar pela parada, você me parece uma pessoa que necessita de ajuda e não quero que o pior aconteça, essas coisas são serias mesmo!” - o homem falou muito preocupado e Fuji nem pode negar, estava tão atordoado e com tanta dor de cabeça, que qualquer coisa seria melhor do que ouvir as vozes dos dois amantes gritando no seu cérebro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Certo...muito obrigado, então...”&lt;br&gt;Então...eles foram para o pronto socorro e dali Fuji se sentiria cada vez mais cercado pelos seus dois pesadelos. .</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/6769.html</comments>
  <lj:music>lain</lj:music>
  <media:title type="plain">lain</media:title>
  <lj:mood>contemplative</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>9</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/6570.html</guid>
  <pubDate>Sun, 25 Jul 2004 22:59:57 GMT</pubDate>
  <title>Dias perfeitos</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/6570.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Começando com a primeira parte de dias perfeitos...o q se precisa p ter um dia perfeito, precisa da ausência de sua mãe do lado p te acordar todo dia as 7 da matina falando qualquer coisa quando vc ainda está no sonho dos deuses e nem tá muito aí p nada, na verdade vc praticamente só ouviu oprimeiro comentário q ela fez e depois apagou por mais 10 min!&amp;gt;&amp;lt; Segundo, não ter aula e conseguir chegar viva de uma inscrição do Ifcs p Licenciatura...coisa q foi bem difícil, um dia perdido por causa da idiotice de um infeliz q criou um programa q só suporta 700 pessoas!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Não se esqueçam q só de lisenciatura na UFRJ tem mais de 2000 pessoas e sem contar q as notas foram lançadas no mesmo dia...resumo a porra só dava pau!&amp;gt;&amp;lt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Bom, e p q esse dia maravilhoso possa se completar a gente precisa ficar coçando o saco, no mínimo duas horas por dia, isso sendo muito legal. Claro, q tb não se pode sair p trucentos lugares ao mesmo tempo...e Haku aqui nem conseguiu isso, porq? Por q???Porq minha mãe não me deixava ficar parada um segundo&amp;gt;&amp;lt; eu queria tanto terminar meus desenhos e minhas fics antes da operação, antes das aulas começarem, o q significa menos de uma semana...mas ...mas eu não conseguia!!! Inferno!!! Eu tentei esclarecer p minha mãe q queria não fazer nada, porq férias são p isso, não FAZER NADA!!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;OH...mas, eu vou ter tempo, vou perguntar p meu médico quanto é o tempo em q vou poder colocar o dedo no pincel e no teclado! Preciso fazer algo p terminar minhas férias pelo menos colocando os desenhos em dia, né?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Bom, a segunda parte, é q eu tenho coisas novas p colocar nessa pg, muitas pelo visto. Vamos começar com a fic esperada pela Drika e Yoko, a continuação de Pot, eu escrevi e dessa vez o Fuji está mais velho e usando tarja preta literalmente falando, por isso vão esperando muita coisa esquisita...afinal não seria eu sem isso, né verdade?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Outra parte legal é q vou tentar postar as fics do Nazago e uma outra do Katan no &lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_chocobox&apos; lj:user=&apos;chocobox&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/&apos;&gt;&lt;b&gt;chocobox&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; a gente tem q introduzir as coisas aos poucos, né mesmo?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/6570.html</comments>
  <lj:music>moon revenge</lj:music>
  <media:title type="plain">moon revenge</media:title>
  <lj:mood>awake</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/6321.html</guid>
  <pubDate>Sun, 18 Jul 2004 22:43:00 GMT</pubDate>
  <title>Felicidade</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/6321.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Bom, eu vortei!!!! Bem, eu não queria , mas tive q voltar..fazer o q?! Sampa tava tão bom q por mim, eixava minhas malas p o rio e ficava lá até poder me satisfazer o suficiente de andar p um lado e outro e conhecer tudo q me desse na telha!! hahaha!!^^&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Bom, se quiserem ler sobre isso, vao ao &lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_chocobox&apos; lj:user=&apos;chocobox&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/&apos;&gt;&lt;b&gt;chocobox&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e vejam lá, ok?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Aqui eu vou falar do q não deu p falar lá...céus tô feliz, eu conheci a&amp;nbsp; Ada-chan q é muito chan mesmo, ô menininha mais pequetitinha de fofa sô! Mas ela e o Tezuka foram perfeitos, muito legais mesmo, se é q me intendem?!^____^B&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Oh e eu vi a TÍSSIA E A LILAH!!! EU VI!!!! MENINAS VCS SÃO 10!!!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Adorei conhecer cada uma delas e tô louca p podê-las ver melhor, porq nem deu p fofocar direito e saber quem é quem, né verdade yoko?! Pois, eu ainda devo as paradas da fic, me dá só mais um prazo juro q p essa semana estou mandando p o email de vcs, e estarei brevemente colocando mais coisas aqui no site, é q estou enrolada com as provas finais e tb trabalhos q esse povo não passa p mim e vão me fazer gastar telefone, diabos!!!&amp;gt;&amp;lt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Juro q não tenho muito o q dizer, só q estou tentando atualizar minhas fics originais e não...sem contar q depois de uma ressacafriends vc tem q colocar suas leituras em dia e estou fazendo isso, lendo cada uma das atualizações das minhas pg de Orlando e Viggo!! hahahah1^_____^&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Kisu e até amanhã!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/6321.html</comments>
  <lj:music>nothing ...</lj:music>
  <media:title type="plain">nothing ...</media:title>
  <lj:mood>cheerful</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>2</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/6037.html</guid>
  <pubDate>Sun, 27 Jun 2004 02:32:47 GMT</pubDate>
  <title>Amor não morre</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/6037.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Oh..Céus, vamos a mais um capt de Amor...capt 6, q apareçam os outros, Kuwabara e Yusuke! Sejam bem vindos!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor Nunca Se Esquece &lt;br&gt;Hakura Kusanagi &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capítulo 06 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Está na hora de nos dar prazer, Kurama!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vamos, brinque com a gente!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhores, não... chega, por favor...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, ainda não!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Foram apenas poucas horas de divertimento conosco, Kurama... O que é isto? Não gosta mais de nós?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, não... Claro que sim, mas... meu corpo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Chega de reclamações: um bom banho, que tal?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso! Aposto que vai lhe animar muito mais, Youko!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Senhores... Vamos... Eu aceito... Façam o que quiserem... Yusuke...e Kuwabara...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ah, assim é melhor!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso mesmo, ruivo: vamos nos divertir mais, então!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim: Yusuke e Kuwabara estavam lá. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conforme havia dito, Nazago havia encontrado uma maneira de trazê-los para o Castelo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele os atraíra ao Makai, fazendo-os acreditar que Kurama corria perigo – o que, para eles, nada mais havia sido que uma confirmação das antigas suspeitas, o que os fez ir em defesa do amigo imediatamente – apenas para serem atacados numa emboscada e presos pelos soldados do Kairui. Levados então para o Castelo, como prisioneiros, ambos foram vítimas de um tipo raro de Youkais, os chamados &quot;Intrusos&quot; que, comandados por Nazago, invadiram suas mentes, e em meio a uma torturas mentais, apagaram então suas consciências dos fatos – incluindo o motivo verdadeiro pelo qual estariam ali - deixando apenas fragmentos de lembranças... e sentimentos que viriam a servir perfeitamente aos novos planos do Kairui. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Subjugados, com a mente e todas suas lembranças completamente distorcidas pela técnica de manipulação mental, e sem mais as amarras que o seu sentido de humanidade lhes dava, eles ficaram então subservientes a Nazago, reconhecendo-o como seu único e verdadeiro Mestre, tornando-se, então, para deleite deste, os guardas pessoais de Kurama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afinal – como bem planejara o Kairui – quem melhor para... estar ao lado do ningen a qualquer hora do dia ou da noite, ou para protegê-lo de outros perigos, quando ele mesmo, Nazago, não pudesse, que senão seus melhores amigos? Justo aqueles pelos quais o escravo aceitara tornar-se um brinquedo seu, para poder salvar-lhes a vida? Além do mais... ele nunca mais haveria de sofrer por estar longe dos amigos, sozinho, não? A mente sádica de Nazago regojizara-se imensamente ao imaginar os detalhes de mais aquele... digamos... divertimento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora Yusuke e Kuwabara já estavam ali por quase três anos... Koenma nunca havia conseguido encontrar pistas sobre seus paradeiros, pois nada havia sido deixado a respeito de terem ido ao encontro de Nazago, sem falar que o território do Kairui era extremamente protegido por barreiras místicas e magias, principalmente a área do castelo. Seus familiares até hoje se encontravam sem notícias de seu paradeiro, apesar de Koenma saber que ainda estavam vivos... em algum lugar dos três mundos, e incomunicáveis - mas VIVOS... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo que se imaginava em matéria de crueldade e sexualidade, Yusuke e Kuwabara faziam a Kurama, sem nenhuma restrição por parte de seu &quot;Mestre&quot;: os &quot;Intrusos&quot; haviam feito um excelente trabalho ao apagar-lhes da mente toda e qualquer noção do que seria certo ou errado – que viesse a lembrar-lhes um mínimo que fosse de sua humanidade, e que se tornassem barreiras que os impedissem de &quot;explorar&quot; o que quer lhes passasse pela mente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste momento, o Youko/Humano estava preso, acorrentado pelos pés e braços, sendo que estes estavam esticados; e já há algumas horas, participava de mais uma sessão de sexo com seus algozes... Resistência? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não. Fazia anos que Kurama se resignara à sua rotina de escravidão: em sua mente, ao que lhe parecia, sua vida inteira fora assim... Devia o máximo respeito e obediência ao seu Mestre, Nazago-Sama, e fazia o que necessário lhe fosse ordenado para obedecê-lo, e deixá-lo satisfeito – ainda que tivesse que divertir aos seus amigos e convidados, ou ao guardas, que tanto zelavam por sua vida. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kuwabara começara a torturar o ruivo indefeso, molhando-o com jatos de água pelo corpo nú de Kurama, machucando-o mais e mais, fazendo-o arrepiar-se com a água insuportavelmente fria, enquanto Yusuke, colocado um pouco abaixo de Kurama, mordia e lambia cada parte de seu peito e mamilos, unhava suas coxas e pernas, movimentando o corpo em estocadas fortes pelo seu interior, penetrando-o de forma violenta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ande! Quero com mais força, mais força! RÁPIDO!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pare... Por favor, Yusuke... está me machucando...!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ei, Urameshi! Não pense que só você tem o direito de brincar com Kurama: ele não pertence somente a você!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Claro que não, Baka!! Venha! Largue isto... e venha!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kuwabara soltou a mangueira no chão e moveu-se até as costas de Kurama, e rápido, libertou seus pulsos das correntes do teto, fazendo-o cair por cima do corpo de Yusuke... imediatamente, utilizou suas mãos fortes para puxar os quadris dele mais para cima, trazendo suas nádegas para o lugar que queria: no meio de suas pernas – encaixou seu pênis no seu ânus... e começou a querer penetrar, como um louco. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impossibilitado, uma vez que o próprio pênis de Urameshi já se encontrava lá, estocando o ruivo sem piedade, o grandalhão começou a morder o pescoço de Kurama, roçando as coxas contra as pernas dele, forçando-se para dentro dele, enquanto apertava fortemente seu membro vulnerável com as mãos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grito de dor horrível se fez ouvir, quando o humano de cabelos alaranjados conseguiu seu intento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama arqueou o tórax, os olhos verdes completamente arregalados, querendo inutilmente fugir da dor... gritou novamente, enquanto seu corpo era esmagado entre os dois humanos que se forçavam cada vez mais para dentro dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mordeu os lábios, perdido num mar de dor que quase o enlouquecia – até tirar sangue. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pare de ser tão insolente, Kurama... grite!&quot; – ordenou Yusuke. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso mesmo... Grite!! Grite como um animal! Mostre para nós como você é bom no que faz, escravo... Faça sexo conosco!&quot; – incitou Kuwabara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;AAAAAHHHHHH!!!&quot; – Kurama se sentia sendo rasgado por dentro: -&quot;Não! Párem com isto!! Yusuke... Kuwabara... Eu imploro!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Enquanto continuar arredio deste jeito não vamos parar. Por isso, faça o melhor que sabe fazer, amigo!&quot; – gritou Kuwabara, forçando-se ainda mais para dentro do jovem ruivo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ande!! Quero com mais vontade e força!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yusuke começou a penetrá-lo com mais força e fúria, abrindo caminho no ânus do ruivo, sem querer perder um só centímetro para Kuwabara. A loucura do orgasmo próximo fazendo-o estapear Kurama, dando-lhe um tapa tão forte que fez seus lábios correrem sangue. Kuwabara também entrou na onda, e, alucinado pelo clímax que sentia estar chegando, puxou-o para trás pelos longos cabelos, mordeu-o com mais força nos ombros e no pescoço... A violência aumentando até os dois causarem um orgasmo intenso em Kurama e, conseqüentemente, neles. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os braços e corpo do Youko/Humano desistiram de lutar, e se renderam a tudo o que Yusuke e Kuwabara quissesem... Ambos prosseguiram por horas, ainda, até se cansarem – completamente exaustos – de tanto prazer com aquele youko disfarçado de humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama fechou seus olhos e desmaiou, deixando suas dores e fraqueza abaterem-no – refugiando-se na escuridão que tanto conhecia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Anos assim tinham acabado com qualquer resistência por parte dele – sentia apenas algum sentimento remotamente parecido com isso em momentos como aquele, em que seus algozes, fossem quem fossem que estivessem a fodê-lo na hora, dessem mostras de terem perdido a noção de limites, e a dor passasse do limite do suportável... mas logo esses rompantes de negação passavam, e ele retornava à resignação de que era seu dever, como escravo sexual, fazer seus &quot;donos&quot; terem o máximo de prazer possível, não importando o grau de violência ou sadismo utilizado pelos mesmos... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sua subserviência era tanta, sua submissão tão profunda, que não conseguia mais olhar na cara dos que o dominavam: sua postura era sempre submissa, pronto para fazer qualquer coisa que desse prazer, e sua face, ausente, sem reação alguma, a não ser a única permitida – a de um prazer profano. Em resumo: o escravo sexual perfeito, sempre pronto para tudo – o brinquedo preferido de seu Mestre, Nazago. Aquele antigo Youko Kurama – e seu espírito, que vivia no corpo de Shuichi, morrera: a figura arredia de olhos reluzentes e arrogantes, de face bela e enganadoramente angelical, com cabelos vermelhos brilhantes, em cujo corpo humano um espírito demoníaco queimava e pulsava como um filho das Trevas, desaparecera... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não restara nada: além de um servo obediente e restrito a alguns dias de bondade de seu Senhor. Dias estes que sua escuridão diminuía... e seu corpo agradecia por poder descansar – ao menos por uma noite. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim, seu Senhor o educara bem... perfeitamente bem: nada de agressividade ou tentativas de reação; submissão aos guardas pessoais; aceitar tudo que lhe fosse dado como serviço; nada de conversas com outros escravos ou serviçais – e, acima de tudo, obediência cega ao seu Senhor, Nazago. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama não desobedecia nenhuma dessas regras, principalmente a de ser seu escravo sexual eterno. Seu estoicismo e completa falta de reação frente às loucuras já imaginadas por seu Mestre haviam virado fama, e esta, de acordo com o passar dos últimos anos, fora espalhada por todos os cantos do Makai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diversos amigos e aliados de Nazago eram muitas vezes, convidados pelo poderoso Kairui para virem ao Castelo para transarem com ele, e satisfazer suas taras sexuais das formas mais loucas e insanas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como o jovem Humano/Youko reagia a isto? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aceitava. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era a única maneira de continuar vivo que conhecia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E só. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aceitava. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo que seu Mestre mandava era como uma verdadeira Ordem – Total, Completa e Inviolável. Kurama tinha que satisfazê-lo de qualquer maneira ou jeito. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era para isto que vivia: para serví-lo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E mais nada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes ganhava alguns presentes... Como lhe ser permitido ver suas rosas preferidas através da imensa sacada do quarto especial, da qual podia ver os imensos jardins ao redor do castelo; passar uma noite maravilhosa – completamente sozinho neste mesmo quarto; ter seu corpo acariciado por mãos cuidadosas e diligentes... ou, até mesmo, receber carinho e delicadeza de seu Amo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qualquer coisa era recompensadora para aquele kitsune: ele não sabia mais o que era uma fora daquele castelo, ou sem as constantes torturas e violações de seu próprio corpo – sem recordações nenhuma de suas vidas anteriores, ou de pessoas que lhe fossem ou que lhe tivessem sido importantes, Kurama ia vivendo da única maneira que conhecia, e da qual achava que nunca vivera de forma diferente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O youko já não tinha mais memórias, lembranças... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passado e presente eram uma coisa só. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Suas recordações e lembranças se perderam no tempo, na tortura de uma subvida. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Destruindo tudo à sua volta, o trator da solidão passava, esmagando todos os seus sonhos e esperanças... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A existência de uma vida fora dali era uma pálida ilusão: uma miragem desfragmentada que invadia seus sonos quando menos esperava, porém, que nunca eram identificadas, pois haviam banidas por ele mesmo de sua mente, em um dia em que seu coração, completamente arrasado e desprovido de qualquer esperança de salvação, apagara todo e qualquer recordação de uma outra vida.... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não existia amor... carinho ou paixão, no castelo de Nazago-Sama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isto, Kurama aprendera a viver sem eles. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fim capítulo 6 &lt;br&gt;By Hakura Kusanagi &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continua... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/6037.html</comments>
  <lj:mood>crazy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/5763.html</guid>
  <pubDate>Sun, 27 Jun 2004 02:15:59 GMT</pubDate>
  <title>More..more!!!</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/5763.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Ok, baby,&amp;nbsp; a vida é boa, não p o Kurama é claro?! O Hiei sabe como tornar tudo pior do q já estava, será q ele nunca vai sacar onde o Nazago costuma educar a raposinha dele?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Enfim o capt 5 continua e a chegada de Hiei...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Chegada de Hiei... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Algo aconteceu neste maldito Castelo: não tem segurança?! Hn... Isso é ótimo: não preciso ficar procurando por inimigos, muito menos perdendo tempo matando youkais imbecis para entrar! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Achei um caminho excelente: os jardins dão para alguns dos quartos – quem sabe eu não ache uma janela aberta para entrar direto no interior do Castelo? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pulo por todas as árvores até encontrar uma aberta – uma estranhamente decorada com rosas vermelhas. Essa visão me deu uma enorme vontade de fazer algo ilógico, mas... vou faze-lo assim mesmo! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Arranquei uma rosa, uma bem grande e de um vermelho tão brilhante quanto o do cabelo de Kurama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que de repente a saudade dele aumentou mais ainda... Só que, dessa vez, junto com uma angústia esquisita?... Deve ser bobagem! Vou entrar aqui mesmo. Quem sabe... Quem sabe, se eu estiver certo, não o presenteio com ela, e retiro logo a Raposa daqui...?? Eu odeio este Castelo, odeio pensar que ele está aqui – seja por vontade própria... ou forçado!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei pulou para dentro do quarto escolhido. E viu algo que quebrou suas esperanças de que Kurama estivesse ali forçado... e que, de alguma maneira, ainda retribuísse seus sentimentos... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hã? Que porra é esta? Kurama, aqui??? Neste quarto maravilhoso??? Não pode ser: eu... eu estou vendo coisas!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O choque com a visão errônea de Kurama muito bem deitado na enorme cama, envolto em lençóis de cetim e num quarto perfumado de rosas abalou por completo Hiei: então... então... todas as suas esperanças eram... falsas? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todo aquele tempo... noites maldormidas, visões... pesadelos em que a vida dele estava em perigo... e a realidade era aquela, que nunca mais haveria de sair de sua mente?? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será possível que... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por todos os Deuses!! Ele entendera tudo errado... completamente errado??! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, não é mentira: é mesmo aquela raposa vagabunda, dormindo tranqüilamente numa cama... Completamente bem cuidado, cheiroso e perfumado!!... esperando por seu amante?? Foi por isso então que não senti o Ki daquele desgraçado? Ele está fora do castelo, é isso?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A dor de ter suas mais íntimas esperanças quebradas como um pedaço de vidro qualquer conseguiu jogar Hiei no fundo de um poço de dor, de amargura... e trouxe inesperadamente lágrimas aos olhos do pequeno Youkai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lágrimas que ele recusou-se a deixar cair... e que fizeram sua fúria subir aos limites. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;****************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os passos fortes de Hiei se aproximando da cama, acabaram acordando Kurama de seu sono. Ele se levantou, assustado, pensando se tratar de mais algum ataque traiçoeiro ou até mesmo de Nazago... mas seu sofrido coração quase parou de bater, ao ver quem estava à frente: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei! Hiei! Ele veio!! &quot; Kurama, enlouquecendo de alegria por seu amor finalmente ali, pensava logo na possibilidade de sair daquele inferno, de finalmente poder ser libertado de sua prisão, de Nazago, de tudo! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei?? Hiei!! Koibito, você está aqui, não acredito! Se soubesse de minha felicidade em vê-lo...Oh, Inari: pensei tanto em você nestes últimos dois anos... Você veio me buscar! Finalmente vai me tirar de minha prisão!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A alegria de Kurama era tanta, mas tanta, que a voz saía trêmula, quase que encoberta por lágrimas – um estado emocional tão forte, que sua mente não registrou a estranha falta de reação de Hiei, o qual continuava parado a alguns passos da cama, apenas olhando-o, distante, frio como uma pedra. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei, eu te amo! Está... tão bonito, e essa rosa... há tanto tempo não as vejo ou toco... é para mim?&quot; – um mar de esperança inundara os olhos verdes do jovem Humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quando, repentinamente, Kurama notou que alguma coisa estava errada: um arrepio gelado, acompanhado por uma sensação horrível de fatalidade o envolveu: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei? O... o que foi, Hiei? Por que... por que está assim?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Maldito Kitsune!! Então é assim que ficou durante esses anos??&quot; – a ira de Hiei explodiu, então. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que está gritando comigo? O que eu fiz?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sou mesmo um idiota, um imbecil!!, por acreditar que você poderia estar sendo usado - ou até mesmo preso... por Nazago!! Sabia que eu estava achando que você tinha sido forçado por ele, a fazer tudo aquilo naquela maldita festa, há dois anos atrás?? Sabia??! Mas não: na realidade, você está mesmo me traindo com aquele maldito Kairui!!&quot; – a voz de Hiei explodia de fúria, aos gritos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei, o que está falando? Eu não fiz nada... Pare de gritar!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei se aproximou de Kurama, encarando o maldito amante que tão friamente o traíra: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu achava que você poderia estar machucado, sofrendo... que era prisioneiro neste castelo... Mas era tudo mentira! MENTIRA!! Olhe só para você: continua o mesmo Youko vagabundo e prostituto de sempre!! Aposto que já deu para todos neste castelo, ganhando tudo o que puder: está maravilhoso como sempre, perfumado, e num lugar que tem tudo para você! E o imbecil aqui vivendo num verdadeiro inferno, como um louco, pois, na minha cabeça, não saía a idéia de que tinha que ter uma razão, um motivo para você ter agido daquela forma... Mas agora tudo tem uma resposta, não é mesmo?? Você se vendeu para Nazago!! Afinal, ele pode lhe dar tudo o que você, como ladrão, quiser... Diferente de mim, não é? Eu, um Koorime mestiço, renegado até pelos da minha própria raça, o que poderia lhe dar?? NADA! Eu não poderia lhe dar nada, além de meu amor: já Nazago pode lhe dar poder, e isso sempre foi tudo o que o que sempre quis, não foi, Youko?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei...?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não estou te entendendo, por que me fala isso? Eu... te amo... também! Não sabe que eu não o trocaria por Nazago, ou qualquer outro, NUNCA? Por que está me magoando assim? Por que... por que minhas palavras não saem?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;FALE!! DIGA ALGO!! Pelo menos NEGUE!!&quot; – o desespero de Hiei frente ao silêncio de Kurama era latente. Vendo que o ex-amante não negava nada, baixou os olhos rapidamente para a rosa solitária que ainda segurava numa das mãos: - &quot;Eu trouxe isto para você...&quot; – disse Hiei, como se para si mesmo, ainda pasmo com o fato da rosa ainda estar inteira, depois que seu próprio coração fora quebrado... completamente, dessa vez. Fazia tanto tempo assim, desde que a pegara, pensando em dá-la para o único ser que amara na vida? Ou tudo fora... apenas uma ilusão, feita por seu coração teimoso e solitário? –&quot;... mas agora sei que não precisava: agora, tem um jardim imenso, todo só para você, não é? FALE ALGO, imbecil... MALDIÇÃO!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que não consigo responde-lo? Por quê? As palavras parecem fugir de minha boca, presas como estas algemas no meu corpo... Oh, Inari: se ele entendesse!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;MERDA!! Pare de me olhar com esta cara e responda-me!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei estava furioso, gritando e gesticulava suas mãos, descontrolado, até que ele ergueu a mão, jogando a rosa no rosto de Kurama, despetalando-a com toda a força da sua fúria. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;BAKA!! Eu te odeio, Kurama!! Entendeu? Eu te ODEIO!!! Não te amo mais!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama olhou para aquelas pétalas esmigalhadas na sua frente, ao mesmo tempo em que uma gota de sangue escorria em sua face, resultante do corte de um espinho, e paralisou-se, sem reações: cessaram todos os gestos e falas... emudeceu. A rosa destruída no seu rosto; suas pétalas voando ao seu redor, caindo por sua causa... o fino fio de sangue que agora descia silenciosamente por sua face a imitar lágrimas – lágrimas que ele não conseguia chorar, mais... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por quê, Hiei? Eu te amo!! Você não pode me odiar... não tenho culpa!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;As pétalas caindo, tocando minhas mãos, a sombra negra em seus olhos, sua mão estraçalhando aquela pequena rosa, tão linda!... Ódio... Fúria... me destruindo, como fez com ela...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não existo mais?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;A voz... desaparecendo?! Quem é você?? Escuridão...! Memórias se fundindo e se perdendo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;...desespero... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não faça isso comigo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;...pânico... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não me tire o único meio de suportar a realidade...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;...agonia...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não tire de mim, a minha única razão de viver...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Solidão!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não me negue seu amor!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Dor...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você não é meu Hiei... Não é: ele jamais faria isso comigo... jamais me machucaria assim!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Morte...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pare, está me matando! Por favor, não me mate!... minha vida... sonhos... ilusões... correndo por um fio de realidade: escapando... sumindo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Tousan? Kaasan?? Onde estão quando preciso de vocês? Amigos?? Youko? Por que me abandonaram?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Negro... as rosas vermelhas voando por minha mente...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Rejeitado... esquecido...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Esquecer!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Esquecer?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;APAGAR!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;DESTRUIR!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Precisa parar de sofrer, Shuuichi: chega!! Ninguém merece ouvir e sentir isso! APAGUE... AMOR, deixe-o dormir... feche este botão de rosa... APAGUE-O ... ESQUEÇA-O dentro do coração... A alma precisa sobreviver!!... Negro...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Adeus, meu Hiei.. adeus....&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Adeus, Kurama... eu.. Estúpido kitsune! FALE, justifique-se!! Não pode, não é mesmo? Sabe que eu estou certo, não é isto? FALE, SEU DESGRAÇADO!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De repente, alguém parece ter escutado os gritos de Hiei, abrindo súbita e repentinamente a porta do quarto: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas... O que está acontecendo aqui? QUEM é você?&quot; – uma voz feminina invadiu o quarto, soando alta e nervosa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Shuuichi, o que houve?&quot; – uma outra, num tom mais jovem, soou quase junto à primeira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eram Sayaka e Sayara, que, ouvindo os gritos do corredor, invadiram o quarto... e se assustaram com a presença de um outro Youkai o qual nunca tinham visto antes, ali dentro; e com o olhar apagado e fora de realidade de Kurama: ele não esboçava reação nenhuma frente aos gestos do outro Youkai vestido de negro e de sua fúria desesperada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama permanecia estático, paralisado, sentado em meio aos lençóis na enorme cama, rodeado de dezenas de pétalas vermelhas, com a face em estado de choque. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elas correram em sua direção, afastando o Koorime de perto dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Shuuichi?&quot; – os olhos da jovem Sayara encheram-se de lágrimas, ao notar-lhe o estado de choque, completamente desligado do que quer que estivesse ocorrendo naquele lugar. –&quot;Shuuichi? Fale comigo, por favor!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Shuuichi? Fale comigo, ande!&quot; – ordenou, levada pelo medo, Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Quem são vocês? Aposto que são empregadas dele, não? Ou são outras amantes, outros brinquedos, com as quais ele se diverte??&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Meu Deus, quem é você?&quot; – gritou Sayaka, revoltada, ao tocar nas mãos de Kurama e senti-las frias como a de um cadáver. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei?&quot; – perguntou Sayara, sem nem saber o que lha dava tal certeza, ou o por quê de tal indagação lhe invadir a mente, chocando assim, tanto Sayaka quanto o próprio youkai. – &quot;É você, não é?&quot; – a jovem insistiu, diante a pequena platéia muda de espanto: - &quot;Mas... você... você não pode ser ele, não pode!! O Koorime de quem Shuuichi fala jamais agiria assim!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ah, então este maldito falou de mim para vocês... O que foi? Ele por acaso disse que eu era um estúpido, um imbecil, mais um idiota que acreditava ser amado por ele? Disse? Ou falou que eu era apenas mais um passatempo – um ‘brinquedo’ que ele não via a hora de jogar fora e trocar por outro? Que eu tinha caído direitinho em suas mentiras?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Cale-se!! Você está falando loucuras!!&quot; – Sayaka se aproxima de Shuuichi, levando suas mãos aos seus ombros, sacudindo-o, tentando faze-lo acordar, mas ele não reagia: os belos olhos verdes da cor de esmeraldas estavam completamente apagados... mortos. Agora, era ela, que não conseguia controlar o pânico: -&quot;Vamos, Shuuichi... Fale comigo, pelo amor de Deus! Acorde!!&quot; – sentindo-se levar pelo pânico cada vez mais crescente, gritou, virando-se para o outro youkai : - &quot;O que você fez a ele?? Por que ele está assim? Fale, desgraçado!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que eu fiz? HÁ!! Ele está assim porque não coragem de me enfrentar, nem às suas mentiras! Por que sabe que, se eu pudesse, eu o mataria, se isso me fizesse ter paz... EU TE ODEIO, Kurama!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;CALE A BOCA!! SAIA DAQUI!!! SAIAAA!!!!&quot; – gritou Sayara, tomando a frente da irmã, que ainda lutava para trazer Kurama à realidade, e, desesperada para que aquele louco – ele não poderia ser aquele a quem o jovem ruivo tanto amava... não podia!! – saísse dali, começou a gritar, histericamente: -&quot;GUARDAS!! GUARDAAAASS!!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;INTRUSO! INTRUSO!!&quot; – começou a gritar, também, Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não precisam me expulsar – eu vou embora daqui agora mesmo: já falei o tudo o que tinha para falar para essa raposa amaldiçoada!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num relance, Hiei desapareceu pela janela, no exato momento em que os guardas, liderados por Aiko e Naiuki apareceram, alertas: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que aconteceu aqui?&quot; – Aiko trovejou, entrando no quarto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Um... um intruso, Senhores!! Ele perturbou o escravo de Nazago-Sama...!&quot; – Sayara tentava falar, ainda com os nervos abalados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;É um Koorime! Um Koorime!! Vocês permitiram que ele entrasse no castelo... Agora, achem-no!!&quot; - ordenou Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Está nos dando ordens, Serva?&quot; – os olhos de Naiuki brilharam, perigosos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, Senhor!&quot; – rápida, Sayara respondeu, tomando a defesa da irmã. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;É bom, mesmo: nós vamos procurar esse intruso por todos os lugares... Nosso Amo não pode ficar sabendo disto, ouviram?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim,... Senhores...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os Guardas saíram de dentro do quarto dando o alerta para a caça de um Koorime dentro das muralhas do castelo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto isso, as duas irmãs tentavam, desesperadas, acordar Kurama daquele transe: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por favor, Shuuichi, fale conosco!! Reaja, por nós!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Somos nós, querido: Sayaka e Sayara... fale alguma coisa!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De repente, ele reagiu, como que acordando de um sono profundo, olhando-as de forma assustada, como se não entendesse o que estava se passando: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sayara? O que... O que houve? Por que estão tão desesperadas? Sayaka? Por que está chorando? O que aconteceu?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você... Você está bem? Está legal?&quot; – gaguejou Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;H-Hai, eu...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Jura? Por mim, Shuuichi? Jura?&quot; – insistiu a Youkai mais velha, quase sem acreditar que ele finalmente despertara daquele transe maligno. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, estou... Com um pouco de sono, mas... não estou entendendo vocês...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pelos Deuses, Shuuichi: você não viu aquele Koorime que estava aqui?&quot; – perguntou Sayaka, incrédula. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Era Hiei, não era, Shuuichi?&quot; – Sayara afirmou, mais que perguntou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Quem? Um Koorime??? Mas eu... eu não lembro de ter ninguém aqui.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Como não? Shuuichi, tinha um rapaz Koorime aqui no quarto sim, gritando e xingando-o de todas as formas!&quot; – se assustou Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Era Hiei, Shuuichi: seu Hiei, tenho quase certeza!&quot; – os olhos de Sayara estavam arregalados de medo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Desculpem, meninas, mas... não sei do que estão falando: não conheço nenhum Hiei; e, tão pouco, lembro de um Koorime me xingando aqui no quarto.&quot; – Kurama disse, como se estivesse duvidando da sanidade mental de ambas. Um outro youkai, ali, no quarto? Impossível: ele não vira ninguém! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por favor... Não fale assim, você o amava!! Não se lembra?&quot; – Sayara tinha os olhos cheios de lágrimas com o que estava vendo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não lembra? Foi ele quem lhe deu a pulseira do Dragão... Você não pode ter esquecido de tudo assim, Shuuichi: não pode!!&quot; – Sayaka tentava acabar com aquela loucura. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vocês estão se confundindo: não me lembro de nada do que estão falando.&quot; – agora era Kurama que não deixava de esconder um certo receio pelo que suas amigas estavam lhe dizendo – estavam enganadas, é claro: ele não conhecia nenhum Koorime, e muito menos uma pessoa fosse qual espécie fosse, chamada de ‘Hiei’. Só podia ser isso: um engano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Shuuichi, jure para mim: você está bem?&quot; – Sayaka fazia mais uma tentativa de entender aquela loucura. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, eu disse; só estou com sono, mas, quanto a isso, eu posso resolver: só preciso mesmo dormir um pouco... Afinal, preciso estar preparado para meu Amo, Nazago-Sama, quando ele chegar, mais tarde.&quot; – disse, com a maior naturalidade do mundo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As Youkais se entreolharam, sem entender o que acontecia com ele: Kurama, aceitando o fato de ter se ‘preparar’ para receber Nazago? Como se aquela coisa fosse a mais natural para ele? Impossível!! Pelos Deuses, o que acontecera dentro daquele quarto, durante aqueles poucos minutos? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quase como que se tratando de cuidar de um doente, Sayaka pegou-lhe uma das mãos, e, delicadamente, o puxou para os travesseiros: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Venha, querido: fique aí e durma, um pouco... Vamos, precisa dormir.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Si-Sim, isso mesmo, irmã: ainda temos muito tempo, até Nazago-Sama voltar, Shuuichi-San, pode ficar tranqüilo.&quot; – Sayara tratou de tranqüilizar o Humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim...&quot; – Kurama fechou os olhos e dormiu tranqüilamente, quase que de imediato, enquanto as duas irmãs puxavam as cobertas até seu queixo, cobrindo-o, para, depois, vendo-o finalmente adormecido, voltarem-se uma para a outra, horrorizadas com o que tinham visto... e ouvido. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você... Você ouviu aquilo, Sayaka? Ele disse que...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Sayara... Acho que ele finalmente se esqueceu.&quot; – a compreensão pela imensidão da dor que devia estar dentro do frágil ruivo era tanta, que Sayaka sentia uma vontade quase incontrolável de chorar, uma vez que tinha testemunhado a morte de todos os sonhos... e esperanças de salvação, de Kurama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Acho que foi por causa daquele pequenino, eu...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pois eu não tenho dúvidas, irmã: provavelmente aquele Koorime era Hiei, sim... e, com as terríveis palavras que ele falou, acabou matando, sem saber, a última chance de salvação do Kitsune que ele tanto luta para deixar de amar...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ele... ele estava tão furioso, Sayaka! Dava até para sentir medo, dele. Será que...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Imagino o porquê: ele deve ter vindo aqui com o intuito de ver como Shuuichi-San estava, ou, até mesmo, salva-lo... Mas aí, viu Kurama bem desta maneira – vivo, bem cuidado, instalado num quarto de sonhos – e, logo, pensou que ele realmente o traía... Mas... ele entendeu tudo errado, percebe? Tudo errado!! Kurama o ama com loucura - tanto que, se até hoje se submete ao nosso Mestre, é por que quer salvar-lhe a vida, não importando com o que terá que fazer ou se submeter, para isso - e deve ter ouvido algo que o abalou a tal ponto, que o fez entrar em choque!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;... e acabou se esquecendo, apagando de sua mente seu amor... Se isto realmente ocorreu, eu não imagino o que possa vir depois, irmã: ele pode começar a esquecer de sua família, amigos, e até dele mesmo! Oh, Sayaka: eu tinha tantas esperanças que ele não sofresse o mesmo que nós, que não acabasse perdendo todas suas lembranças, todas suas memórias... sua humanidade!! Que ele haveria de conseguir lutar até o fim!!&quot; – Sayara terminou, entre lágrimas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ah, irmã: vai ser horrível!! Sem a proteção de seu amor por Hiei no coração, ele não tem mais nada na vida que o prenda à realidade... Nada. Ele estará pronto para se tornar um escravo perfeito, para nosso Mestre., uma vez que perdeu todo seu contato com sua parte humana: agora, só restará a animal, que haverá de lutar pela sobrevivência... de todas as maneiras possíveis - e, se a única maneira de sobreviver for se transformando em um escravo completo, totalmente domesticado em todos os sentidos, para nosso Mestre, ele será, com certeza.&quot; – Sayaka fechou os olhos, enquanto embalava a irmã soluçante nos braços, e, dentro de seu coração, começava a orar pelo que se tornaria o inferno em vida do jovem que dormia placidamente, na cama ao lado de ambas. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;********************** &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago-Sama chegara de sua viagem, e estava a esperar, sentado à mesa do enorme Salão principal, para jantar, junto com ele, seu convidado especial: Kurama &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este acabava de entrar no salão acompanhado de duas youkais, e os guardas que protegiam o Mestre, o encararam friamente, enquanto Nazago observava o kitsune se sentar numa das cadeiras daquela enorme mesa, repleta de comida para todos os gostos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui estava arrumado como sempre, com suas vestimentas negras de seda e ouro, a dar-lhe a aparência de um verdadeiro Rei ou Imperador. As servas os serviam, enquanto o Amo conversava com Kurama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você está extremamente bonito hoje, meu escravo. Meus parabéns, Sayaka e Sayara: vocês cuidaram muito bem dessa raposa.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Obrigada, Senhor: Fizemos o possível para deixa-lo ainda mais lindo do que já é.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isto é bom. Sirvam-nos.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As irmãs o serviram, indo servir, então, o jovem humano. Nazago comia observando as mexidas dos talheres no que Kurama dava no prato, sem comer absolutamente nada que estava nele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que foi? Não está com fome, raposa? Ou não é do seu agrado?&quot; – a voz estava com um interesse frio. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nada disto, meu Senhor... Eu... gosto desta comida.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Se é assim, por que não a come? Alimente-se. Não devia recusar minha boa-vontade, quando eu tão... raramente a demonstro, escravo. Os dias passados no calabouço devem ter sido duros para você, não? Não é mesmo, soldados?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Claro, Senhor Nazago-Sama!&quot; – concordou Naiuki. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Este escravo suportou muito bem o castigo de passar de uma semana preso e isolado, no calabouço, Amo.&quot; – explicou Aiko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isto é bom... então, ele é realmente muito forte: meu escravo preferido consegue suportar uma semana trancafiado num cubículo perdido em escuridão e frio, sem falar com ninguém! Você é ótimo, escravo: por isto, o amo tanto. Agora, para seu bem, alimente-se, Kurama. É uma ordem.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, eu... vou comer, senhor...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Humano/Youko começou a colocar algo na boca, então, mastigando e engolindo obedientemente como seu Amo mandara, uma parte da comida. As irmãs ficaram tensas com aquilo, esperando, a qualquer momento, alguma reação por parte do organismo do kitsune. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas os minutos foram se passando, e nada aconteceu. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tal atitude – de servidão imediata – agradou Nazago, tão acostumado a ver aquela raposa resistir até o fim a tudo, mas, ao mesmo tempo, deixou-o intrigado com aquilo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Como está obediente, escravo: comeu tudo direitinho!&quot; – seus olhos cinzentos não escondiam um brilho mordaz, e sua voz, estava carregada de ironia e sarcasmo: - &quot;Boa raposa. O que andou fazendo durante essas duas últimas semanas sem ninguém para lhe forçar a nada?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta do kitsune não veio. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua face empalideceu subitamente, e seus olhos fecharam-se, num esgar de dor; as mãos que estavam apoiadas na mesa repentinamente empurraram prato, talheres, louças e tudo o mais próximo a ele para o chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O barulho da louça se quebrando no solo, seguido de um grito agudo de dor vindo de Kurama, assustou a todos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que está acontecendo?&quot; – Nazago se levantou, perguntando aos gritos, ao ver Kurama perder os sentidos e escorregar de cima da mesa, indo em direção ao chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago levantou-se e foi parar rapidamente ao lado de Kurama, segurando seu corpo antes que caísse no chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele o segurou nos braços, deixando sua cabeça cair em seu peito, os olhos verdes definitivamente já selados, a face completamente branca, os lábios soltando longos gemidos, as mãos se contraindo por sobre o estômago, o corpo todo tremendo e suando frio, sem parar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Kurama!! Escravo, o que houve? O que está sentindo?&quot; – Nazago perguntou. Kurama só gemia, em resposta. – &quot; O que aconteceu aqui, servas?! ME RESPONDAM!! O que está acontecendo com ele?? Por que ele está assim??&quot;- O Kairui reagiu, aos gritos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As duas irmãs se calaram, abaixando a cabeça, apavoradas, sabendo-se vítimas do olhar assassino dos dois guardas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Respondam-me... ou MORREM!!&quot; – foi a ameaça final. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;É porque... Senhor, porque ele... ele está sem comer por três semanas.&quot; – Sayaka corajosamente decidiu revelar tudo: jamais deixaria Shuuichi sofrer por suas faltas mais do já sofrera. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O quê?? Por quê?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Porque...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;... não permitiram que ele comesse, Senhor!&quot; – Sayara completou, seguindo o exemplo da irmã mais velha. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;COMO NÃO? O castigo foi de apenas uma semana! E mesmo assim, eu dei ordens para que ele fosse alimentado!!&quot; – Subitamente Kurama teve uma séria convulsão causada pela dor fortíssima em seu estômago, e seu corpo passou a tremer de tal maneira que o pano de suas roupas acabou caindo dos seus ombros pálidos, deixando aparecer, à vista de todos, as faixas e ferimentos roxos de seus ombros, peito e braços. – &quot;O que é isto?? Por que ele está ferido?? O QUE ANDARAM FAZENDO COM MEU ESCRAVO NA MINHA AUSÊNCIA??? DIGAM O QUE ESTÃO ME ESCONDENDO!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor, ...&quot; – elas olharam para os guardas e prosseguiram: -&quot;... seu escravo ficou três semanas no calabouço: sem comer, e...&quot; – sussurrou Sayara, sendo completada por Sayaka: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;... e sendo açoitado e espancado por seus guardas pessoais, Senhor.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;COMO?! Aiko, Naiuki!!!! QUEM LHES DEU ESTE DIREITO??&quot; – Enfurecido, Nazago voltou-se para seus guardas, que recuaram, apavorados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, Senhor!! É MENTIRA!! Elas... Elas estão mentindo!!&quot; – Naiuki gritou, tremendo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isto mesmo: o Senhor não pode estar acreditando nelas!! Nós nunca o trairíamos, Nazago-Sama!!&quot; – Aiko tentava defender a ele e a cúmplice. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;OLHEM COMO FALAM COMIGO!!! EU SOU O SENHOR DE VOCÊS!! RESPEITEM-ME!!&quot;- Trovejou o Kairui, aproximando-se rapidamente dos dois, completamente enfurecido, incontrolável: -&quot;COMO me pedem para não acreditar no que meus próprios olhos vêem?? COMO me pedem para não enxergar as provas que tenho em frente aos meus próprios olhos?? COMO me pedem para não ver as marcas que deixaram em meu escravo preferido?? ME DIGAM: COMO?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor: é a nossa palavra contra a delas! Nós...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;CALEM-SE!! A palavra delas é mais confiável que a de vocês, traidores!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso nunca!! Elas são serviçais estúpidas!! Não mais que meras escravas!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;CALEM-SE!! EU as coloquei tomando conta de meu melhor escravo unicamente porque confio nelas! Nunca me desapontaram: elas cuidam e tratam dele como ele merece... e de acordo como MINHAS ordens!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas senhor, nós somos seus chefes de guarda!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;E nós... nós sempre obedecemos suas ordens, Senhor!! SEMPRE!!&quot; – Aiko gritou, reconhecendo o prazer de matar no fundo dos olhos do seu Mestre. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sempre, Aiko? É mesmo?? Tem certeza disso?&quot; – a voz de Nazago era carregada veneno: -&quot;Qual foi a Ordem que lhes dei, antes de sair daqui? Consegue lembrar-se?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu... Era... Que nós...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Era a de que vocês o colocassem no calabouço... e o deixassem lá por uma semana. Apenas uma, foi a minha ordem! E o que fizeram?? Deixaram-no lá por três semanas inteiras, sem comida ou água; divertiram-se espancando-o e torturando-o como se vocês tivessem esse direito; enganaram-me, e ainda se deixaram levar pela reles ilusão de que eu não haveria de descobrir o que fizeram?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Na-Nazago-Sama, nós...&quot; – Naiuki tentou falar alguma coisa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que esperavam?&quot; – a voz do Kairui trovejou pelo salão: -&quot;Que eu não fosse capaz de ver... de perceber o que aconteceu?? Ou que eu haveria de lhes dar os parabéns pelo o que fizeram?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;N-Não, Nazago-Sama...&quot; – Aiko lutava desesperadamente contra o medo da morte. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;É isso? Esperavam que eu os parabenizasse por terem quase matado meu escravo preferido?&quot;- a ironia cortante na voz do Kairui cortava o ar como uma faca. – &quot;O escravo o qual eu proibi a qualquer um de tocar... a não ser eu mesmo?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor, nós...&quot; – ambos os youkais sentiam o frio da morte envolvê-los, aterrador... e asfixiante. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não me interessam suas desculpas vazias: a punição de vocês dois pela desobediência será... a MORTE!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nazago-Sama, não!! Deixe-nos explicar!!&quot; – ambos os Youkais gritam, desesperados, sentindo um súbito aumento de energia ao redor, enquanto o corpo de ambos eram tomados pelo mais puro terror. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ninguém desobedece minhas ordens... MORRAM!!&quot; – Implacável, Nazago manifesta então o poder de seu Youki, e, com uma simples, porém devastadora rajada de energia, extermina os dois youkais, destruindo seus corpos, estraçalhando-os em milhões de pedaços, que se espalharam para todos os lados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impassível, como se nada tivesse acontecido, ele volta-se calmamente para as irmãs e fala: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Que isso sirva de lição para todos que tentarem me enganar. Acho que vou precisar de novos guardas.&quot; – e, abaixando-se para pegar no colo a carga preciosa que as duas irmãs tinham em suas mãos, continuou: -&quot;Eu vou levá-lo para o quarto, e cuidarei dele. Sozinho. Não quero que me incomodem... durante três dias.&quot; – Voltando um pouco a cabeça para trás, dirigiu-lhes seu mais gélido olhar: -&quot;Fui claro?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Si-Sim, Amo...&quot; – conseguiu murmurar Sayara, ainda chocada com o que vira acontecer ali, nos últimos minutos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe, Mestre.&quot; – garantiu Sayaka, engolindo em seco. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;****************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hã? Onde... estou??&quot; – Kurama murmurou, abrindo aos poucos os olhos, movendo as mãos nos lençóis. Ainda com a visão turva, ele olhou à sua volta e percebeu que estava novamente no quarto de antes; e seu corpo, coberto apenas por um kimono. Vagarosamente, o jovem ruivo vira o rosto, movendo-se na cama, e surpreso, avista Nazago, dormindo profundamente &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Levado pelo susto de ver o poderoso Kairui tão próximo, Kurama prende a respiração, temendo acordá-lo e ser vítima de mais abusos. Porém, de acordo com que os segundos passam, o humano sente-se um pouco mais seguro. Sua mente parece estar estranhamente envolta em brumas, como se estivesse acordando de um longo sono... Notando estar livre da eterna Coleira de Contenção no pescoço, pensou: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Estou livre... parece que meu Mestre me soltou hoje, enquanto dorme. Por que me sinto tão leve, tão... estranho? &quot; – voltando um pouco em direção a um lado do quarto, Kurama vê a beleza do dia que acabara de nascer. –&quot;Esta manhã está tão bela, e... o que é aquilo?&quot; – Kurama avista na janela as trepadeiras de rosas vermelhas, que logo chamam sua atenção, fazendo-o levantar da cama sem ao menos sentir. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parecia que o brilho dos raios de sol batendo nas pétalas das rosas o haviam hipnotizado, fazendo a raposa ficar completamente estático frente à janela durante longos minutos, para, então, subitamente, mover-se, como ainda que em transe, tentando alcançar aquelas rosas tão lindas, que pareciam estar mais próximas, mas que, na realidade, estavam perigosamente distantes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impossibilitado de ir mais em frente, Kurama sentiu o peito apertar-se de angústia: trêmulas, as mãos começaram a estender-se desesperadamente para pegar pelo menos uma das rosas; isto o fez manifestar inconscientemente seu You-ki, aumentando o crescimento dos galhos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Era uma louca vontade de tocar aquelas rosas: uma necessidade que nem ao menos ele sabia dizer de onde vinha... Talvez, porque lhe houvessem tirado aquele presente duas vezes, ou quem sabe, porque aquela pequena planta significasse um passado, seu amor; sua realidade agora perdida... poderia ser isto e muito mais; mas não importava qual era a resposta: Kurama queria unicamente pegá-la, nem que para isto tivesse que gastar todo o seu Ki, inconsciente, se esforçando ao máximo para que este saísse de seu corpo e obedecesse ao seu comando. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago acabou acordando com a energia do kitsune, que se espalhara pelo quarto, trazendo uma aura energética ao lugar: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que pensa que está fazendo? Não! Não, escravo!!&quot; – ele gritou, se levantando rapidamente da cama e correu em direção ao Humano, prendendo-o pelos braços, começando a conter seu You-ki o mais rápido possível: Kurama começa a ficar enfraquecido pelo gasto excessivo de You-ki, e, angustiado, tenta libertar-se: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não! Por favor, meu senhor: eu preciso delas, deixe-me... tenho... tenho que tocá-las! Preciso fazer isto, por favor, eu...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não!!&quot; – o Kairui aumenta ainda mais a força, dominando-o, impedindo-o de reagir mais rapidamente: -&quot;Pare de gastar seu You-ki, Youko: você não está preparado para isto, pode ficar... pode morrer!! Pare com isto agora, escravo: É uma ordem!&quot; – comandou o Kairui. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas Senhor... eu... eu ... quero...pegá-las, eu... quero... por favor... por favor...&quot; – Kurama não suporta o esforço, e suas pernas cedem, fazendo-o cair de joelhos no chão, de fraqueza. Nazago o segura entre os braços e o consola: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que isto? É apenas uma rosa: por que fazer todo este esforço por ela? O que ela tem de tão importante, escravo? O quê?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu a quero, eu... ela me lembra...&quot; – ele começa a chorar, as lágrimas descendo-lhe, rápidas, pelo rosto, a voz alquebrada por soluços, revelando um sofrimento que o estava matando por dentro: -&quot;... alguém... alguma coisa... antiga!&quot; – a voz de Kurama revelava uma vulnerabilidade igual à de pessoas que tem suas mentes e vidas apagadas por meio choques terríveis: - &quot;... tanto tempo sem senti-las... tocá-las... tiraram de mim... não faça isto de novo, Senhor... eu lhe imploro...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pare de chorar. De quem quer lembrar? De seu amante, por acaso?&quot; – as palavras ferinas de Nazago invadiram a consciência de Kurama, desnorteando-o mais ainda. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Quem? Amante...?? Não sei do que o senhor está falando...&quot; – a voz mostrava o espanto pela acusação do youkai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cínico, Nazago levanta-se, dizendo: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu vou lhe trazer uma das rosas que você tanto quer... e você não falará isto, com certeza.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui trouxe então uma rosa vermelha com sua energia, entregando-a em suas mãos. O Humano/Youko a segurou entre seus dedos e aspirou profundamente o perfume, deixando as lágrimas descerem por sua face. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que me diz? Está feliz agora?? Não vai falar de seu amor, de tudo o que era bom entre vocês?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama ergueu o rosto e encarou o imponente youkai à sua frente com a face ainda molhada de lágrimas, num retrato fiel de inocência: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu... estou muito feliz, meu senhor... Muito obrigado! Mas... não sei de quem o senhor está falando: que amor?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ah, não sabe? Estou falando do mestiço Koorime que você sempre amou, e pelo qual só aceitou se submeter a mim para salvar-lhe a vida: Hiei.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei?&quot; – Kurama estranhou o uso novamente daquele nome. –&quot;Por que falam tanto dessa pessoa? Eu... nem sei quem ele é, meu senhor.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não se lembra dele?&quot; – Nazago estreita os olhos cinzentos, astuto: -&quot;Me diga: quem... ou o quê essa rosa lhe faz lembrar?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem entender o que está acontecendo em seu próprio coração, Kurama sente-se perdido e, vulnerável, responde: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não sei... eu.... ela me faz bem à alma... e... perdoe-me, Nazago-Sama, mas eu... eu estou me sentindo estranho... com sono... cansado...&quot; – Kurama começa a falar frases soltas, desconexas, enquanto parece estar perdendo os sentidos: -&quot;... eu a tenho...! ... é tudo o que eu queria... há muito tempo. Não quero que a tirem... de mim, novamente... por favor, meu Senhor... não... me...&quot; – Kurama apaga, então, inconsciente, nos braços de Nazago, sem soltar a pequena rosa vermelha. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Então... você se esqueceu de Hiei, não é?&quot; – o ar de vitória no rosto do Kairui era algo sinistro: -&quot;Eu lhe disse que isto aconteceria, um dia, não importava o quanto você lutasse: eu – e apenas eu, Kairui Nazago, haveria de ser o dono de sua alma... E consegui!! Infelizmente, o mérito não foi meu: alguma coisa aconteceu, e você mesmo se encarregou de apagá-lo de sua mente...&quot; – Com um sorriso de vitória nos lábios, o youkai passa levemente os dedos pela face adormecida e suavemente desprotegida do kitsune, continuando: -&quot;Mas isso não me importa: Hiei agora lhe perdeu para sempre! De hoje em diante, só eu vou ter seu amor, Kurama... Você será meu eternamente!! E não admitirei ninguém mais em meu caminho... Ninguém!!&quot; – Vendo o jovem se mover inconscientemente nos seus braços ao escutá-lo, o Kairui sente um frêmito de êxtase percorrer-lhe a espinha: -&quot;Sim, meu doce e querido escravo: durma... e descanse bem. Pois agora você não ficará mais sozinho: eu trarei seus companheiros para você... HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!&quot; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;********************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fim do Capítulo 05 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continua ; ___ ; &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/5763.html</comments>
  <lj:mood>energetic</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/5426.html</guid>
  <pubDate>Sun, 27 Jun 2004 02:11:16 GMT</pubDate>
  <title>Boazinha</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/5426.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Aqui vai mais uma parte da fic, espero q novamente tudo funcione, O CAPT 5 é um pouco maior e o Kurama não vai parar de sofre, o Hiei é q demora p cair a ficha..coitado! ¬¬&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O Amor Nunca se Esquece &lt;br&gt;Hakura Kusanagi &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Capítulo 05 &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Já se passaram um ano e oito meses que não vejo aquela maldita raposa... Droga!! O pior de tudo é que continuo contando as horas, os dias, as semanas... os meses que passo sem ele... Como posso?? Por quê??? Eu ainda sinto algo por ele – se fosse fácil esquecer de seu cheiro e carinho, eu teria esquecido, é lógico! Mas não dá, não consigo!! Todas as noites sinto seu coração batendo ao meu lado, ouço sua voz me chamando... Não consigo mais dormir... Consigo até sentir os arrepios de quando ele me tocava.... MERDA!!! Isso é horrível!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;E justo hoje resolvi voltar para o território onde fica aquele castelo: tive um sonho péssimo com Kurama... – algo do tipo &quot;pesadelo de último nível&quot; do Makai. Não sei porquê, mas não consigo tirar da cabeça que Kurama jamais agiria daquela forma normalmente... E estes malditos pesadelos estão quase a me enlouquecer! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Estou preocupado com isto... Ele pode estar sofrendo com Nazago... Nazago, aquele filho-da-mãe tinha que ter um caso justamente com meu amante!?! Depois de nossa luta, eu o odeio mais do que tudo: não posso acreditar que aquele Kairui conseguiu conquistar uma raposa como o Youko... Não! Ele é um cretino, um mau-caráter, um assassino traidor: aquele desgraçado não presta, e isso não irá mudar! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Mas tenho que me encontrar com aquele Youko, tenho que tirar essas coisas a limpo; me livrar desses pesadelos infernais para sempre! Quem sabe se, eu chegando de surpresa, poderei pega-lo sem Nazago, e ver com meus próprios olhos como está sendo tratado... Preciso fazer isso. Preciso fazer - Por mais que me doa, tenho que ir vê-lo... Pois, se eu não fizer isso, jamais terei paz.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;********* &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Hiei teria suas suspeitas confirmadas, caso tivesse chegado a ver os eventos ocorridos uma semana antes, no castelo de Nazago... mas, infelizmente, o destino quis que o Koorime chegasse atrasado. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;*************** &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Castelo de Nazago – Três semanas antes da chegada de Hiei: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama estava comendo, depois de ter feito toda a sua carga de serviço diário no castelo. Sozinho, isolado dos outros escravos que estavam no enorme salão, como sempre, comia calado, sem que ninguém pudesse conversar com ele, sob pena de ser torturado e morto pelos soldados, de acordo com as ordens de Nazago. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Era tão triste ver alguém como ele abatido, magoado... e sozinho daquela forma... As algemas, correntes e Coleira em seu corpo não só haviam prendido seu corpo na forma de Shuuichi, como também haviam aprisionado uma parte de sua alma; seus desejos e seus sonhos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aquele lugar tão fétido, estava repleto de míseros animais que rodeavam-no, quase que tocando seu prato. Como se tivesse percebido apenas naquele momento o quão ousadas se tornavam suas &quot;companhias&quot;, ele afastou um pouco mais o prato, colocando-o longe deles, e tornou a mexer novamente em sua comida: Kurama ficava revirando-a para todos os lados, sem leva-la à boca. Já estava há longos minutos assim, perdido em seus próprios pensamentos, desiludo com sua vida. Se ele fingisse estar engolindo algo, pelo menos os guardas o deixariam ali, em paz. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas alguém também o percebera assim. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Na verdade, não só uma pessoa, mas sim, duas: Sayara e Sayaka. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Elas tinham notado o olhar vago e inexpressivo do Youko/Humano; aquela face voltada para o prato, porém sem nada ver, deixava transparecer um ar tão melancólico que as deixaram igualmente tristes. As duas haviam se tornado companheiras – e amigas – do kitsune, e se preocupavam com o que se passava com ele: mais de um ano, incitando-o a prosseguir sua luta sem fim. Observando-o daquele jeito, elas resolveram então trazer algo animador ao jovem humano – quem sabe ele não sorrisse?? &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Shuuichi, está tudo bem?&quot; – perguntou Sayaka, aproximando-se do kitsune, depois de enganar os guardas habilmente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O que houve? A comida não o agradou?&quot; – Sayara, como sempre, preocupando-se com sua magreza. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não, eu estou bem, sim, Sayara: não foi a comida... Na verdade, eu nem a toquei.&quot; – ele respondeu, largando os talheres cuidadosamente na mesa, e apoiando o rosto com as mãos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Por que não? Tem que parar de fazer greve de fome, se não vai acabar passando mal... e morrendo!&quot; – impacientou-se Sayaka. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Alimente-se, Shuuichi... Por favor!&quot; – pediu Sayara. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Desculpem-me, amigas, mas eu não consigo colocar nada na boca... que dirá engolir.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Faça um esforço. Está tão abatido assim?&quot; – Sayaka, como mais velha, entendia mais as reações oriundas do kitsune. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não... ou melhor, estou...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Saudades?&quot; – Novamente, Sayaka, bem mais perspicaz, colocara o dedo na ferida. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, muitas.&quot; – ele respondeu, sussurrando. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;De quê, tanto, Shuuichi-San?&quot; – Sayara perguntou, uma vez que em sua mente, havia tantos bloqueios referentes às suas próprias memórias. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Tudo; de toda minha vida fora daqui... Olhem só para mim: preso e acorrentado, sem poder ver ou sentir a beleza lá fora... quando saio, é apenas para caçar... Às vezes penso que minha humanidade se esvai cada vez mais, a cada dia que passa... Começo a esquecer de coisas tão... normais para mim: lembranças, nomes... as palavras já quase não saem de meus lábios, eu... já não sei mais o que é sentir o brilho, a beleza e o perfume de minhas plantas... meu ki já está quase todo drenado, eu... Nazago-Sama está conseguindo que...&quot; – repentinamente ele pára, e fecha os punhos com força: -&quot;Vejam isso: já não consigo mais sequer falar o nome dele sem colocar &quot;Senhor&quot;, &quot;Amo&quot;, ou outra coisa!!&quot;- explode. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As duas irmãs calam-se, sábias. Sabem que, no fundo, seu Amo e Senhor está conseguindo, cada vez mais, &quot;educar&quot; seu escravo preferido... e que, por mais que Kurama estivesse a lutar, sua derrota era apenas questão de tempo, uma vez que o próprio Nazago jamais deixara de conseguir &quot;domar&quot; escravo nenhum seu. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Refeito do ataque de raiva, Kurama apenas pára de falar, abaixa a cabeça e fixa o olhar amargurado na pequena pedra presa na boca do Dragão. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Oh, Shuuichi... Vamos, se anime! Trouxemos algo que vai gostar, veja!&quot; – empolgou-se Sayara. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim. Foi difícil, mas a tiramos do Jardim, e a trouxemos para você!&quot; – Sayaka confirmou. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O quê? Do que estão falando?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sayara retirou do meio de uns tecidos de sua roupa, uma rosa vermelha maravilhosa, levando-a à frente de Kurama, que a pegou, ainda assustado com tão esplendorosa beleza. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Você gostou?&quot; – Sayara, impaciente, perguntou. – &quot;Afinal, você só fala delas, não é mesmo?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Por Inari, ela é linda! Há quanto tempo não toco ou vejo uma flor dessas?? Senti falta de seu perfume e beleza...!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Realmente, ela é linda... assim como você.&quot; – Sayaka comentou, olhando fixamente o ruivo à sua frente. Notando seu embaraço, continuou: - &quot;É uma das mais belas rosas que já vi nascendo no Jardim de nosso Amo.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Mas tem que tomar cuidado: se algum dos guardas o pega com ela, provavelmente...&quot; – Sayara não pôde continuar a frase: um dos guardas, notando a ausência de ambas, e desconfiando do fato de Kurama estar de costas, acabara de aparecer... e os flagrara no ato. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O que é isto, escravos?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Nada, Senhor!&quot; – tentou esconder Kurama. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Este nada me parece com uma... rosa!!&quot; – surgiu outro Guarda, por trás de Kurama, que o olhou assustado, tentando esconder a rosa em algum lugar – &quot;Sabem muito bem o que acontece com quem pega flores do jardim do nosso Mestre... e as traz para o escravo de nosso Mestre Nazago: o castigo é o calabouço!!!&quot; – O Youkai grita, ameaçando as irmãs. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não, Senhores... Por favor, lá não!!&quot; – Sayara, apavorada, grita. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Perdoem-nos!! Só queríamos ajuda-lo!&quot; – Sayaka tenta controlar o pânico. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não devem falar com este escravo – sabem bem disso!! Nosso Amo tinha feito uma exceção para vocês... mas agora, uma vez que até roubaram de nosso Mestre em favor dele, ambas passaram dos limites!!&quot;- a repentina aparição de Aiko apenas confirmou a suspeita de que ambas vinham sendo vigiadas pela guarda de Nazago. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Mas Senhor, a culpa não foi delas!! É minha, eu pedi!!&quot; – Kurama tentou protege-las, mas um repentino tapa na cara o levou ao chão, ao mesmo tempo em que teve a rosa arrancada de suas mãos à força. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Isto aqui não pertence a este lugar!&quot; – disse o agressor . &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Destrua-a, Naiuki!!&quot; – incentivou Aiko, contente ao ver o cúmplice. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Com prazer!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não! Não! Por favor, senhores, não!&quot; – Kurama implorou, erguendo as mãos na direção dos soldados, mas nada adiantou: Aiko o chutou, no estômago, jogando ao chão, enquanto Naiuki esmagava a rosa com um pé. Kurama olhou tristemente, mas esqueceu-se rapidamente da flor para proteger as amigas da sanha dos Guardas, e se colocou na frente delas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Saia da frente, Raposa idiota! Elas serão punidas por seu roubo ao nosso Mestre!!&quot; – ameaçou Aiko. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não! Eu imploro, Senhores: façam comigo o que iriam fazer com elas! A culpa é minha! EU pedi a elas para trazerem uma rosa para cá!! Levem-me para o calabouço no lugar delas... Por favor!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não: elas devem pagar pelo que fizeram!&quot; – Naiuki reafirmou, agarrando Sayaka por um dos braços. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Por favor, Shuuichi: não nos proteja! É a você que eles querem!!&quot; – Sayaka gritou, entendendo tudo, finalmente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Cale-se, escrava!!&quot; – Naiuki deu-lhe um violento tapa no rosto, furioso por ter tido sua vingança descoberta. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;SAYAKA!!&quot; – gritou Sayara, aos prantos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;A CULPA É MINHA: LEVEM-ME, JÁ DISSE!!&quot; – Kurama gritou. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Todo aquele rebuliço foi escutado por uma determinada pessoa que passava por ali: seus ouvidos aguçados identificaram logo o que poderia estar acontecendo, e, rápido, adentrou no imenso Salão onde aos escravos eram permitidos fazerem suas refeições, sua voz trovejando em ordens para seus guardas: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;CALEM-SE!! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI, SERVOS?? Aiko, Naiuki??&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Na-Nazago-Sama?&quot; – ambos olharam assustados para seu Senhor. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O tempo pareceu parar por um segundo - a repentina aparição de Nazago em pessoa no Salão pegara a todos de surpresa. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Des-desculpe-nos, Amo!! Mas o problema aqui são estas escravas malditas! Elas quebraram as regras!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Que regras, Naiuki?&quot; – a voz agora gélida de Nazago cortaria até pedras. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Senhor, as duas servas, Sayaka e Sayara, quebraram a regra de silêncio, em relação ao kitsune, além de invadirem seus jardins e roubarem uma rosa para trazer ao seu escravo, meu Amo... Agora, ambas estão se recusando a irem para o calabouço.&quot; – explicou Aiko. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Isto mesmo, Mestre: elas estão se recusando... e Kurama quer ir seu lugar, senhor.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O olhar gélido de Nazago percorreu os guardas e as escravas, até se fixar, por último, na figura de Kurama. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Por favor, meu senhor: eu lhe peço, deixe-me cumprir o castigo pertencente às duas... A culpa foi minha, eu assumo, senhor.&quot; – Kurama implorou, ajoelhando-se à frente de Nazago. Beijou-lhe então suas mãos, delicadamente, e tornou então, a olha-lo, com os olhos verdes. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nazago-Sama reagiu, levantando, com uma das mãos, o kitsune, fazendo-o ficar de pé ao seu lado. Silencioso, observou seu rosto minuciosamente durante longos segundos, até que, com um dedo, ergueu sua face, e, satisfeito com o que viu, voltou sua fala, agora suave, a ele; seus olhos cinzentos procurando os verdes da Raposa, encarando-os firmemente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Então você quer mesmo pagar a punição das servas?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, senhor.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Senhor, ele vai engana-lo!&quot; – gritou Naiuki. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Cale-se, servo! Meu assunto é com ele.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, senhor, Nazago-Sama.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Todos olharam para os dois, tentando entender a reação do Kairui. Este, parecendo completamente indiferente aos demais, acariciou os cabelos ruivos e longos de Kurama, e tocou sua face. As irmãs se entreolharam, se preocupando com o poderia acontecer ainda. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Você sabe, por acaso, escravo, qual é a punição delas?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Armando-se da mais pura coragem, Kurama respondeu: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não, senhor.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Será passar exatamente uma semana no calabouço, um lugar no fundo de todos os níveis deste Castelo: lá não tem luz, sendo mortalmente frio; é cercado de ratos, bichos e vermes... O infeliz que ficar preso ali terá que se alimentar a pão e água - isto se tiver comida; não terá visitas, só ouvirá os ruídos dos animais e youkais matando-se uns aos outros, não terá noção de quando será dia, ou de quando será noite, até que seja tirado de lá... Irá sofrer psicologicamente, Kurama. E ninguém irá ajuda-lo. Absolutamente ninguém. E então? Você ainda se propõe a isto?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, meu Amo: eu quero.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não faça isso, Shuuichi, por favor!&quot;- pede Sayara, em lágrimas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;A decisão foi sua. Venha.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, Mestre.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Escutem bem, guardas: vocês vão deixa-lo no calabouço. Ele ficará lá exatamente uma semana. Devem cumprir esta regra enquanto viajo. Voltarei dentro de três semanas e vou querer vê-lo. Ouviram?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, Amo.&quot; – ambos sentiram-se atravessados pelo olhar implacável do Kairui. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Agora, recolham-no: eu não quero mais falar no assunto! E quanto a vocês, servas, terão suas liberdades garantidas por esta raposa. Perdoarei suas transgressões.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Obrigada, Mestre.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Agradecemos, de coração, Amo, por sua piedade conosco e para com seu escravo...&quot; – fala Sayaka. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Piedade? Eu não sei o que essa palavra significa, escrava. Agora, vamos embora. Guardas... em frente! Venha, Kurama!.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nazago-Sama foi com os guardas até o calabouço do castelo, levando Kurama pelas correntes, o qual ia de cabeça baixa e passos lentos. Seus passos eram ouvidos ao longe pelos corredores, porém nada tão desagradável quanto os clamores de agonia e desespero de outros youkais presos naquele buraco infernal, se matando uns aos outros. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eles lhe apontaram o lugar: tinha uma enorme porta de ferro, e, escavado na pedra, o lugar era mínimo, sem luz e um ambiente viciado para respiração. Nazago voltou sua última palavra a ele: &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Você escolheu, raposa: agora, padecerá aí dentro. Espero que, quando eu voltar, ainda o encontre vivo. Adeus!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aiko e Naiuki lançaram o corpo de Kurama lá dentro e selaram a porta com ferros e presilhas. A escuridão do lugar fez Shuuichi se encolher, arrepiando-se de frio: aquele lugar era horrível; estava tão escuro que não podia ver nada, apenas os estalos de ossos de alguns dos hospedeiros anteriores que eram esmagados sob seus pés. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele ficou ali, parado, ouvindo as últimas palavras de Nazago aos guardas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Naiuki, Aiko, ouçam bem: eu vou viajar hoje, e só volto daqui a três semanas: quero este escravo vivo... e pronto para mim, quando chegar. Não tolerarei abusos da parte de ninguém. Entenderam?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Correto, Mestre.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe, Senhor: haveremos de cuidar muito bem dele.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Assim espero.&quot; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;**************** &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Aqui está a comida, escravo!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aiko lançou um prato sujo com alguma coisa ainda viva que absolutamente não podia ser definida como comida, dentro dele, para Kurama. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Há quatro dias não via comida... e agora, lhe mandavam aquilo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama olhou com desprezo para o prato e o lançou ao longe com um tapa, e sussurrou, com raiva: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não vou comer.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ah, quer passar fome, é? Pois bem, se quer fazer greve de fome, o problema é seu: não haverá nada mais de comida para alguém como você. ADEUS, servo!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele foi deixado novamente com seus pensamentos; muitos a maioria, sobre Hiei e sua mãe, Shiori. Ele queria muito estar abraçado a eles, mas a única coisa que o abraçava, lentamente, era a morte. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A noite, - como ele aprendera - era sempre denunciada pelo frio extremo, que o maltratava; a escuridão o deixava sem ter noção do que estava acontecendo à sua volta; os gritos e uivos dos outros condenados o assustavam cada dia mais; a fome não era um problema tão grande assim, quando se têm o alimento da alma - a coragem – se esvaziando... perdendo lugar para um tipo de medo capaz de fazer seu coração parar, ao imaginar-se sendo atacado à traição em plenas sombras. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama passava os dias e noites brincando com os ratos... e tentando manter seus sonhos vivos; falava sozinho para parecer que tinha alguém ao seu lado: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ah, eu queria vocês aqui... Hiei, mãe, amigos... as brincadeiras, conversas... seu carinho, colo, abraços... seu amor, mãe, seu cheiro... tão confortador e carinhoso... me digam, vocês ainda me amam? Não esqueceram de mim, não é mesmo?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Claro que não, Shuuichi: estamos aqui, lhe esperando... Nunca o esqueceremos. Filho, eu nunca vou abandona-lo! Pense na jóia negra, toque-a; nós estaremos mais próximos de você através dela&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, Kaasan...&quot; - a mente de Kurama já começava a lhe fazer ter alucinações e visões: -&quot;... eu vou me ater à jóia negra de Hiei: com ela, não vou perde-los; nem a senhora, nem a meus amigos, nem a ele.... ninguém!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Acredita mesmo, escravo?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aiko entra sorrateiramente na pequena prisão de Kurama, fazendo-o ter um sobressalto: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Esqueça desta estúpida idéia, Kurama: você não vai voltar para o Mundo dos Homens, e nem para aqueles que ama. Ao contrário: você vai nos pagar por aquela humilhação com nosso Amo... e o preço será, se não sua vida, ao menos, seu sangue!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O que... Senhores, do que estão falando, eu...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Você aprenderá que não deve nos humilhar e contrariar na frente de ninguém, escravo... Muito menos na frente de Nazago-Sama!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Isso mesmo: então, prepare-se, Kurama: vamos surra-lo por três semanas! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não! NÃO!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Naiuki e Aiko entram no calabouço com suas armas de tortura, trancam-se lá com Kurama, e começam a surra-lo, levando à frente uma vingança doentia. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Foram chicotes, paus, correntes, todos batendo em seu corpo inteiro, ou, às vezes, apenas se aproximando, assustando-o como forma de tortura. Os socos e chutes eram coisas mais propícias e que não machucavam tanto assim, dessa maneira, só haveriam de ser usados para a época na qual Nazago estivesse voltando, assim, seu mestre nunca notaria o ocorrido. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Bateram tanto nele que, quando saíram, seu corpo estava caído no chão; era sangue em por todo os lados, tão ferido e cheio de cortes e chagas abertas, que parecia um milagre que ainda estivesse vivo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama tentou pedir ajuda através de gritos, mas o calabouço era terrivelmente longe e profundo, tão imerso nos confins do castelo, que era impossível que alguém – qualquer um – ouvisse seus apelos, e era exatamente com isso que seus agressores contavam: eles tinham certeza que a voz do Humano/Youko se perderia na solidão do calabouço, ante diversos outros sons agonizantes de outros youkais. Resumindo: ninguém ouviria seus gritos... ninguém. Ele estaria sozinho, como o próprio Nazago dissera – e não poderia contar com ajuda alguma. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Isto prosseguiu durante as três semanas seguintes: mas os gritos de Kurama implorando por ajuda cessaram, assim como qualquer som de seus lábios - que não se abriam sequer para se alimentar; fechara o estômago para qualquer alimento – fosse-lhe oferecido por meio de torturas ou não – e abrira somente a mente, para seus sonhos e ilusão... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não fazia a mínima noção do que era a realidade, agora. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Trancafiara a própria alma. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não poderia suportar tudo aquilo vivendo na realidade; solidão e tristeza não combinavam com sobrevivência e loucura: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama Youko – o antigo ladrão e mercenário mais forte do Makai mais uma vez se humilhara dentro de si mesmo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;************* &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Três semanas depois – Horas antes da chegada de Hiei: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Neste momento, os dois guardas estavam entrando novamente em sua cela. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A visão que seus olhos tiveram – depois de uma semana na qual haviam abandonado o humano à própria sorte - foi a da raposa jogada no chão, inerte, como morto, praticamente da mesma maneira em que o haviam deixado, após a última sessão de tortura, encolhido em seus próprios braços tão machucados quanto o resto do seu corpo; os olhos fechados; os cabelos vermelhos espalhados por seus ombros e pelo chão ao redor. Ao seu lado, estavam espalhados os diversos pratos com os restos aos quais ninguém ousaria chamar de comida intactos – sendo comidos apenas pelos pequenos animais. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Completamente indiferentes, ambos se aproximaram, Aiko virando algo que rolou pelo chão. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Acorde, escravo desgraçado: sua tortura acabou!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ele agüentou muito, Naiuki; veja só: não tocou na sua comida durante todos esses dias! Realmente, devemos dar o braço à torcer para este humano estúpido: o surramos e humilhamos de todas as maneiras que conhecíamos, mas ele suportou, e ainda está vivo!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, Aiko: vivo, mas desmaiado deste jeito não nos serve para nada. Agora, ACORDE!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eles o sacudiram, porém em vão. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama não acordou. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Estava em choque profundo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os dois pouco se importaram: levaram-no assim mesmo para um lugar no qual já haviam deixado algumas pessoas esperando-os. Ambos sabiam a seriedade da situação: haviam-no deixado sozinho durante toda aquela semana apenas para que a maioria das marcas dos contínuos espancamentos sumisse, ou, pelo menos, ficassem menos à vista, uma vez que Nazago não poderia descobrir o que acontecera em sua ausência... Assim, era de suma importância que aquele escravo inútil estivesse vivo, quando o mestre chegasse. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Rá! Foda-se, imbecil: se não acordar aqui, acordará depois!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ambos saíram arrastando o kitsune do calabouço e o carregaram-no pelos corredores até o quarto especial onde ele ficava em quando Nazago-Sama demonstrava-se interessado em &quot;cuidar&quot; de seu escravo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aproximando-se do quarto, Aiko comentou, antes de entrarem: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;De um jeito ou de outro, quando nosso Amo chegar, o encontrará muito bem, e sua língua maldita não contará nada!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Entraram então, no quarto o qual Nazago em pessoa reservara para seu escravo preferido, e que era usado apenas quando o mesmo se &quot;excedia&quot; em seus &quot;divertimentos&quot; para com o Humano. Duas youkais o esperavam, para ministrar-lhes cuidados. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Apesar de terem tentado se preparar para o que poderiam vir a ver, as duas se horrorizaram com o estado em que lhes foi entregue a raposa. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Meu Deus!! Shuuichi!!&quot; – exclamou Sayaka. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O que os senhores fizeram com ele?&quot;- Sayara enfrentou-os. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O mesmo que faríamos com vocês! Agora, cuidem bem dele: nosso Amo Nazago-Sama chega hoje à noite, e vai quere-lo bem arrumado e pronto, para uma festa só deles.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Que Inari os perdoe, pelo que estão fazendo com um dos seus filhos!&quot;- Sayaka ainda os ameaçou. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Coitado do Shuuichi... ele nunca mereceu isto...&quot; – a voz de Sayara saiu embargada pelo choro. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O quê? O que falaram, servas medíocres?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Nada, .. meu Senhor!&quot; – respondeu, rápida, Sayaka – &quot;Nós cuidaremos dele, senhor!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Isto. E bico calado, ouviram?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Exatamente: uma única palavra sobre isso para o Amo... e vocês duas morrem. Entenderam?&quot; – terminou de ameaçar, Aiko. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eles partiram, então, deixando o corpo desmaiado da raposa nas mãos das duas irmãs, que, assim que se viram a sós com ele, o levaram direto ao banheiro, tirando o restante dos trapos de suas roupas e o colocando dentro da banheira, esta repleta de espuma, ervas medicinais... e flores. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Uma alojou suas mãos, segurando cuidadosamente a cabeça de Kurama e pegando alguns remédios, para cuidar das cicatrizes abertas na sua face, enquanto a outra cuidava dos machucados espalhados pelo resto do corpo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Pelos Deuses, Sayaka! Como eles tiveram coragem?!...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Está na cara que eles o maltrataram muito: sem Nazago-Sama para detê-los, espancaram-no até cansarem... E agora estão sem saída, pois descumpriram as regras de nosso Amo: entende, o que digo, minha irmã? Eles desobedeceram-no, deixando-o lá por três semanas inteiras, ao invés de uma, como ele assim o ordenou. E tudo isso por vingança, por Shuuichi ter tentado nos salvar de suas maldades... Eles só o trouxeram de volta, por causa da volta de nosso Mestre... Provavelmente, Shuuichi-San já está inconsciente por dias!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Correndo as mãos delicadamente pelo rosto delicado e tão barbaramente machucado, Sayaka continuou: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Pelo pouco que o conhecemos, já se pode notar que ele fechou-se em si mesmo, para os ocorridos do lado de fora... Deve ter sido horrível ficar todas estas semanas sem ver ninguém, sozinho com suas próprias dores e medo... e seus pensamentos.&quot; – um brilho de ódio transparece em seus olhos: - &quot;Nosso Amo não gostará nada de saber o que se passou aqui.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Eu sei disto, Sayaka... Mas não poderemos falar, ou os dois nos matarão!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, eles não hesitariam em nos matar em dois minutos, se desconfiassem de que acabamos falando alguma coisa... vamos, é melhor cuidar dos ferimentos de Shuuichi, e arruma-lo para Nazago-Sama... Só espero... Só espero que ele saia deste transe logo.&quot; – Sayaka disse. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As duas trataram de desaparecer com as piores marcas de socos e chutes espalhados pelos lugares mais visíveis do kitsune: a barriga e o estômago; as costas chegavam a estar roxas de tantas pancadas que haviam levado; as coxas e o tórax, estavam marcados de dezenas de cortes e marcas de queimaduras... As profundas olheiras foram amenizadas pelo contato de suaves carícias de plantas, e ervas curativas, passadas pelos dedos das dedicadas youkais, que foram, aos poucos, jogando pequenas quantidades de água por todo seu corpo, lavando-o com infusões medicinais, cicatrizando-o com todo cuidado, para não o machucarem mais ainda, tomando muito cuidado com os ferros de suas algemas, ainda presas em seus punhos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;****************** &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama tinha suas mãos levemente acariciadas pela água morna... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A mesma que corria por seus cabelos ruivos tão longos, levando suas franjas para longe de sua testa; originando umas pequeninas gotas que percorriam sua face, até serem enxugadas por uma doce mão – a mesma que tocava levemente seus lábios até eles se moverem um pouco, acompanhados de um piscar de olhos, e um movimento respiratório mais forte, como um suspiro. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As duas irmãs abriram um sorriso, felizes em vê-lo acordar. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ah, que bom, Minamino-San: você está acordando!&quot; – foi a exclamação alegre de Sayara. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Como se sente?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Onde...onde estou?&quot; – ele sussurra, tentando abrir os olhos, mas a claridade dificultava: doía muito, para quem não estava mais acostumado a ela. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe, Shuuichi! Está fora daquele calabouço horrível...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Agora, você ficará bem: nós estamos cuidando de você; vai poder vestir uma roupa, comer e descansar.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sayaka... Sayara... é bom... ver vocês, de... novo...&quot; – ele fala, abrindo os olhos – de repente, se arrepiou um pouco, encolhendo-se na banheira, agora cheia. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;O que foi?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Você está bem? A água deve estar ficando fria...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Tudo bem: nós já acabamos mesmo... Venha: vai ficar mais aquecido com isto.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sayaka se levantou, e deixando sua irmã Sayara amparando-o, pegou um robe cor de vinho e o trouxe, preparando-o para vesti-lo em Kurama, quando este se levantou, indiferente à própria nudez, escorrendo água por todo o corpo – tão judiado, porém ainda capaz de faze-la perder a cabeça. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Controlando-se, a youkai o aconchegou rapidamente naquele calor e o ajudou, juntamente com Sayara, a leva-lo até a cama, onde o puseram sentado. Enxugaram então seus cabelos, e os pentearam, conforme Sayara, com sua vivacidade quase infantil, conversava com ele e Sayaka enfaixava-lhe os braços, peito e coxas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Como está se sentindo agora, Kurama?&quot; – indagou Sayaka. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Acho que... bem melhor. Estou longe daquele... inferno.&quot; – as mãos de Sayaka, acariciavam-no no rosto, tentando impedi-lo de baixar a cabeça, e, por conseguinte, de evitar-lhe o olhar feminino, capaz de enxergar tanto... e tão longe. –&quot;... só... me sinto... cansado... muito...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Eu imagino: aqueles animais te machucaram muito... mas me diga: aonde estava com a mente, este tempo todo, Shuuichi?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Incapaz de fugir de tal pergunta, Kurama voltou os olhos verde-esmeralda para Sayaka, fazendo-a se sentir mergulhando em um imenso mar verde, tal a intensidade do olhar abandonado e dolorido do Humano. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Pensando, Sayaka... flutuando nos meus sonhos: lembrei de minha família, de Yusuke, de Kuwabara... de minha mãe... e de Hiei... Ele me fez sonhar...&quot;- vendo a amiga balançar a cabeça, lentamente, como se estivesse com pena, Kurama continuou, a voz trêmula: &quot;Ao lado dele... ao lado dele pude suportar...&quot; – a voz quebrou-se, sem forças. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;... O que os guardas lhe fizeram, não?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ele... ele é tudo o que importa para mim, Sayaka... Ele é... e continuará sendo: para sempre...&quot; – Kurama abaixou um pouco a cabeça, ocultando os olhos, disfarçando sua angústia. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não quer mais falar? Tudo bem: já tínhamos terminado, mesmo...&quot; – Sayaka fala, fechando seu robe com cuidado. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Agora, vai comer!!&quot; – Sayara fala toda empolgada, se levantando para buscar uma bandeja com a comida. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas Kurama reagiu estranhamente, erguendo a cabeça assustado, e colocando a mão na boca, como que se impedindo de comer – ou, então, dizer que não comeria nada. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não me venha com esta, você vai comer, sim!&quot; – admoestou Sayara. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama sacudiu a cabeça novamente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Como não? Precisa se alimentar: ficou três semanas sem comer nada... deve estar faminto!! Olhe só: a comida é maravilhosa!&quot; – Sayaka não conseguia entender aquela reação. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Exatamente seu prato preferido, Shuuichi!&quot;- exclamou Sayara, ainda em sorrisos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele fechou ainda mais a boca, e puxou a cabeça para trás, negando-se a comer. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Você vai colocar isto na boca, sim, senhor! Não vamos permitir que morra de inanição, Shuuichi!&quot; – Sayaka ergueu o prato e foi com um garfo na direção de sua boca, obrigando-o a abri-la e a engolir, forçosamente. A cara de Kurama não foi das mais animadoras: parecia que ele ia vomitar. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele bem que queria explicar, mas não dava: as dores no estômago estavam ficando fortes demais... Por não ter comido nada durante muito tempo, seu estômago não haveria de suportar coisa alguma, e se algo batesse nele, logo viriam dores, sinal de que o próprio organismo teria que ser preparado aos poucos... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As meninas notaram isto e desistiram da comida pesada, tentando então, faze-lo comer algo mais leve, como frutas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Vamos, experimente isso: não pode ficar sem colocar algo por tanto tempo no estômago, ou vai ficar ainda pior.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Isso, Shuuichi-San: abra a boca e tente engolir devagar, desta vez...&quot; – animou Sayara, que acompanhava o sofrimento de Kurama, preocupada. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele se recusou novamente, mas as duas não desistiram, e cortaram um pedaço de maçã, fazendo com que ele engolisse, devagarinho. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Isto... pronto: não foi tão difícil assim, foi?&quot; – Sayaka sorriu, aliviada. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Parece que desta vez, foi, Sayaka.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas alguns segundos depois, a reação de Kurama começou, violentíssima: ele começou a gemer de dor, curvando-se sobre o estômago, encolhendo-se sobre si mesmo; seus olhos se fecharam, numa tentativa inútil de impedir que as lágrimas descessem-lhe pelo rosto, e a ânsia de vômito aumentou fortemente. Ele não estava suportando engolir nada. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Assustadas, elas tiveram que lhe dar um pouco de água para beber, a fim de diminuir as dores no estômago. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Bebe, rápido!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Alguns minutos depois, com o susto já controlado, Sayaka disse: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Desculpe-nos, não esperávamos que a dor fosse tão grande; a comida deve ter caído como uma pedra no seu estômago.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Tudo bem... agora, não o forçaremos a comer mais nada, está bem?&quot; – elas o acariciavam no rosto e no corpo, deixando afinal a comida de lado, tratando de esperar mais um pouco, até que os tremores violentos em Kurama passassem de uma vez. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Enquanto você descansa, vamos ter de cuidar de você, certo?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama fez que sim, deixando suas mãos soltas e o resto do corpo relaxado para que elas o acariciassem com cremes e óleos; sua face foi ficando mais calma e serena, seus músculos com os toques delicados de Sayaka em suas coxas, pernas, peito e braços; Sayara mexia em seus cabelos delicadamente, massageando-os e penteando-os ao mesmo tempo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Toda aquela dedicação e carinho foram tornando os suspiros de Kurama cada vez mais profundos, sua respiração mais lenta, seus olhos foram pesando, até se fecharem totalmente e sua cabeça cair suavemente nos braços de Sayara. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Hã? Shuuichi... você está bem?&quot; – a Youkai o olhou, assustada, mas logo em seguida sua face se acalmou, ao perceber algo diferente na de Kurama: -&quot;Que lindo... ele está sorrindo, um pequeno e leve sorriso! Veja, irmã: ele está descansando... dormindo profundamente...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Shhhhh... Sim, e deve estar sonhando com algo muito bonito, Sayara...&quot;- Sayaka contemplou-o ainda por alguns segundos, depois disse, então: &quot;Venha, vamos deixa-lo dormindo em paz: ele está exausto, e com esta fraqueza precisará restaurar suas forças... Vamos ajeitá-lo sobre o colchão, sair do quarto, para não acorda-lo...Afinal, nosso Amo só voltará do Norte à noite, então, mais tarde voltaremos e o arrumaremos, certo?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Claro, irmã!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Silenciosamente as duas irmãs fecharam seu robe, arrumaram-no cuidadosamente sob os lençóis, cobrindo-o bem em seguida. Descansaram sua cabeça sobre os vários travesseiros que ali estavam e se deslocaram para fechar as cortinas da janela do quarto, deixando-o um pouco mais escuro, fazendo com que Kurama ficasse num ambiente bonito, tranqüilo e delicado, perfumado apenas com o doce aroma de suas rosas, trazido pelo vento que entrava através da janela aberta. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um ambiente mágico. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um ambiente de sonhos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Descanse com os Deuses... e tenha bons sonhos, Shuuichi-San...Você merece!&quot; – orou Sayaka, antes de sair do quarto, com um belo sorriso. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;**************** &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/5426.html</comments>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/5302.html</guid>
  <pubDate>Sun, 27 Jun 2004 02:04:06 GMT</pubDate>
  <title>Ai meu santo</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/5302.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Bom, antes de tudo, vou avisando, eu espero q dessa vez a fic seja anexada!!Essa droga de net me dá um trabalho do cacete!!!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;Primeiramente, estamos de volta com a continuação de Amor nunca se esquece, capt...tá bem longe de chegar ainda até onde postei, o 9, mas eu posto de novo se for o problema e p ficar bonitinho! Uma fic de Hakura, feita a tempos, antes q achem q é recente, e é muito sexo, dor e Nazago em um pobre Kurama!!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;O personagem não me pertence e qualquer coisa peçam a mim, caso queiram minha obra.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc33cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor Nunca se Esquece &lt;br&gt;&amp;nbsp;Hakura Kusanagi &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capítulo 4 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vamos, não desmaie, Shuuichi!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Levante, por favor!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sayaka e Sayara tentavam manter o Ningen/Youkai acordado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há muito tempo ele não dormia... e seus serviços no Castelo o desgastavam muito. Hoje era um dia destes; as duas servas Youkais tentavam levantar seu corpo, que se ajoelhara no chão, apoiado nas paredes do Castelo, num ataque de exaustão durante uma das limpezas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Tenha forças, não pode dormir aqui!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sabe que se um dos Guardas te pegarem assim, vão acabar te machucando... Por favor, Shuuichii-san: levante-se!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama abriu um pouco os olhos e levou suas mãos ao chão, na idéia de se levantar. E foi o que fez, ajudado pelas duas moças. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que me chamam assim?&quot; – ele sussurrou, já de pé, preocupado em não atrair a atenção dos Guardas que vigiavam os escravos que ali estavam como Cães de Caça. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você não se lembra?&quot; – assustou-se Sayara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, mas... eu não entendo o porquê de desde que nos conhecemos, vocês me chamarem assim.... e também se preocuparem tanto comigo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nós... Nós sabemos pelo que está passando...&quot; – Sayara começou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim: nós já passamos pela mesma coisa... e já vimos muitos morrerem assim. Sabemos como é duro viver nessa vida de escravos de Nazago-Sama... Principalmente quando este demonstra ‘preferência’ por um escravo em especial, como ele o faz com você...&quot; – Continuou Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim!! Queremos... queremos que você sempre saiba... sempre lembre de seu verdadeiro nome, pelo menos isto o fará recordar de sua verdadeira família... e de seus amigos, também; pois assim, nunca os esquecerá.&quot;- era evidente nos modos da Youkai a preocupação com o estado de Kurama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Assim como aconteceu conosco...&quot; – revela, com resignação sombria, Sayaka, olhando-o dentro dos olhos.: -&quot;Vivemos aqui há tanto tempo, que nos esquecemos de tudo: nossa vida anterior foi apagada de nossas mentes com as torturas e sofrimentos freqüentes, e nosso passado já não existe mais: os nomes, as pessoas, a família, amigos, amores...Todos eles, esquecidos... Esse inferno em vida nos tirou tudo o que de mais importante nós tínhamos... Tudo.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nós... nós só temos uma a outra, agora, Shuuichi-San...&quot;- Sayara se abraça fortemente à irmã, que não desvia os olhos perspicazes do Humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim. Somos apenas nós duas. Para o que der e vier.&quot; – sua voz baixa, porém resoluta, afirmou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Uma ajuda a outra.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas... por que eu?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que você é diferente dos outros: apesar de ser um Humano, você também é um Youkai... Mais precisamente, um Youko, um Demônio Raposa. Enquanto seu lado Humano é muito bonito e enganadoramente frágil, ao mesmo tempo também é um grande guerreiro; e a reencarnação de um dos mais fortes Demônios do Makai, extremamente poderoso – eu sei que você está aqui não por temer sua segurança, Shuuichi-San: e sim, por temer a de outros.&quot; – Vendo o espanto nas faces de Kurama, Sayaka foi em frente: -&quot;Você foi um dos poucos que agüentaram as torturas e humilhações de nosso Mestre... e não desistiu, não se deixou quebrar: Dentro de você ainda existe muita força, Minamino-San...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim... Um dos poucos a não se esquecer de seu amor... Por isto, não desista!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que pensam que estão fazendo??&quot; – uma voz estronda pelo Corredor, assustando-os: -&quot;Façam seu serviço, e parem de falar com este escravo!! Nosso Amo não quer ninguém conversando com ele!!!&quot; – gritou um dos Guardas que tomava conta dos escravos daquela ala. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nada, Senhor... Estamos apenas trabalhando...&quot; – responde Kurama, pegando seu equipamento e afastando-se rapidamente das duas irmãs, que também voltaram imediatamente ao serviço. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Assim é melhor...&quot; – concedeu o Youkai. Voltando-se para Kurama, que voltara para seu trabalho solitário, gritou: -&quot;TRABALHE!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei... Eu te amo tanto... sinto saudades. Eu... quero você de volta, Hiei...&quot;- a voz doce de Kurama sussurra em meio à escuridão oprimente da cela, onde está preso: -&quot;Faz tanto tempo que não o vejo... que não ouço sua voz...&quot; – um leve soluço denuncia a tristeza e a solidão que ameaçavam explodir de angústia o coração do jovem ruivo: - &quot;Você me faz falta... sua falta me deixa mais sozinho e angustiado... oh, Hiei...&quot; – o medo de estar sendo finalmente vencido pelos esquemas de Nazago envolve ainda mais o Kitsune, levando-o ao mais amargo desespero, enquanto sua mente continua com os pensamentos sombrios: -&quot;... eu estou perdendo o controle da realidade... minha mente já não age mais como antes... há muito tempo perdi minha auto-afirmação, minha confiança... não consigo mais controlar meu próprio corpo; faço coisas humilhantes e deprimentes, que nunca imaginaria fazer... estou ficando submisso a Nazago... aos poucos, minha humanidade está se esvaindo como um feixe de luz que toca o chão... Por que não me ouviu? Por que você não me deixou explicar?&quot;- lágrimas amargas fogem dos olhos fechados e descem silenciosamente pelo rosto de Kurama: -&quot; Por que, Hiei?&quot;- os soluços agora podem ser ouvidos perfeitamente no silêncio sepulcral que o cercava: -&quot;Hoje eu daria tudo para ficar aqui nessa escuridão, sozinho, sem ter que me... me... deixar usar... sem ter que me sujeitar àquele louco... meu corpo, ele está tão cansado, machucado... eu... eu não sou mais dono dele, Hiei... não sou mais dono de meu próprio corpo, eu... não sou mais dono de minha vida: nem mesmo ela mais me pertence... Oh, Hiei: queria tanto seus carinhos, seus abraços... seus beijos!!! Por Inari: quero você, Hiei... te quero novamente, novamente, novamente, ...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama teve seus pensamentos interrompidos bruscamente pelo abrir da porta da sua cela: uma forte luz inundou o lugar, fazendo-o levar as mãos para encobrir os olhos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da porta surgiram duas delicadas figuras femininas: uma de longos cabelos roxos e orelha da elfa, com delicados olhos vermelhos; a outra, tinha cabelos curtos e olhos da mesma cor, porém com um nuance de seriedade e maturidade que os olhos de sua companheira não tinham... Eram Sayaka e Sayara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As duas entraram carregando uma bandeja nas mãos e foram avisadas por um dos Guardas que as acompanhavam: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Andem, entrem e façam o que devem fazer... Mas sejam rápidas!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Senhor.&quot; – responderam ambas em uníssono. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As duas irmãs se conduziram até o Kitsune, ajoelhando-se próximo onde ele se sentara, ainda sem entender a cena. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Como você está, Shuuichi?&quot; – disse Sayara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Trouxemos comida para você... Nosso Amo mandou lhe dar esse prato especial.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Arigatou, mas não quero comer nada... Prefiro ficar aqui, sozinho.&quot; – disse, enquanto abraçava a si mesmo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, isso não!! Tem que se alimentar, Shuuichi! Senão, vai ficar realmente doente, e aí, as coisas vão ficar ainda pior!&quot; – exclamou Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isto mesmo, irmã... Não pode ficar tão sozinho... Tão... abandonado em si mesmo!! Veja: logo hoje, nosso Mestre deu ‘folga’ para você: não vai precisar fazer os serviços completos...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tal afirmação fez surgir uma expressão de surpresa em Kurama, ao mesmo tempo que o invadia fazia sentir um alívio profundo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Reaja, Minamino-San... Não fique assim!...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu sei disto, mas... quero ficar aqui... sozinho.&quot;- a voz dele era fraca e seu olhar, desiludido, dava mostras que não a pouco, estivera a chorar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você está muito... triste hoje, não?&quot; – perguntou Sayaka, colocando enfim, a bandeja ao lado da de sua irmã, no chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu... deixem-me aqui... Não... estou me sentindo muito bem.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Está pensando nele, não é?&quot; – o tom de voz carinhoso e maternal da Youkai doeu fundo no coração do Youko, ameaçando que novas lágrimas caíssem de seus olhos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, estou, Sayaka... Mas não é só isto: meus amigos, minha família - minha vida – eu sinto saudades de tudo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um silêncio se instalou no local. As duas irmãs o olharam com profunda tristeza: seus olhos foram de encontro às suas mãos, que se enroscavam nos panos da calça, parando então em sua face tão abatida e magoada... O prisioneiro se sentia o último dos seres, até uma delas levar, vagarosamente, suas mãos ao rosto de Kurama, acariciando-o, secando lágrimas que desciam-lhe furtivamente pelo rosto, e a outra, retirou algo do bolso da saia, para então voltar-se novamente ao Kitsune: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não fique assim, Shuuichi... Tenho certeza que tudo vai passar. Olhe, isso é para você...&quot; – disse Sayara, estendendo-lhe o que trouxera dentro do bolso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;HÃ? O quê? Onde você conseguiu isto?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko/Humano se assustou quando viu, nas mãos de Sayara, uma pequena pulseira de ouro – na verdade, uma correntinha trançada como um longo &quot;rabinho de raposa&quot; prateado bem fofinho, e que tinha, na ponta, algo que causava um pequeno ruído – tal como um guizo – cada vez que mexia, e cuja forma era a de um dragão negro com a cabeça para frente, segurando em sua boca uma pequena gema negra – exatamente igual àquelas que unicamente apenas os Koorimes eram capazes de produzir: uma jóia de lágrima; brilhante e reluzente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um olhar maravilhado tomou conta dos olhos verdes de Kurama, seus lábios sorriram como a muito tempo não faziam. Ele esticou os dedos para pegar a correntinha, encantando com o &quot;presente&quot;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Me diga, onde o conseguiu?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Que bom que gostou, Shuuichi! Esperávamos que seu sorriso de felicidade voltasse ao seu rosto com este presente... e parece que conseguimos.&quot; – comentou Sayaka. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você está tão lindo, sorrindo!! Seus olhos ficaram tão bonitos... Deixe-me coloca-la para você, por favor!!&quot; – Sayara parecia uma criança, de tão contente estava. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sayara pegou a pequena correntinha e a prendeu no pulso esquerdo dele, o dragão fazendo um delicado barulho, ao tocar o ferro da algema, em seu pulso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ficou lindo! Coube direitinho!!&quot;- exclamou Sayara, sorrindo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sayaka permitiu-se um leve sorriso, emocionando-se com a cena. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nós a achamos nas coisas perdidas do Castelo, em um lugar onde ficam, jogadas como lixo, as recordações de muitos nós, ...&quot;- explicava a Youkai. –&quot;...objetos que nosso Amo recolheu como prêmios de seus escravos... Algumas de suas coisas estavam lá, ainda. Em meio a elas, estava a pulseira...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Então, nós vimos a pedra negra, e o Dragão, e imediatamente pensamos em você, Kurama!&quot; – interrompeu Sayara, feliz. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu... eu.... não acredito: esta corrente foi um presente... de Hiei!... ele... ele me deu quando...&quot; – Kurama não suportou a avalanche de dor das lembranças misturadas à felicidade, e chorou fortemente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Shuuichi? Por que está chorando? O que foi?&quot; – Sayara foi pega de surpresa com a reação do Kitsune. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Desculpe-nos, nós... não queríamos faze-lo chorar.&quot; – Sayaka comentou, consciente do que causara tal reação do jovem Humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele soluçou um pouco antes de responde-las, limpando as lágrimas com as costas da mão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Tudo... tudo bem, Sayaka, Sayara; é que... essa pequena pedra... negra... é , na verdade, uma jóia de lágrima de Hiei... Há tantos anos, ele me deu, como prova de seu amor por mim... Sabe, ele me amava realmente, e foi uma ... esta jóia, esta ligação, que uniu para sempre nossos espíritos, eu... Ah, minha Inari!!!&quot; – Kurama levou as mãos ao rosto, encobrindo-o . &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Calma, Shuuichi, calma... deve ser doloroso recordar o passado...&quot;- Sayaka falou, afagando os cabelos do Kitsune. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas você ainda o tem dentro de si, no seu coração .. e isto é ótimo!!&quot; – completou Sayara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Estão certas, eu... eu pelo menos o tenho no meu coração.&quot; – Kurama pegou novamente o dragão com a jóia com a outra mão, quase como se não pudesse acreditar que ela estivesse ali, ao seu alcance: um tesouro tão precioso! –&quot;Esta jóia foi uma dádiva para que pudéssemos nos interligar em corpo e alma, antes... agora.... Eu só... eu só não queria ficar somente imerso nas lembranças, entendem?? Elas doem... demais.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elas o abraçaram fortemente, dando-lhe forças para que suportasse tudo aquilo que estava torturando-o por dentro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pronto, acabou, agora...&quot; – Sayaka sorriu, falando logo em seguida após ouvir o último soluço do jovem ruivo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Agora, coma!!&quot; – Completou alegremente Sayara, tentando faze-lo distrair-se daquelas lembranças que tanto o machucavam. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, isso: agora, coma!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elas empurraram as bandejas de comida para ele, presenteando-o com sorrisos, fazendo Kurama finalmente dar leves gargalhadas, ao vê-las tão firmemente intencionadas em faze-lo menos triste, como a um garotinho. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ótimo... isto agora parece delicioso! Arigatou gozaimasu, de todo o coração.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Comida especial... para alguém especial, Shuuichi!!&quot; – as duas irmãs falaram, todas sorrisos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;***************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continua... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*_______* </description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/5302.html</comments>
  <lj:mood>cranky</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/5072.html</guid>
  <pubDate>Sun, 27 Jun 2004 01:44:36 GMT</pubDate>
  <title>O chocolate</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/5072.html</link>
  <description>&lt;p&gt;É gente, pode até estar no lugar errado, deveria estar colocando esse tema no &lt;span class=&apos;ljuser ljuser-name_chocobox&apos; lj:user=&apos;chocobox&apos; style=&apos;white-space: nowrap;&apos;&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/profile&apos;&gt;&lt;img src=&apos;http://l-stat.livejournal.com/img/community.gif&apos; alt=&apos;[info]&apos; width=&apos;16&apos; height=&apos;16&apos; style=&apos;vertical-align: bottom; border: 0; padding-right: 1px;&apos; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&apos;http://community.livejournal.com/chocobox/&apos;&gt;&lt;b&gt;chocobox&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; , mas não é bem assim, eu antyes queria expressar minha indignação a&amp;nbsp; quem criou tamanho vício! Porra aquele chocolate não existe!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É o seguinte, eu a Yoko e a Bel, fomos a um lugar muito escondido no Tijuca shopping, tipo, vc olha e vê uma loja q vende sei lá...produtos de casa, deve ser, porq sinceramente, depois q vi a plaquinha no Cafe, não pude mais lembrar de nada do ambiente! Muito estranho, não?! E é só o começo, a Bel é culpada de tudo!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu olhei, chocolate quente copo de café, nem pensar, não é verdade?! Foi exatamente isso q eu e a Yoko pensamos, muito pouco! O GRANDE! AShhh, loucura, aquilo era uma caneca de tomar sopa, tenho quase certeza disso.&amp;gt;&amp;lt;Bom, aí a menina aqui, resolve encarar a sopona de chocolate hiper quente, pegando fogo, não q queimasse a minha língua (pela primeira vez na minha vida), eu escrachei logo, coloquei canela, açucar e até tomei de colherinha!#____#&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SUGOIIIIII!!!AQUILO É O VERDADEIRO MOTIVO PELO CHOCOLATE SE ASSEMELHAR AO ORGASMO!!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu descobri q é assim q a vida pode ser perfeita, uma caneca de chocolate q faz vc ir aos céus e depois até querer fumar um cigarrinho de canela @____@! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro q fora isso, o dia foi perfeito, adorei a Bel ameaçando a Yoko de assassinato p q ela termine sua fic! Tipo, eu já sei então p mim faz menos diferença, mas ainda ajudo na ameça e até se bobear ajudarei ela a bolar o esquema todo, essa desgramada tá me devendo muitas fics p ser lidas e terminadas!!Maldita depois q vim p cá me abandonou de ves!!&amp;gt;&amp;lt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, além da minha felicidade extrema pela minha semana de estress ter acabado e muito bem, sem mais delongas, porq fiquei sem a prova de segunda e vou conseguir ir ao cinema com a Yoko, se deus quiser!Tive a surpresa da mudança de cabelos, eles agora são lisos e sem volume, pode dizer a melhor coisa q inventaram foi a escova progressiva!!! Foi sim! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A minha dita cuja foi p semana da viagem e até lá vai dar p estudar tudo, se me for permitido paz de espírto e concordando ou não minha operação tá quase toda encaminhada....ai...ai...esse semestre vai ser o melhor de muito e muito tempo!!^_____^&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/5072.html</comments>
  <lj:music>none</lj:music>
  <media:title type="plain">none</media:title>
  <lj:mood>indescribable</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>2</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/4664.html</guid>
  <pubDate>Sun, 20 Jun 2004 00:02:53 GMT</pubDate>
  <title>Nada de mais como sempre</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/4664.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Ai...lá vamos nós, o dia hoje vai ser curto p tanta coisa q tenho q fazer...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Primeiramente essa semana vai ser dos diabos e curta p tanta coisa, tenho provas, trabalhos, exames e ainda serviço p animefriends incluso meu cabelo nesse rolo!!!Ahhha acho q enlouqueço de vez, sem contar nas fics da minha amiga Drika q ainda tenho q ler, oh..falando em fics eu tenho ainda q ler as de cavaleiros e as do Orlando e do Viggo. Pôxa tem gente q escreve muito bem mesmo, ai..tô maluquinha p ler a continuação de uma em q os dois são roqueiros e acabam se fudendo pelo caminho, na parte literal da coisa mesmo, e o Orli é tão fofinho chorando porq o Vig não foi ao encontro marcado, achando q tinha até acontecido algo, quando no fim ele tava é fudendo em trio com um antigo conhecido roqueiro, &amp;gt;&amp;lt; é isso q ninguém merece!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Pois é, eu estou meio q devendo outras originais minhas q ainda não deu p colocar aqui, é muita coisa mesmo e esse lj nunca vai aguentar o tanto q escrevo por capt, infelizmente, então vou tentando acabar com os anteriores de Amor Nunca se Esquece p colocar aos poucos Reencarnações e ainda Gritos, mas logo chega, vai ficar meio q bagunçado p quem não ta´acostumado com essa loucura de lj, afinal não dá p lançar tudo de uma vez só, né?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Ah..mudando completamente de assunto, e falando de um filme muito legal q vi semana passada, Rei leão 3, por favor pessoas peguem, se gostam do Timão e do Puma, peguem, porq vcs descobrirão como eles fizeram parte do Rei Leão, em cada merda q acontecia lá estavam a nossa dupla infalível!! putz Como fazem M, muitas mesmo, e eu ri demais, só de lembrar da cena em q todos se curvam p o Simba pequeno e a justificativa tá num peido do Puma, é demais!!! XD&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Agora o próximo é Shrenk, não sei como, mas essa semana eu assito, nem q me vire em 10, eu lembro do Gato de Botas e começo a rir sozinha aquele gatinho é lindoooo!!!^_______________^&quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Outro q quero ver é o Homem aranha, bem apenas porq eu vi o primeiro e porq incrivelmente os vilões mandam melhor do q o Peter, vai dizer q não é, Pan?! Tem vilão melhor do q o Duende Verde?! Duvido e o dó!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Bom..é só!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/4664.html</comments>
  <lj:music>uma música falhada qualquer q o messengen não lê</lj:music>
  <media:title type="plain">uma música falhada qualquer q o messengen não lê</media:title>
  <lj:mood>drained</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>2</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/4458.html</guid>
  <pubDate>Fri, 11 Jun 2004 00:34:21 GMT</pubDate>
  <title>3.3 Nazago</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/4458.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Sem comentários...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Vamos começar a brincar, Kurama? HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!HÁ!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nazago gargalhou, enquanto apertava um local na Coleira, fazendo com que o corpo forte e musculoso do Youko transformar-se, subitamente, fazendo o corpo Humano de Shuuichi Minamino regressar no exato momento em que um dos Youkais derramava cera quente em suas costas, queimando sua pele, o que o fez retorcer o corpo esguio, em dores alucinantes. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;NÃOOO!!! AAAAAAHHHHH!!!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama gritou, sacudindo todo o corpo preso naquela máquina, mas o máximo que conseguiu foi aumentar os ferimentos nos punhos e tornozelos. Então o fogo das chamas tocou a pele sensível de suas coxas, espalhando calor até aproximar-se, perigosamente, de seu ânus; aquilo tornou seus gritos ainda mais altos e desesperados, mas nada os impedia de continuar, gargalhando tenebrosamente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Eu tenho certeza que ele quer!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Claro que quer!! Ele nasceu para isso, como todo Youko!! Verá: logo, logo, o prazer vai domina-lo como a nós, como um bom escravo, HÁ!HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não... Não...!! NÃÃÃOOO!!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Claro que quer, sua Raposa teimosa!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Então Nazago deu-lhe uma chicotada nas costas nuas, fazendo uma linha riscada de vermelho-escarlate aparecer, apenas para que o primeiro Youkai tornasse a derramar mais cera quente em seus ferimentos. O pânico invadiu Kurama, ao sentir uma coisa dura, firme e extremamente quente querendo penetrar seu ânus: o Youkai com o bastão!! Por Inari: aquele louco queria penetrá-lo com o bastão em brasa!!! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;NÃÃÃÕOOOOOOOO!!!!!&quot; – gritou, desesperado para se livrar daquela demência. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;META!!&quot; – incitou Nazago. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O ferro quente foi enfiado, então, com uma selvageria ímpar dentro do jovem Humano, queimando-o de uma maneira horrível; a dor explodiu dentro de Kurama de tal maneira, que quase o fez enlouquecer com a dor e gritar alto, mas tão alto, que era como se quisesse que os Deuses o ouvissem, naquele desespero. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRGGGGGHHH!!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;PÁÁÁREEEEEEEEEEE!!!!!!&quot; – os olhos de esmeralda estavam arregalados tamanha a agonia que estava sentindo, e as lágrimas desciam-lhe pelo rosto, agoniadas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tamanha dor tocou alguma coisa dentro de Nazago – o qual estava exatamente em frente ao seu rosto, e o fez dizer: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;TIRE!&quot; – sua voz trovejante ressoou, assustando o Youkai que estava a torturar o ningen daquela maneira. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;TIRE!, JÁ DISSE!!!&quot; – ordenou. Imediatamente o Youkai retirou o ferro em brasa, temeroso com sua própria vida. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O rosto de Kurama caiu para frente, encharcado de lágrimas, e quase sem voz. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Eu.APENAS EU posso torturá-lo assim!!ENTENDERAM?&quot;– gritou. Inesperadamente, levantou o rosto abaixado de Shuuichi, e beijou-o, sofregamente, encobrindo-o com os longos cabelos azuis, como se a afirmar o direito de posse, em cima de seu escravo. Logo depois, quase sem ar, diz: - &quot;Podem continuar.&quot; – o Kairui consentiu, então, para alegria de todos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não... por favor...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim, meu pequeno Humano! HÁ! HÁ! HÁ!! HÁ!! HÁ!! VAMOS!!’- reafirmou o Kairui, com o brilho de maldade e sadismo novamente nos olhos cinzentos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Imediatamente, o Kairui deu-lhe mais uma chicotada nas costas, enquanto outro Youkai aprisionava seu pênis com algum objeto estimulante, que não conseguia ver... O ruivo fechou os olhos, sem conseguir mais encarar a realidade; mas logo os abriu, novamente, quando outro Youkai o penetrou por trás num único golpe, arrancando-lhe o fôlego, ao sentir o ânus machucado ser invadido novamente por um membro que era quase da grossura de um punho. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;NÃ...&quot; – Kurama foi impedido de gritar por Nazago, que soltara o chicote e lhe colocava, à força, o membro intumescido na sua boca, obrigando-o a chupá-lo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ande, engula e me dê prazer, escravo!!&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Ele é realmente demais, Nazago!!&quot;- falou o Youkai que o estava fodendo por trás: - &quot;Ele... ele... ele é maravilhoso!! AAHHH!!! &quot;- mal conseguia falar, sem fôlego. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Sim: nunca vi alguém suportar tanto as nossas brincadeirinhas, hahaha.&quot; – concordou o que o estava torturando com a cera. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Eu sei do que é capaz esse meu servo... Isso, servo... Assim... É bom demais!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!&quot; – Nazago se perdia em meio ao prazer proporcionado pela boca de Kurama. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um terceiro Youkai tomou o chicote, e assim, novas chicotadas cortaram-lhe as costas, nas quais rapidamente era derramada a cera derretida, juntando-se, às dores provocadas por elas, as chamas, as fortes estocadas em seu interior, e o membro enorme de Nazago em sua garganta, quase sufocando-o ... e à uma boca voraz que agora fazia com seu pênis, o mesmo que ele fazia em Nazago, e sugava-o vorazmente, como se quisesse beber seu sêmen até a última gota. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nazago gargalhou, ao ver mais um Youkai participando da festinha; a agonia de Kurama estava estampada em sua face agonizante, em cada parte de seu corpo, que tremia completamente fora de controle, sendo forçado a ter orgasmos de uma forma que ele nem mais suportava. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A dor das queimaduras, adicionadas às das chicotadas e às pressões, tanto do membro que o invadia, quanto da boca que o sugava, o faziam chorar... e arrancar mais sangue dos punhos aprisionados, de tanta força que fazia para libertá-los, pingando no chão. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Então, o Humano foi perdendo rapidamente a consciência, sendo tragado para um mundo em que somente seu corpo agia sozinho, cada vez mais forçado a orgasmos e prazeres que seu Senhor e seus convidados queriam vê-lo realizando, enquanto ele mesmo nem sabia mais o que era, nem quem era. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sua última visão, antes de desmaiar e cair no abençoado poço da escuridão e do esquecimento, foi a de Nazago finalmente gozando, derramando seu sêmen em sua garganta... os gritos e gemidos de prazer de todos que ali estavam.... e depois, nada mais. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;************************* &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;... como sempre, minha Raposa foi magnífica.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A voz forte e profunda arrancou Kurama de seu sono, acordando-o ... Quando seus olhos desorientados do mais puro cansaço e exaustão conseguiram focalizar alguma coisa, viram, à sua frente, a face sorridente de seu Amo e Senhor. Sua mente embaralhada tentava lembrar do que tinha acontecido para que ele se sentisse daquela maneira, mas uma enxurrada de imagens sem nexo e sensações quase enlouquecedoras de medo e dor, tornavam impossível qualquer tentativa nesse sentido. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas pelo menos... mas pelo menos, seu corpo – alguma coisa lhe dizia isso – estava longe daquelas torturas... longe daqueles sádicos... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ao notar seu escravo finalmente acordando, Nazago escondeu a sensação de alívio que o percorreu: era certo que, a cada vez que cedia a seus instintos sádicos com seu escravo, em suas festinhas, Kurama sempre precisava passar algumas horas - ou até mesmo alguns dias - dormindo, sendo &quot;tratado&quot; por seu próprio Ki negro, uma vez que o Ki dele era drenado, infinitamente, pela Coleira de Contenção. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sim –isso já virara, praticamente, um ritual...Até mesmo por que ele –Nazago- se recusava a deixar de obter o máximo de prazer sexual que pudesse extrair com seu escravo, assim sendo, acabava, sempre, se excedendo com ele... e no final, para impedir que morresse, usava seu Ki para recuperá-lo dos ferimentos... e, de quebra, salvar-lhe a vida. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Como mesmo já dissera, um ritual que durava de algumas horas a alguns dias. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Acontece que, dessa vez, não fora assim: Kurama passara quase duas semanas desacordado. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Duas semanas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mesmo a despeito de Nazago ter aumentado – depois de alguns dias – a carga energética de seu Ki, para acelerar a recuperação de Kurama, o jovem Humano continuara, dia após dia, desacordado. Aquele tempo fora o suficiente para que Nazago parasse... e refletisse sobre algumas coisas. Ah, sim: andara pensando bastante, isso não poderia negar. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Disse: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe, meu lindo escravo: seu corpo já está curado... Afinal eu não posso deixar meu melhor escravo sexual morrer, concorda? ... Demorou um tempo, mas agora está tudo bem...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Onde... estou... Senhor?&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele murmurou, tentando se mexer na cama, mas sem conseguir: seus músculos, seu corpo... estavam fracos demais para isso; sua cabeça doía, sua mente não conseguia lembrar-se direito de nada... então, deixou Nazago continuar a afagar seus cabelos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;No seu ‘quarto especial’, meu escravo... Você mereceu: fez uma ótima apresentação na ‘Caçada...’, e com meus convidados. E isso é bom; me agrada muito, sabia? Continue assim... e nada acontecerá a você...&quot;- Nazago se inclina em seu ouvido e sussurra: - &quot;... nem a eles.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Hai... sim, Senhor...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Agora, volte a dormir... merece descansar após tudo aquilo... Vamos, feche os olhos, escravo... logo, logo, sua disposição irá voltar ao normal, e terá que trabalhar de novo.&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&quot;Hai... Senhor...&quot; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Kurama fechou os olhos suavemente, e se rendeu ao sono reparador, tentando ao menos no mundo vazio do esquecimento, ter momentos de paz... e solidão. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;***************************************** &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Continua... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;;__; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/4458.html</comments>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/4214.html</guid>
  <pubDate>Fri, 11 Jun 2004 00:19:21 GMT</pubDate>
  <title>Continuação de parte 3</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/4214.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Bom...nem vou dizer&lt;/font&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko rangeu os dentes, quando sentiu suas mãos percorrendo as faixas que prendiam sua túnica, tirando-a fora, os panos negros tombando no chão, expondo-o aos olhares de todos os que ali estavam; e os dedos ágeis tateando sua barriga, cintura, apertando fortemente os músculos tensos e rígidos; de repente, sentiu a calça que estava usando sendo forçadamente retirada por outras duas mãos estranhas que repentinamente cruzaram-se à sua frente, vindas de suas costas, deslizando até sua virilha: pertenciam à um Youkai convidado de Kairui, que não conseguira resistir à excitante visão do corpo daquele Youko quase selvagem, rendendo-se aos festejos de Nazago... Assim, mais um Youkai entrava na brincadeira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As mãos do Kitsune paralisaram, de choque, nos ombros do Kairui, e sua cabeça pendeu para trás, ao sentir um apertão forte e rude em seu membro, feito pelo Youkai que chegara, o qual deslizou os dedos, contornando rapidamente seu pênis até a cabeça, flexionando-o sucessivamente, ao mesmo tempo em que Nazago penetrava seu ânus, invadindo-o violentamente com os dedos, sem preparo algum, causando uma onda de choque e prazer em seu corpo, dando-lhe arrepios. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem se encantava mais e mais eram os demais convidados de Nazago, e o próprio – o qual, com um olhar, deixou claro que poderiam participar da brincadeira, também. Rápidos, eles tiraram suas roupas, e pareciam loucos e sedentos por prazer: seus olhos brilhavam mais e mais, com os gemidos de Nazago, que movimentava rapidamente os dedos dentro do Youko, e deste, por sentir novamente seu Mestre e Senhor, a prepará-lo para a posse total. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui trocou de lugar com o outro Youkai, indo para trás de Kurama, e continuou com seus gestos: sua língua tocava agora cada detalhe das costas musculosas e iluminadas pela luz da Lua, do Youko, lambendo cada centímetro da pele macia e perfumada da Raposa, enlouquecendo-o; Nazago começou então a acompanhar com a língua a linha da sua coluna vertebral, descendo por ela até ir se aproximando das nádegas claras e redondas, ao mesmo tempo em que o outro Youkai ia deslizando as mãos pela cintura do Youko, puxando-o para baixo, fazendo com que Kurama se inclinasse por cima dele, deixando o caminho livre para Nazago. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago continuou, impiedosamente, a descer com sua língua pela coluna de Kurama, acompanhando com a mesma o formato das nádegas da Raposa, lambendo-as, mordendo-as, encharcando-as de saliva, até enroscar-se no ânus do Youko, penetrando-o com a ponta da língua, fazendo uma terrível pressão, o que fez o Youko contrair as nádegas, e arquear-se de maneira selvagem, libertando-se do abraço prisioneiro do outro Youkai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Virando-se rapidamente para Nazago, Kurama descansou a cabeça nos ombros do Kairui, enquanto suas mãos retiravam a capa que ele usava, infiltrando as garras por sob a proteção de seu tórax, até arranca-la, aproveitando então para cravá-las diretamente na pele do Youkai, riscando-a de cima a baixo com fios de sangue, tentadores aos olhos dos Kairui, e aos próprios caninos do Youko, que mordeu seu pescoço, fazendo-o gritar, e desceu, lambendo seu tórax por toda a extensão da musculatura rígida. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;AAAAAAHHHHHH!!!!!! Você é delicioso... Prossiga, escravo!... continue a me dar prazer, Youko... Vamos!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, meu Amo.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Completamente esquecido do outro Youkai, Kurama contornava com as mãos e a boca agora, os mamilos de seu Senhor, utilizando a língua morna para massageá-los em leves lambidas, que os fizeram ficar eretos, dentro de sua boca. Foi quando Nazago inverteu as posições, subitamente, voltando a ficar nas costas do Youko, e tratou de continuar masturbando-o rapidamente, sem parar, flexionando seu pênis com uma das mãos, enquanto a outra se encarregava em carícias por seu pescoço e cabelos, afastando-os, para facilitar a chegada de seus lábios nos fios prateados de sua nuca, arrepiando-o completamente, enquanto não dava tréguas ao membro inchado e intumescido do Youko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grito saiu dos lábios do Kitsune: um forte, alto, e seguido de um gozo profundo, que fez todos os Youkais presentes se deliciarem com a cena, e se aproximarem dos três. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vamos... aproximem-se de nossa ‘Caça’... Participem!!&quot; – convidou Nazago, rouco. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Claro!!&quot; – foi o coro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não!!&quot; – gritou o Youko, que, subitamente, virou-se contra Nazago, empurrando-o para o chão, e, arquejante e com a mente ainda enevoada pelo gozo que acabara de ter, Kurama deitou-se por cima do Kairui, disposto a faze-lo pagar por aquilo, ao mesmo tempo em que seu corpo foi repentinamente atacado pelos Youkais. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os gemidos do Youko aumentaram seqüencialmente, com todas aquelas mãos e línguas tocando seu corpo; mas ele também continuava com Nazago: sua língua agora estava enroscada em seu umbigo, penetrando-o de forma excitante; suas mãos agarraram sua calça que ele vestia e a arrancaram com um só puxão; as palmas começaram então a percorrer suas nádegas, apalpando-as com as garras, pressionando-as da mesma forma que seus beijos pipocavam na barriga lisa e no abdômen trabalhado e cheio de músculos do Kairui, descendo para a virilha e fixando seus beijos quentes e molhados de prazer por toda a área que envolvia seu sexo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago sentia seu corpo queimar, arder, quase descontrolado; cada vez mais seu cérebro explodia de excitação intensa e louca, pois os Youkais que compunham o grupo dos Caçadores convidados por ele haviam começado com carícias em seu corpo, tocando, roçando, apertando, enquanto outros divertiam-se com a Raposa ajoelhada, enchendo-o com toques, carícias e chupadas contínuas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko abaixou ainda mais sua cabeça, e levou então, sua língua ao pênis ereto de Nazago, fazendo-o gritar, e começou a lambê-lo, desde seu tronco intumescido até a glande, vermelha e inchada. Os gritos de Nazago aumentam, seguidos de verdadeiros uivos de prazer que se espalhavam pela fria madrugada afora. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa tentativa de retardar o orgasmo, Nazago começou então a morder os próprios lábios, sentindo aquele fogo subir pelo seu corpo inteiro, até atingir seu cérebro e explodir em chamas de pura excitação, de maneira quase incontrolável, vítima do Youko, que chupava e sugava cada vez mais seu sexo, lambendo por toda a glande, bem na ponta; lá chegando, ele parava sua língua e cessava um pouco a tortura, deixando-o em estado quase de agonia, para logo em seguida, chupa-lo novamente por inteiro, subindo e descendo, distribuindo algumas mordidas com os caninos afiados, que fizeram o corpo de Nazago estremecer em êxtase como um louco... e um grito bem mais forte ecoar em meio à floresta, quando este atingiu o orgasmo completo, gozando desesperadamente na boca do Youko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko sentiu o gosto salgado descer por sua garganta abaixo, e recuou um pouco sua boca dele, como se, de repente, voltasse à sua consciência – mas era tarde, as sensações de gozo sentidas por causa dos outros Youkais também lhe invadiram o corpo, fazendo-no gritar, perder o equilíbrio, e ir ao chão, sem fôlego. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os Youkais, então, alucinados pelo espetáculo, pegaram suas armas e começaram a passá-las em sua pele, cortando-a em pequenos ferimentos, deixando filetes de sangue a escorrerem por sua pele pálida e molhada de suor, de maneira que pudessem lamber-lhe o sangue e beber-lhe a fonte de vida, tais como verdadeiros vampiros. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mesmo fizeram também com Nazago, só que, para ele, aquele era um prazer a mais, um prazer extremo sentir os fios das lâminas cortarem sua pele; o sangue escorrer então de suas pernas, braços e peito, misturando-se à dor... Ah, delícia! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama Youko gritava em pânico, com os cortes que se aprofundavam em sua pele: o prazer dos Youkais era infinito... lambiam-lhe o sangue que escorria-lhe dos ferimentos e manchava-lhe a pele alva; bocas estranhas sugavam seus mamilos; mãos rudes massageavam-lhe o corpo inteiro, e suas áreas erógenas sem piedade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Repentinamente, Nazago, ainda arfante do gozo anterior, apareceu, e, empurrando um Youkai estranho que estava a sugar o pênis de seu escravo, abaixa-se, abrindo rudemente suas pernas, separando-as, reclamando o lugar onde se alojaria, o pênis grosso e inchado tentando penetrar o lugar das profundezas do interior do corpo da Raposa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama, sentindo-se levado repentinamente de volta às brumas de sua consciência, tenta desesperadamente livrar-se dos braços dos demônios que o prendiam, tocavam, e do ataque daquele louco, oferecendo uma súbita resistência, ante o ataque fulminante do Kairui. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vamos, não se defenda, servo!! Você é meu, unicamente MEU, sua Raposa Vagabunda!! Seu corpo me pertence: vou controlar sua selvageria!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grito absoluto de dor explodiu dos lábios do Youko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;AAAAAAAAAHHHHHHH!!!!!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O kitsune grita, quando Nazago consegue o que queria: penetrá-lo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A dor de seu corpo, reunida às das estocadas estavam quase fazendo-o desmaiar... Nazago fincara as mãos em garras na sua cintura, suas pernas sendo cada vez mais separadas, empurradas para os lados. Kurama movia as mãos, louco para se soltar de todas as outras que o prendiam, forçando seu corpo a permanecer no chão, tremendo e lutando contra aquela curra. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago levava sua língua ao peito do Youko, lambendo, por sua vez, os filetes de sangue que escorriam dos cortes feitos em sua pele pelos demais Youkais, conforme aumentava a velocidade, roçando suas coxas, penetrando-o com mais força, machucando-o, agarrando suas nádegas e pernas com selvageria, até o Kairui sentir mais uma onda avassaladora de prazer dominá-lo... e mais uma, e outra, e outra... duas, três, quatro vezes seguidas. Ainda assim, não saía de dentro do Youko, não parava de penetrá-lo, perseguindo desvairadamente infindáveis orgasmos... Tantos quantos mais pudesse agüentar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foram ao todo vinte vezes, saindo e entrando no Youko, penetrando-o, fodendo-o, currando-o, sua mente completamente enlouquecida e fora de controle... Ao todo, vinte orgasmos maravilhosos, completos, fantásticos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago cansou-se, finalmente... e saiu, deixando o caminho livre para seus convidados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os Youkais trocaram de lugar diversas vezes, então, abusando do corpo daquele Kitsune quantas vezes fosse necessário, até o próprio Youko perder as contas de quantos Youkais haviam gozado e tido orgasmos dentro dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final, Kurama Youko não se mexia mais; o sangue praticamente escorrera por todo seu corpo; seus braços e pernas, abertos, eram como se pertencessem à alguma marionete que, quebrada, fora jogada fora; os olhos vidrados, sem vida, sequer piscavam... ou tinham alguma reação; sua respiração, mínima, só era distinguida, pelo fraco movimento de seu tórax - sinal de que ainda vivia... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O som de vozes retumbantes e gargalhadas satisfeitas com seu prazer noturno, ecoavam pelo bosque adentro, levadas pelo vento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Caçada daquela noite fora maravilhosa para todos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Principalmente para Nazago-Sama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;******************* &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Horas depois a tropa de Nazago acordou, querendo continuar aquela brincadeira em outro lugar, pouco se importando se Kurama tinha condições ou forças para mais alguma coisa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui se vestiu, e voltou o olhar para o Youko totalmente adormecido – completamente esgotado e exausto – largado no gramado, entre os corpos de alguns Youkais esgotados. Apesar de seu estado, o Youko era, para todos os que ali estavam, uma visão belíssima. Para Nazago, então, era um prêmio ver semelhante criatura – tão forte, musculosa e imponente – jogada aos seus pés, levada ao esgotamento mais profundo que se pudesse imaginar... Por sua causa. Sim; afinal, há apenas alguns minutos atrás era ele próprio quem se sentia assim... e o responsável era, obviamente, o Youko Prateado que ali estava, tão... vulnerável a ele, novamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um sorriso maligno aflorou-lhe os lábios. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ah... Então o meu belo Youko está cansado? Que pena... Ainda não está na hora de descansar... Não, Senhores?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Claro, Nazago-Sama!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso mesmo: queremos prosseguir com nossa ‘Caçada...’ em outro lugar!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Naturalmente...Vamos brincar de outra coisa então, Senhores...Com certeza. Este meu escravo tem pique para muito mais!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago então se virou para alguns soldados que vinham se aproximando, trazendo as correntes para prender o servo novamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Aqui está, Amo.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Como estão os preparativos no Castelo, Aiko?&quot; – perguntou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Tudo pronto, Senhor: A Sala de Torturas está esperando pelo Senhor e seus convidados... a mesa de iguarias já foi posta, também: hoje teremos belos exemplares de Youkais inferiores.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Perfeito. Agora, vamos acordar minha Raposa preguiçosa...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falou, e andou aproximou-se mais do lugar que o Kitsune dormia, no chão. Abaixando-se, puxou rapidamente a Coleira da Raposa, fazendo-o gemer de dor. Rápido, colocou nela uma das correntes, e, esticando-a, gritou: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Acorde, Youko!!&quot; – Notando que Kurama voltava lentamente à consciência, gritou outra vez: -&quot; Eu falei para acordar!!!&quot; – dessa vez, o puxão fez com que o corpo do Youko tremesse completamente e finalmente acordasse, gemendo de dor. – &quot;Isso mesmo, agora vamos andar, escravo: sua folga ainda não começou!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko pôs-se de pé, levantando o corpo moído de cansaço e machucado pelos excessos de seu Amo e companheiros. A cabeça de Kurama zunia de tal maneira, e sua mente estava tão entorpecida, perdida em meio à névoa de exaustão que se encontrava – na qual mal conseguia lembrar-se direito do que lhe tinham feito na véspera - que resistir a mais uma nova &quot;brincadeira&quot; de Nazago sequer lhe passou pelo espírito, e o seguiu, mecanicamente, então. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns minutos mais tarde todo o grupo do Kairui se divertia em uma festa insana e sádica em um outro Salão particular do Castelo; alguns já se encontravam completamente bêbados, após toda a comida e bebida cedida conforme eles se divertiam com outros escravos do Senhor daquele local. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O divertimento maior era ver como aquele Youko suportava tanto sadismo vindo deles; o quanto agüentava os espancamentos e horas de sexo macabro naquele corpo demoníaco, cuja natureza Youkai parecia ser realmente, viver se prazeres sensuais, segundo as Lendas que corriam a seu respeito por todo o Makai... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só que agora o que Nazago queria era o Humano; ele era mais &quot;divertido&quot; para brincar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vamos, retirem-no da jaula!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Senhor!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos soldados arrastou o Youko para fora dali pelas correntes, jogando-o aos pés de seu Senhor. Com um bom animal de estimação, ele engatinhou o corpo trêmulo e exausto até os pés de Nazago e os lambeu, curvando depois a cabeça para o chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Meu... Amo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Bom menino... Está preparado para o que nosso grupo quer fazer com você?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hai, meu... Amo... tudo... o que quiser...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mesmo? Isso é bom, muito bom... HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!&quot; – gargalhou Nazago, fazendo uma sensação arrepiante de frio atravessar o corpo da Raposa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago puxou as correntes de seu pescoço e o fez se levantar, levando-o para um tipo de cavalo-de-pau, onde o Youko foi amarrado, dócil, pelas pernas e braços pelos outros Youkais, ficando então, com as mãos e as pernas presas, puxadas para baixo, enquanto suas costas e nádegas, ficavam completamente entregues àqueles dementes, que estavam loucos para uma nova experiência. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quando um deles trouxe uma vela ardendo em chamas, juntamente com outro que trazia um bastão em fogo e se aproximavam da Raposa, totalmente imobilizada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/4214.html</comments>
  <lj:music>Navras</lj:music>
  <media:title type="plain">Navras</media:title>
  <lj:mood>energetic</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/3863.html</guid>
  <pubDate>Fri, 11 Jun 2004 00:07:11 GMT</pubDate>
  <title>More..more!!!</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/3863.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Bem, olha eu aqui outra vez!!! Eu demoro mas apareço...demoro p cacete na verdade, juro q essas últimas semanas foramo máximo de complicadas e ocupadas, primeiramente o evento aqui no Rio depois a visita da amiga no mesmo dia, um rolo q só vendo!!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;No fim tudo deu certo e eu consegui fazer mil e uma coisas, menos dormir direito, é claro, isso já seria pedir demais!! Nem tudo é perfeito, fazer o q?!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Ai, mas o bom é q vou p Sampa com o cabelo bom e ainda irei utilizar de minhas férias de julho de forma muito boa, ficarei meio de molho, mas tudo por uma boa causa...se tudo der certo...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Oh...mas mim tá muito feliz, porq pessoas estão lendo minhas fics, tipo...pessoas como a Drika, q nunca soltou um ai em respeito ao q escrevia!! Ela gostou do meu Tezuka!! Hehee..e melhor ainda do meu Fuji maníaco!!!^^* hakura muitoooooo be happy*E ela fez um comentário enoooormeeee...e eu amei!!!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Adoro quando as pessoas falam a respeito, vou começar a colocar as coisas aqui e no chocobox tb, terei q dividir minhas fics com dois, ficará mais leve!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Ah...mudando de assunto completamente, eu assisti Harry Potter!!! Bom, não é q não tenha gostado, tipo é q sou tão mau acostumada com Lort, tão demais e nada mais me surpreende. Só q os efeitos estão muito bons mesmos, o Harry tá uma gracinha, tirando um furo do filme, tem uma hora em q a cicatriz dele está do lado oposto da testa...mancada feia essa da produção!!!! Já me basta ter q ver a cicatriz num lado q não existe...essa foi demais hahahahahahah!!! O Rony continua maneiro e a voz dele ta´quase no ponto e a Hernione tá cada vez com o cabelo melhor, será q no próximo ela vai fazer escova definitiva?! 0.o&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Os irmãos ainda precisam de mais destaque, eles são foda e sinceramente no último livro foram o q salvaram aquela merda de hist de 30 pg boas!&amp;gt;&amp;lt;Agora minha louca raiva é em relação ao Sirius: porra eu adoro esse cara e sinceramente nunca imaginei ele sendo assim, não e não!! voto contra!!!Agora o Lupin: ahhh puta q me pariu!!! O q é aquilo de bigodinho?! Alguém me diz, como colocam o Lupin de bigodinho e até gordinho?! Não aceito, segundo me parece q é bem mais bonito do q aquilo e mais novo talvez, sem contar q roupa é aquela, meus deuses!!!?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Falando em roupas, como podem tirar aqueles uniformes maneiros de Hogwards e colocar aquelas roupinhas patéticas?! Voltem as roupas de antes pelos deuses e bruxos!! Falando em bruxos o nosso velhinho, não combinou muito bem com o diretor da escola, não mesmo! Coisa q combinou foram os sapos cantando no início, eu amei aquela musiquinha, com certeza não é melhor do q a de VAN HELSING, mas é algo...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Tipo, eu quero esperar o Cálice de Fogo, só isso e quero ver a continuação de Shrenk..*nada a ver*&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Oh...agora o q interessa a continuação de Nazago.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;Como sabem, essa fic pertence a mim e os personagens de yuyu, com certeza não.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#cc66cc&quot;&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Amor Nunca Se Esquece &lt;br&gt;&amp;nbsp;Hakura Kusanagi &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capítulo 3 &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já se passaram meses; exatos um ano que Kurama estava preso no Castelo de Nazago. Sua rotina não mudara em nada... Sequer amenizada fora. Suas torturas já faziam parte de um cotidiano de horror que parecia ser eterno. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestes momentos, ele pensava se aquilo tudo não era um castigo dos deuses, se havia feito algo de tão errado nessa vida para merecer tal punição. Se via todas as noites deitado sobre aquele colchão maltrapilho jogado no chão, numa masmorra, sem o direito de ver o brilho da noite ou do dia, sem o prazer de ver as coisa que ele mais amava – suas rosas -, sem sentir seu perfume ou ter a visão de suas cores; nada mais disso fazia parte de sua vida: agora, era tudo repleto de escuridão, medo e dor... As sombras haviam dominado seus olhos há muito tempo. Seus amigos e família??? Ah... Estes, ele os perdera realmente; não voltaria a vê-los nunca mais... Mas... e seu amor? Onde estaria ele? Onde fora parar seu amor, o único que seu coração amara realmente? Aquele que vivia na sua mente e em seu coração. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Onde estará ele agora?&quot; – perguntava-se. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez perdido em algum lugar de suas lembranças; entre seus sonhos... Os únicos momentos felizes de seus dias: seus sonhos!! Momentos de ilusão que o faziam suportar todas as torturas diárias. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele pensava isto todas as vezes que a saudade o tocava, fazendo seu pobre coração quebrar de tristeza; então, criara em sua mente este lugar, e guardava-o no fundo do coração: um mundo de fantasias com seu amor... com Hiei. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas isto era proibido no &quot;mundo&quot; de Nazago: se ele o visse falando, ou ao menos desconfiasse que estava pensando em Hiei, o fazia sofrer em punição, torturas horríveis; por isto, Kurama se envolvia cada vez mais em mentiras que talvez, um dia, apagassem suas verdadeiras lembranças... Kurama rezava para aquilo jamais acontecer. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora ali estava ele, deitado como sempre por alguns raros minutos em seu colchão, pensando, meditando para manter sua mente sã, em meio à todo aquele horror em que vivia, e para dar um descanso mínimo ao seu corpo. Ah... seu corpo; coitado, tão machucado de castigos, tão magro e sem beleza, largado ali, vulnerável, sem forças para mais nada. As pernas ainda carregavam o peso eterno de suas correntes, as cicatrizes de chicotadas e queimaduras se espalhavam entre coxas e pernas; o peito e as costas também carregavam marcas quase idênticas; seus braços, sempre carregando suas algemas, numa tortuosa maneira de se ter um Youko aos seus pés, preso eternamente a uma Coleira de Contenção de Ki que o mantinha preso ao corpo humano de Shuuichi Minamino, um ser que já estava cansado de lutar contra seus fantasmas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu rosto era o retrato perfeito disso: com olheiras de sono e exaustão que raramente sumiam; manchas roxas espalhadas em suas faces tão pálidas ressaltavam sua dor. Seus olhos verdes eram apáticos e sem vida, postura de alguém sofredor, humilhado e submisso... O lindo vermelho de seus longos cabelos era agora opaco, sem corte, selvagens. Kurama se sentia acabado, assim como todo o resto dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mantinha já a longos minutos seus olhos voltados para a escuridão, um olhar apático hipnotizado por um filete de luz prateada e cheia de brilho... Aquilo dava paz à seu espírito, enchia-o de calma e beleza; um pouco, até quem sabe, de vida – seus olhos percorreram então a cela, observando alguns pequenos roedores que subitamente se puseram a correr para todos os lados – assustados com o trepidar de passos que se aproximavam da cela, vindos pelo corredor. Instantaneamente, as mãos de Kurama começaram a tremer, tomadas por um temor violento. Já sabia quem se aproximava: Aiko e Naiuki, que vinham para pega-lo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ranger da tranca de ferro fez correr todos os animais peçonhentos da cela, deixando à vista somente o Humano – quase cego devido à súbita inundação de luz que irrompera pela porta aberta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aiko e Naiuki apareceram, trazendo as longas correntes em suas mãos. Aquele tinir de ferros, gemendo como uivos de lobos, assustavam o Humano, pois ele já sabia o que viria depois daquilo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aiko gritou, então, cínico: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Acorde, Kurama!! Está na hora da Caça, Raposa!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ande, levante-se escravo medíocre!! Venha colocar as correntes!&quot; – Naiuki aproximou-se. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama levantou os olhos para eles, e tornou a abaixa-los, se negando a mover-se; seu corpo estava paralisado de cansaço, e só conseguia ficar ali, deitado, sem conseguir mexer-se. A demora em obedecer, porém, irritou os Youkais. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ande!! Deixe de preguiça e levante-se!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Levante logo, escravo estúpido... Ou está a fim de apanhar?&quot; – ameaçou Aiko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;N-Não, Senhores, eu... estou exausto, minhas pernas não se mexem, eu...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;É problema seu, se não agüenta o esforço dos seus serviços: seja mais ágil nas próximas vezes, oras!! Não é mesmo, Aiko?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso mesmo, Naiuki! Agora, pare de ser teimoso, e venha: o Mestre está lhe chamando!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas... Senhores...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois guardas se aproximaram dele, então, ergueram as correntes e o açoitaram com elas. Bateram com toda a força, enquanto Kurama nada conseguia fazer, a não ser encolher no colchão, deixando suas pernas e costas vulneráveis ao ataque dos dois. Os gritos de Kurama ecoaram pelo corredor afora, até cessarem. Dando-se por satisfeitos, ambos os Youkais pararam com o espancamento e caíram na gargalhada, rindo do corpo machucado e trêmulo da Raposa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um divertimento macabro de todos os dias: divertirem-se espancando aquele arremedo de Humano, o qual tantos diziam ser a encarnação de um dos maiores Ladrões e Assassinos do Makai. Ora, encarnação... Mas que lhes rendia bons momentos, isso era verdade. Pena que não pudessem mais ir além disso: havia regras à respeito daquele Humano, desde a Festa de Comemoração de seu Casamento com o Mestre Nazago, há quase um ano; existiam limites no que podiam fazer com ele, agora. Regra principal: o escravo era unicamente do Mestre – e ponto final. Apenas o Mestre poderia bater, espancar, surrar, estuprar, enfim, fazer o que quisesse com ele. Apenas o Mestre. Ninguém mais. Quem desobedecesse essa Regra, era morto. Igual à um dos Soldados que fora pego pelo próprio Mestre tentando &quot;se divertir&quot; sexualmente com o escravo... e que, no fim, já não tinha sequer forças para implorar mais pela benção da morte. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos se aproximaram mais do Kitsune, para colocar as correntes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;E então? Vai querer levantar... Ou não?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim... meus senhores... sim...&quot; – Kurama gemeu, com as dores dos novos machucados, forçando suas pernas e corpo a se levantarem e a andar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Bom rapaz... Nosso Amo está louco para Caçar...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, e mostrar seu ‘Bichinho de Caça’ para alguns convidados. Não, Aiko?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, a Caçada hoje vai ser divertida... HÁ! HÁ!HÁ! HÁ!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois o arrastam então pelos corredores e passagens, até saírem em belo jardim, num bosque que rodeava o Castelo, encoberto pela noite de trovões do Makai, e que vivia cheio de Youkais de nível inferior tentando atacar o Castelo, escondidos nele, mas os infelizes sempre acabavam caçados, presos, tendo suas cabeças arrancadas... e colocadas como prêmio, no Salão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquela era uma &quot;Noite de Caça&quot; – uma noite que todos os Caçadores aliados a Nazago perseguiam estes Youkais. A &quot;Caçada&quot; era bem interessante, pois todos os participantes podiam trazer seus Animais de Caça, e podiam usar quaisquer armas que quisessem, tipo arco e flecha, espadas, lanças... e tudo o mais que um Caçador quisesse usar, para novidade dos integrantes e divertimento dos mesmos. E uma das experiências daquela noite sem lua, em especial, seria a primeira aparição Oficial do novo Animal de Caça de Nazago: a famosa Raposa Demoníaca Youko Kurama, que mostraria sua verdadeira forma para todos os Caçadores – depois de um longo período de &quot;Treinamento&quot;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Naiuki e Aiko carregaram-no para o centro de uma clareira, e o conduziram até onde estava seu Mestre. As vestimentas de Nazago eram as de um real Caçador: as longas botas negras, calça demarcada com proteção de metais, eram as mesmas que se viam no colete em seu peito, e era todo revestido com longos panos de cor roxa transpassados até o lado de fora, caindo como uma espécie de capa até o chão. De sua cintura aparecia a imensa espada trabalhada em ouro e pedras preciosas, as mãos postadas na cintura, enquanto os cabelos azuis, longos e muito bonitos, eram espalhados pelo vento frio da noite. Todos os Youkais estavam com o mesmo estilo de roupas, carregando cada um sua arma, e acompanhados de seus &quot;Animais de Caça&quot;. Agora, faltava apenas a Raposa de Nazago para completar o time... e ele acabara de chegar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago voltou a fala aos dois Guardas: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Que bom que o trouxeram. Mas porque demoraram tanto?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Desculpe-nos, Senhor, mas é que ele se atreveu a nos... digo, a contrariar Vossa ordem.&quot; – Corrigiu-se a tempo, Aiko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;E nos obrigando a surrá-lo para se levantar, Senhor.&quot; – Continuou Naiuki. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago apertou os gélidos olhos cinzentos, fixos em ambos os Guardas... Mas acabou respondendo: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Está certo. Mas que isso não se repita mais. É uma ordem.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Amo!&quot; – os dois responderam em uníssono. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Tragam-no até a mim, agora!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles o puseram bem na frente do Kairui; este o encarou com a face sorridente de superioridade, pegou a cabeça de Kurama e a ergueu, olhando-o bem no fundo dos olhos verdes. Apertando um determinado local na Coleira de Kurama, Nazago fez o Humano voltar à sua antiga forma de Raposa: o famoso Youko Kurama, Ladrão e Assassino implacável, apareceu, assombrando a todos que ali estavam. Os longos cabelos prateados surgiram entre os fios vermelhos, tornando-os mais lisos e compridos; as orelhas pontiagudas apareceram no alto de sua cabeça, trepidando à procura de um som diferente; seus olhos verdes, sérios e tristes, brilhavam agora com o instinto animal refletido nos tons dourados deles; o corpo, maior, mais forte e vestido com uma túnica negra, da qual despontava seu longo rabo prateado, repleto de uma fofura esplendorosa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As correntes foram puxadas pela de seu pescoço, trazendo-o próximo de Nazago. A corrente atada à Coleira no seu pescoço foi esticada até que ambos estivessem bem próximos, fazendo com que Nazago se deliciasse com a visão esplêndida à sua frente: Kurama Youko, majestoso e imponente, tanto quanto ele mesmo; os olhos dourados e selvagens, totalmente diferentes dos verdes vulneráveis que se acostumara a ver; a sensação de poder olhá-lo de igual para igual, uma vez que ambos agora eram da mesma alta e imponente estatura. Sim, não eram raras as vezes em que se sentia disposto a trocar seu escravo Humano pelo seu aspecto Demoníaco – não que essas vezes não tivessem resultado em longas sessões de &quot;Reeducação&quot; e divertimentos seus... de um jeito... ou de outro. Com certeza, a natureza demoníaca de seu escravo era ainda mais repleta de resistência – a mesma à qual ele adorara manipular, quebrar... e dominar, durante aquele longo ano que se passara, até o ponto em que ele chegara, agora. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deu um sorriso. Sim, agora, sua Raposa Demoníaca estava &quot;educada&quot;. Segurando-o pela corrente bem perto de si, perguntou: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Minha bela Raposa... E então? Está pronto para Caçar, Youko?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apenas uma leve aquiescência, foi sua resposta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Virando-se então para os demais convidados que haviam observado a transformação completamente pasmos, disse: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhores, hoje vamos ter um divertimento bem mais fatal... Soube que temos muitos ‘visitantes inesperados’ no bosque, hoje à noite; alguns até especiais: Youkais fugitivos de nível &quot;B&quot; ou &quot;A&quot;... Bem melhores de matar, não é mesmo?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isso mesmo, Nazago-Sama!! Vai ser ótimo!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hummm... Youkais nível &quot;B&quot; ou &quot;A&quot;? Será ótima oportunidade para testar meus ‘Cães da Noite’.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ora, ora... Onde conseguiu estas ‘preciosidades’, Nazago?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Realmente, Nazago: muito bom! Mas... em que este Youko o ajudará?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Virando-se de lado para observar melhor Kurama, Nazago teve um brilho sádico a envolver-lhe o olhar, este semi-escondido pelos cabelos azuis revoltos pelo vento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sorriu. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Em muitas coisas, não Kurama?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago afagou com uma das mãos as suaves orelhas do Youko, este agora ajoelhado no chão; o gesto do Kairui fez com que os caninos do Youko se sobressaíssem dos lábios, num rosnado; a face alva, pálida sob a luz da Lua que agora saía de dentro das nuvens, foi erguida sutilmente com uma das mãos do Kairui em seu queixo, fazendo as orelhas trepidarem docilmente. Seus olhos dourados tornaram-se macabros, suas sobrancelhas arquearam-se em ódio, surgiu um sorriso demoníaco em seus lábios, e suas garras saltaram de seus longos dedos. Vendo o instinto assassino de Youko ressurgindo, o Kairui fez apenas uma pergunta: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que você fará quando achar um Youkai, meu escravo?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;MATAR, Senhor.&quot; – A voz profunda e rouca de Youko Kurama ressoou, na pequena clareira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hum... Isto é interessante, Nazago...&quot; – comentou outro dos seus convidados: - &quot;Ele é treinado para Caçar?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você o treinou para assassinar, Nazago?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim... Ele pode arrancar pedaços?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago deu um sorrisinho de superioridade fatal: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Claro que não: ele é um Youko, Senhores... Ele já nascePRONTO para matar. Eu apenas... o orientei um pouco; nada mais.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu trarei o prêmio.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Que prêmio, Youko?&quot; – Nazago perguntou-lhe, continuando o jogo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;As partes mais obscuras: uma cabeça... um coração... um cérebro.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isto é excelente!!&quot; – gritou um. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Estou louco para vê-lo em ação, Nazago; será divertido!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Será que ganha de nós, na Caçada?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Meus animais talvez sejam inferiores... afinal, não sabíamos que teríamos um Youko participando da Caçada, não, amigos?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim! Chega até a ser desleal, não acha, Nazago?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Pode ser. Mas... me diga, meu querido Kitsune, o que fará com os inferiores que colocarem a vida de seu amo em risco?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;MATAREI E ESTRAÇALHAREI.&quot; – respondeu friamente o Youko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vai ser uma Caçada maravilhosa... HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!!!!!!!!!! Eu vou lhe soltar, meu animal... e você poderá ir Caçar à vontade.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui ordenou um comando, e as correntes caíram todas no chão, com exceção da Coleira... e o Youko saltou rapidamente pelas árvores, desaparecendo em segundos das vistas de todos os Youkais reunidos na clareira. Sorrindo, Nazago observava seu caçador ganhar a noite, enquanto seus convidados soltavam também seus animais, na tentativa de conseguirem competir com ele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;********** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko saltou pelas árvores, farejando e procurando por sons específicos com suas orelhas. O primeiro movimento, um bater de asas rápido de um Youkai, foi o sinal de que estava no rumo certo. O Youkai era, segundo seu faro, um nível &quot;C&quot;, um tipo de Youkai mais evoluído que os outros, sem o fedor horrível dos de nível &quot;D&quot;... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Youko aguardou, escondido nos galhos de uma árvore, imóvel; sentindo a proximidade de mais três, sorriu. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus lábios se separaram, deixando aparecer novamente os caninos; as garras saltaram novamente de seus dedos, e, num salto repentino, irrompeu no meio da escuridão, caindo bem no meio do grupo de Youkais que ali estava acampado, agarrando violentamente as asas do Youkai alado, e as mordeu, fazendo sua vítima soltar um urro de dor, em meio à uma onda de sangue. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após um instante de pânico, causado pela sua aparição repentina, os outros Youkais reagiram contra o inimigo que lhes levava a mensagem da morte: partiram para cima dele, atacando-o juntos, mas o Youko os deteve com diversas esquivas e saltos que os deixaram tontos para atacar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto foi o que precisava para estraçalha-los com suas garras e dentes, arrancando com suas próprias mãos o coração de um deles, enquanto que, dos demais, suas cabeças iam sendo arrancadas... e atiradas ao chão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus ataques rápidos e mortais; fulminantes, deram cabo de mais de vinte Youkais dentro de poucos minutos. &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algumas horas se passaram até todos os convidados de Nazago retornarem, com diversos &quot;prêmios&quot; de suas Caçadas. Um deles se voltou à Nazago, perguntando: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Foi uma noite excelente, nos divertimos muito, Nazago. Mas... onde está seu escravo?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, onde ele está? Será que fugiu?&quot; – perguntou outro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Provavelmente não conseguiu nada...&quot; – começou um. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;...Ou, então, foi morto.&quot; – terminou outro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Desculpem-me contrariá-los... Mas um Youko nunca perde uma caça.&quot; – interrompe-os Nazago, com um tom de superioridade e arrogância: -&quot;Olhem.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ah?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O quê?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vejam: ele voltou!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O susto dos Youkais foi automático: seus olhos arregalaram-se, quando viram pilhas de corpos de Youkais de diversos níveis e espécies, aos pedaços, na frente da clareira: pernas, braços, cabeças, corações... Completavam o requinte de crueldade e selvageria daquele Youko. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ele? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Onde ele estava? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Youko Kurama estava chegando com seu prêmio... o maior da Noite: entre as mãos, a cabeça de um Demônio nível &quot;A&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De sua boca escorria sangue, manchando seus caninos com o vermelho escarlate, que descia lentamente para o pescoço. Sua roupa estava toda manchada e coberta do sangue dos Youkais que matara, da mesma maneira que seus braços e pernas; respingava sangue até mesmo dos longos cabelos prateados. Seus olhos dourados, então, estavam encobertos por uma névoa de maldade e selvageria. Ele deu um pequeno sorriso, lambendo, com a ponta da língua, os lábios ensangüentados, e apreciando aquele delicioso sabor com requintes de crueldade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele caminhou até seu Amo, e, ajoelhando-se defronte a ele, ofereceu: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Aqui está, Amo... Seu prêmio: um Youkai nível &quot;A&quot; .&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Bom serviço, meu servo. Venha cá... Quero dar seu prêmio.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Senhor.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago levou uma das mãos ao topo da cabeça do Youko, acariciando suas orelhas de Raposa, fazendo o demônio prateado aproximar-se mais de si, com um olhar sem expressão nas íris douradas. Logo em seguida, o Kairui baixou seus dedos até a face do Kitsune e a contornou, suspendendo-a, aproximando-a da sua o suficiente para que sua própria língua tocasse a boca do Youko, lambendo então cada centímetro de seus lábios, recolhendo sensualmente o sangue que deles escorria... Continuou, passando-a pelo seu pescoço, contornando sua garganta de cima a baixo, até se concentrar na suave depressão entre o pescoço e o ombro. &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/3863.html</comments>
  <lj:music>Why, Mr. Anderson?- ost de matrix</lj:music>
  <media:title type="plain">Why, Mr. Anderson?- ost de matrix</media:title>
  <lj:mood>energetic</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>3</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/3801.html</guid>
  <pubDate>Mon, 31 May 2004 19:20:37 GMT</pubDate>
  <title>Ai fim</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/3801.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#ff99ff&quot;&gt;&lt;strong&gt;O capítulo 1 acaba aqui e deixo claro q estou aceitando comentários e críticas e apedrejamentos..etc e tal!!!&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Londres ...&lt;br&gt;Março de 2004, as 20:00h.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele fecha o livro ao lado da pilha de papéis, canetas e um laptop piscando incessantemente na última frase que havia escrito e volta os dedos cansados para a tela...esse seria um bom fim, pensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Aqui nós começamos nosso amor, de forma estranha, mesmo um não suportando o outro e passando por vários motivos de separação...mas permanecemos juntos. Até que tudo aquilo aconteceu e eu voltei aqui para que? Não terei mais respostas dele, a Irmandade não faz parte de minha vida, assim pelo menos eu penso...será que me enganei esses anos todos?! Seis anos?! Isso é possível?”.&lt;br&gt;Aquela pessoa não existe mais, nem nas paredes do antigo colégio nem em lugar nenhum, muito menos aqui! A não ser que meus olhos estejam me pregando uma peça, no meio dessa noite gelada uma pessoa dormindo na rua em frente a um bordel e ser tão parecido com ele!”&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Seus dedos param de bater nos teclados, aquele não era o fim do livro, é claro...acabara de começar e se terminasse com menos de 30 páginas escritas seria o fim de sua carreira! Bom, não que fosse muito cedo...afinal começara a colocar suas idéias no papel e mandar para as editoras ou qualquer infeliz revista que tivesse um simples pedaço branco reservado para histórias de ficção. Deu certo, essa era a verdade, com 22 anos sua primeira literatura apareceu para as páginas dos leitores de uma revista de sacanagem qualquer, onde havia metade de folhas recheadas de mulheres com peitos caídos e outras com excesso de silicone ao lado de paus para todos os tamanhos e gosto; no meio disso tudo estava os pequenos contos dedicados aos leitores mais poéticos. Aquilo pelo menos foi um começo e nem muito desastroso, porque o editor mandou uma carta dizendo que seus contos de suspense e erotismo valiam a pena serem lidos por mais que 70 pessoas compradoras de sua revista. Ele ficou muito feliz, não interessava se muitas ou poucas liam, e sim o cheque que recebeu no final do mês, com ele deu para pagar suas custas em um outro curso que se interessava a aprender e que a faculdade não cobria.&lt;br&gt;Ah...mas apesar de longe de casa, numa cidade grande, numa nova faculdade e longe de prováveis tormentos de toda a sua infância, aquilo o fez sentir o vencedor do prêmio de literatura!&lt;br&gt;Bem, mas foi só o começo de sua carreira, seus esboços durante a graduação passaram por mãos de professores de todos os tipos e muitos diziam: que não seria nada com aquilo, que simplesmente não tinha amor às palavras e as usava por sua própria conta e até as magoava...Como se pudesse magoar palavras, elas é que na maioria das vezes eram responsáveis por magoar e ferir alguém, com tamanha profundidade, que se podia perder a vida por uma delas! Porém, aquele era seu destino, com 24 e terminando todos os seus cursos e pós-graduações, ele tinha seu primeiro livro nas lojas especializadas e seu primeiro contrato por 5 anos, com remuneração surpreendente para todos aqueles medíocres professores que o rebaixavam, se matarem de inveja! Oh...essa sim era uma bela palavra! E muito bem empregada em todos os sentidos!&lt;br&gt;Nunca se esqueceu do que um de seus professores de Filosofia da História disse ao olhar para um de seus pequenos textos: ‘Você torna as palavras sanguinolentas, elas doem em quem lê e provavelmente em quem as escreve. Vai agradar muitos leitores em nossa época e diria até que será um romancista espetacular!’. Aquilo poderia ser possível? Sim e quando viu seu livro ‘Canções de Pescadores’ na lista dos mais vendidos nem acreditou, teve que se beliscar várias vezes e tomar um porre só por aquilo, sem contar às ligações que deu para a família...foi o melhor dia de sua vida, com absoluta certeza! Tão bom, que até hoje se fechasse os olhos e pensasse naquele momento, lembraria exatamente qual era o gosto do licor de damasco.&lt;br&gt;Sim..sim...e quem era esse fabuloso e surpreendente mais novo prodígio? É o que todos queriam saber, mas isso não se permitiu, o nome que usava nos livros, era somente um pseudônimo, sua foto...nada mais que as belas paisagens da Índia, terra de sua família materna e sua vida ...não muita coisa, também fora escrita. Talvez alguns ainda soubessem algo pelo seu sobrenome, Samaha, mas é muito incomum e quem não o conhecesse muito bem, nem desconfiaria...muito menos, aqueles de seu passado.&lt;br&gt;O seu terceiro livro, foi um best-seller e seu editor ainda era o mesmo, o seu grande amigo agora e não morava mais em uma das pequenas vielas de Londres, mas sim no meio da cidade, perto dos jardins que adorava e da paz que amava, porque ama pensar vendo os carros passarem na ruas à frente e a fog que caia durante a madrugada. &lt;br&gt;E assim foram os anos, agora estava com 30, um homem perfeito e numa idade que as mulheres se apaixonam quando batem os olhos, talvez fosse esse o problema...mulheres. Não que não gostasse delas, tinha muitas amigas e freqüentava aqueles eventos horríveis, onde elas estavam cercando cada um dos mais recentes milionários e que de preferência não fossem velhos gagás! O problema fosse mais por se parecer muito com uma, mesmo cortando os cabelos como um homem, mesmo malhando na academia e tendo barba, naquele corpo e naquela face, tudo dizia que era uma mulher. Isso foi desde que era pequeno e sempre será assim! Por isso desistira de tentar, agora alguns sabiam que era homem, porque a maioria das pessoas está mesmo estranha e se veste de todas as formas, porém antes era bem complicado.&lt;br&gt;Ele então se sentiu atraído por homens em sua mais tenra juventude e ainda mais com o aumentar da idade, mulheres somente para amigas, nada mais.&lt;br&gt;Isso não vinha ao caso, mesmo sabendo que muitos de seus problemas começassem aí...sua psicóloga adorava ressaltar isso e seu analista...bem...ele não dizia nada, só ouvia e muito, a ponto de querer esganar seu pescoço! Bom, o que interessa é que ele começou um novo livro, um diferente estilo a uns 3 anos atrás, um romance...pode se classificar sendo isso. Não acreditava muito na idéia que isso fosse dar certo, era somente um rascunho e coisas que brotavam de sua mente nos últimos anos e não quis nunca colocar no papel. &lt;br&gt;Um romance gay, isso não ia dar certo com absoluta certeza, seu editor e os conselheiros iriam vetar no ato, foram seus mais corretos pensamentos a cada segundo que escrevia no papel e continuaram sendo até entregá-los para ler. Esperava a pior crítica e o típico: volte para seu mundo de suspense e terror e de preferência hetero! Esperou e esperou...e na verdade continua esperando por um desses telefonemas, mesmo estando no terceiro livro da série!&lt;br&gt;Inacreditável não?! A história havia brotado após conhecer um homem diferente, numa noite qualquer de sua vida, ele era simplesmente perfeito e ainda é, estão namorando desde então! Não que o ame, é...só amou uma pessoa a vida toda e essa destroçou as possibilidades de qualquer outro ocuparem aquele lugar especial, mas se esforçara muito para gostar desse cara como ele parecia gostar dele e acreditando ou não...estavam noivos! Certo,sua psicóloga tinha deixado bem claro que aquilo era um erro, não o noivado nem o que estava sentindo, mas sim a justificativa que deu para o livro, ele havia começado porque finalmente estava tentando colocar tudo para fora, da sua infância a adolescência e por fim os diversos erros que havia praticado durante outros relacionamentos! Mas ela que se foda! Não é verdade?! Escrever aquele romance tinha começado porque gostava muito dessas novas sensações que Ivan despertava nele...e o nome dele é tão forte quanto ele!&amp;nbsp; &lt;br&gt;E é sobre a Irmandade que segundos atrás seus olhos estavam aficionados, o primeiro livro, onde tudo começou. A história entre dois rapazes que se apaixonam de forma diferente, pena que o final não havia sido muito agradável, após tantas divergências entre o gênio de Angelic e Stephan os dois conseguem descobrir que se amam, mas durante o processo de admissão na Irmandade os segredos são revelados...o passado de poderosos que rondam o local, o poder que cada um aprende a governar inclusive sobre as pessoas...magia e muitas formas diferentes de sexo...a estranha forma de tratamento entre a Rainha e o Rei...cercados por misteriosas mortes! Tudo extremamente penetrante e intrigante, muito mais a forma como os dois se separam e Stephan misteriosamente desaparece daquele local. Tudo levando a crer que Angelic havia morrido durante um acidente de invocações demoníacas, sua família também sumiu e o lago que engoliu seu corpo nunca mais pôde ser usado no verão e a Irmandade não fazia mais parte daquele cenário, apesar de que depois Stephan vem a descobrir que ela está em todo o lugar e quando se faz parte dela não se pode sair mais ...a não ser morto!&lt;br&gt;O segundo se tratava do reaparecimento de Stephan e sua vida, não muita coisa a ser dita e apenas no final se mostra o aparecimento de Angelic, só que esse muito diferente do que os leitores conheciam. Além do mais, a continuação viria e durante as trinta ou mais páginas que escrevera até agora se tratava somente de lembranças e flashs de onde Angelic esteve durante tantos anos, uma narrativa em sua pessoa...muito complicada de se pegar pela forma de pensamentos esparsos que ele se apresentava no momento.&lt;br&gt;&amp;nbsp;Agora o cursor continua a piscar e os dedos dele doem demais para continuar a digitar qualquer palavra, melhor é mesmo tomar um banho e pensar em que comer depois de quase 7horas sem colocar nada na boca sem ser água.&lt;br&gt;Fecha o laptop e joga pela cama a manta que o aquecia durante o inverno, os olhos ardem um pouco e retira os óculos da cara para coçá-los, lança-os por cima da mesa e com aquelas meias grossas caminha descalço pelo taco brilhante no nível de se ver o reflexo. Se sente pronto para um banho delicioso naquela ducha quente que ama e pode se preparar para morrer dentro dela também, porque aquele tempo era ideal para isso...sem contar com o bom e velho chocolate quente londrino que tomaria logo depois!&lt;br&gt;Assim que o banheiro está suficientemente enfumaçado, ele retira a blusa e a cueca, entrando com felicidade pela água pelando, com certeza sairia de lá com a pele em pedaços, porém quem se importa?!&lt;br&gt;Os cabelos adentram pelo meio dos dedos quando começa a passar o shampoo e briga para que a espuma não caia nos olhos, depois é a vez de seu corpo, cada detalhe que as mãos contornam, ele sabe que não são de mulheres. Mas por que deveria ser tão esguio e magro? Os dedos com o mesmo traço e as unhas agora são um pouco grande e bem cuidadas como sempre gostou, e sabe que ali no meio das pernas indicava seu sexo e o que o deixava bem longe de ser uma garota...e com muita sinceridade, não queria mudar esse fato na sua vida!&lt;br&gt;Tem pele da cor de jambo, muito incomum entre os ingleses, só que sua mãe nunca foi uma, tem no sangue as terras quentes da Índia e até mesmo o jeito de pensar e se movimentar, sem contar no gosto para as músicas...inclusive uma delas está tocando no cd player. Como ama dançar e os dedos parecem se mover sozinhos pela água conforme murmura a melodia para si mesmo, as mãos dançando e a marca que carrega pela direita é o detalhe que o torna tão incomum aos ingleses, os desenhos de rena pelo contorno dos dedos e formando uma luva em sua mão...bem extravagante! Diria o mesmo quem olhasse para suas costas, que se mexem fazendo um S, uma imensa tatuagem por toda ela de um pavão...uma ave de penas coloridas de vermelho e laranja como olhos azuis ameaçando quem os focalize.&lt;br&gt;Algumas cicatrizes pelas pernas e joelhos, nada além de seguras quedas de criança, mas muitas escondidas pela tatuagem nas costas e nas mãos foram homens que fizeram e em momentos diversos de sua vida, não muito bons com certeza. Tinha alguns pontos na cabeça também e que o levaram a procurar o analista, foi o maior motivo..tipo: procure agora antes que seja tarde demais e você amanheça com sangue esvaindo por todos os poros em uma das suas noitadas com um desconhecido. Foi exatamente isso que disse seu editor, ele queria ver seu amigo vivo pelos próprios vinte anos, no mínimo!&lt;br&gt;Mas ele aprendera a lidar com isso, com suas pequenas crises psicóticas, nada que um bom analista não ajude, não é mesmo?! Com isso foi voltando a uma vida saudável, pelo menos era isso que pensava todo dia de manhã, um dia tudo tinha sido pior.&lt;br&gt;Depois de bons minutos se sentindo um velho enrugado, ele sai do banheiro, puxa a toalha e enrola o corpo numa enquanto a outra vai para os cabelos. Se enxuga e veste um dos seus mais confortáveis roupões ainda esfregando os cabelos negros e ruivos pela toalha enquanto vai indo para a cozinha fazer algo que encherá seu estômago pelos próximos vinte minutos entre o intervalo do jornal e da série preferida de comédia.&lt;br&gt;“O que você vai comer, Chris? Pão com geléia de amoras e chá ou chocolate a moda inglesa com muito gim e canela, acompanhando com nosso famoso misto quente com tudo que possua na geladeira?” - ele fala para si mesmo abrindo a geladeira enquanto as pantufas deslizam pelo corredor de mármore- “Claro que ficaremos com a opção número dois, Lajah!!!” - ele solta uma gargalhada, pois adorava tratar-se como duas pessoas e abre o armário pegando tudo o necessário para fazer seu chocolate inglês.&lt;br&gt;&amp;nbsp;Assim que termina, está sentado na poltrona ouvindo agora somente o som da televisão, rindo enquanto algum infeliz faz um desastre no programa.&lt;br&gt;Vira a última gota do chocolate pela garganta aquecendo bastante seu estômago e então a notícia começa a ocupar sua mente, novos mortos, novos livros e filmes e pessoas importantes que estão vindo para a cidade.&lt;br&gt;“Isso é tão chato...” - ele boceja e aperta o controle para que mude de canal e em mais alguns minutos está cochilando no sofá.&lt;br&gt;O som da porta se abrindo, alguém deixando os sapatos na entrada junto com a capa e a pasta de serviço. Passos silenciosos deslizando pelo taco conforme termina de trancar as fechaduras e depois segue para o imenso corredor onde nem sequer é ouvido pela pessoa pacificamente adormecida entre almofadas e uma manta. Todas as noites é assim, o homem vinha e enchia a casa com seu perfume, muitas vezes podendo ser sentido dos outros cômodos, mas nunca sendo realmente importante ou incômodo. Ele às vezes o encontrava sentado em frente ao seu laptop, outras em volta de pilhas de livros e papéis, por fim dias que o cansaço o derrubava e estaria ali, naquela poltrona mergulhado no mundo dos sonhos.&lt;br&gt;Oh...Ivan o adorava assim, exatamente daquele jeito, quieto e silencioso...não que falasse muito, a conversa entre os dois muitas vezes vinha de um lado só, quando não se parecia mais um monólogo. Samaha não gostava de falar, não apreciava o som de sua voz e muito menos achava que era interessante em diálogos do cotidiano; não que não soubesse do que se passava no mundo a sua volta e muito menos que não tivesse cultura suficiente para debater com outra pessoa...era só que aquilo não o agradava, por isso era um inferno ter que falar horas com seus médicos. Um dia Ivan jurara que entenderia o porque de tal limitação da parte dele, afinal sua voz era a mais bela de todas que já ouvira e suas argumentações soavam como defesas categóricas de teses! Como alguém assim poderia se achar tão insuficiente?&lt;br&gt;Agora olhar para aquela figura adormecida o deixa pensando o quanto fez bem em pedi-lo em noivado, como não amar alguém assim? O rosto suave de um jovem em plena maturidade, as linhas perfeitas do queixo e do nariz fino, além do detalhe de olhos finos e de tons meio claros de castanho que vez ou outra pareciam com o reflexo de mel, a boca delineada de uma carne rosada e pequena, que muitas vezes dá vontade de beijar de imediato! Talvez isso fosse o motivo para aqueles homens todos o maltratarem tanto, eles perdiam o controle ao lado dele e sinceramente Ivan não sabia como certas vezes podia manter a razão ao seu lado.&lt;br&gt;Seu sorriso se expande e uma das mãos que carrega o enorme buquê de copo de leite procura o vaso na mesa do canto para poder colocá-las. Ajeita um pouco elas e vai para a cozinha encher com água e devolve para o local de direito. Ele gosta mais de outra, mas aprecia qualquer tipo de flor sem distinção e pode até parecer coisa de mulher, mas Chris nunca reclamou disso, quando começou a trazer, seus olhos brilharam de alegria e era como se pela primeira vez na vida tivesse sido reconhecido com alguma espécie de carinho por alguém. Então, a partir daquele dia, Ivan nunca mais deixou de oferecer flores a ele.&lt;br&gt;Alguns passos mais e o homem está à frente dele, pega o controle remoto e desliga a televisão, passa os dedos pelo meio de suas pernas e depois pela cabeça e então o coloca nos braços, sem qualquer reclamação. &lt;br&gt;“Você está pregado mesmo.” - a manta escorrega pelo chão quando ele começa a caminhar para o quarto onde dormiam.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br&gt;A visão um pouco escurecida pelas sombras das luzes do corredor, mas sabe exatamente onde fica a cama e é nela que deposita com carinho o corpo do ruivo, ele remexe o mínimo possível e depois afunda num sono cansado assim que coloca os cobertores em cima dele.&lt;br&gt;“Bons sonhos, mon amour.” - um beijo em sua testa e Ivan vai fazer o que tem preferência agora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Horas mais tarde ...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Uhm...” - o ruivo geme ao sentir as carícias em seus cabelos, alguém os enroscando e acariciando seu rosto.&lt;br&gt;“Desculpa, eu te acordei?” - a voz cálida de Ivan...a voz perfeita dele, no timbre certo e com a doçura correta...um sorriso escapole dos lábios de Chris e as pupilas abrem, mostrando um brilho forte de desejo.&lt;br&gt;“Tudo bem...não se preocupe, acordar com carinhos não é tão ruim, certo?!” - ele se vira para o lado do outro e enrosca um dos braços à volta de sua cintura.&lt;br&gt;“Eu só acabei de perceber que você é irresistível quando está dormindo.” - ele abre o sorriso com os dentes brancos a amostra.&lt;br&gt;“Oh...novidade...Já estamos de manhã? Eu acho que dormi demais.” - seus cabelos caem pelos olhos e procura se ajeitar melhor ao lado do amante.&lt;br&gt;“Não, o que é isso?! Deve ser uma da manhã, eu acho.”&lt;br&gt;“Uma da manhã?! Você me acorda há essa hora?!” - um grito de surpresa e a gargalhada de Ivan é bem escutada pelo cômodo todo.&lt;br&gt;“Pedi desculpas, já disse. Eu estava trabalhando e agora deitei para dormir, só queria te afagar um pouco.”&lt;br&gt;“Afagar?! Sei...a uma da manhã?! Eu te conheço...” – ele deixa a frase no ar e se joga novamente no colchão.&lt;br&gt;“Eu queria te conhecer tão bem como me conhece.” - o homem deixa o cotovelo apoiar na cama e a cabeça descansar em cima da mão.&lt;br&gt;“Você me conhece, Ivan. Não comece...”&lt;br&gt;“Sabe que não, tem coisas de você que para mim são verdadeiros segredos. Tipo: para que fez essa tatuagem na mão e nas costas?”&lt;br&gt;“Já te disse que é da minha terra.”&lt;br&gt;“Você esconde algo, né?!”&lt;br&gt;“Não! Diabos, Ivan, você não é meu psicanalista!!” - o ruivo vira a cara e um bico de imediato se forma.&lt;br&gt;“Droga...me perdoa, eu não queria te deixar chateado!”&lt;br&gt;“Pois já deixou! Esse assunto está morto, entendeu?! Eu não quero ficar revivendo além do normal meu passado, já me basta o que toda semana tenho que fazer!”&lt;br&gt;“Desculpa! Desculpa! Eu sei que tem coisas que não quer me dizer, mas é que às vezes a curiosidade é maior e sabe...o seu passado parece ser uma cortina de fumaça...” - ele se aproxima mais do rapaz e o puxa mais para perto de si com um dos braços.&lt;br&gt;“Você sabe o suficiente dele e eu te garanto, além disso é bem mais vergonhoso, não se preocupe porque não dorme com nenhum assassino!” - sua face continua emburrada mesmo a cálidos carinhos do parceiro.&lt;br&gt;“Sei..eu sei que seria incapaz de matar uma mosca. Mil perdões, sir. Chris!” - ele afaga o rosto pelo dele e começa com levas de beijos pelo contorno de suas bochechas e olhos.&lt;br&gt;“Uhm...lá vem você com as brincadeiras...”&lt;br&gt;“Eu tenho que animar nós dois, esqueceu?! Você é muito parado.” - os dedos apertam com força sua cintura e as pernas começam a subir por sobre o ruivo, os cobertores se enchendo dos dois corpos.&lt;br&gt;“É...eu sou...gostaria de ser menos quieto...”&lt;br&gt;“Não...eu o prefiro puto comigo a com esse rosto triste! Vamos, abra esses olhos lindos para mim e sorria! E nem pense que não me merece, porque sou eu que não sou digno de uma pessoa tão maravilhosa como você!” - os dedos contornam todo seu rosto agora e em resposta Chris dá um sorriso tímido.&lt;br&gt;“Só posso te dizer que foi a coisa mais certa que aconteceu em toda a minha vida, Ivan.” - o ruivo coloca as mãos entre sua cabeça e começa a acariciar aqueles cabelos negros em seus dedos conforme os lábios abrem em uma forma suave de um único beijo que Ivan sabe que virá logo em seguida.&lt;br&gt;“Obrigado.”&amp;nbsp; &lt;br&gt;Os lábios dos dois se cruzam e depois um está apertando com vontade o corpo do outro, aprofundando as bocas em sons disformes e recheados de prazer, línguas disputando onde alcançar mais desejo na outra e enfim se soltam...&lt;br&gt;“Você me perdoa por ser tão curioso?” - os olhos azuis cruzam nos seus e a resposta é um dos dedos curiosos do ruivo andando pelo interior de suas roupas de baixo.&lt;br&gt;“E por acordar-me a uma da matina também.” - ele sorri e os dedos abaixam toda a roupa íntima do outro, arrancando um gemido quando os estímulos começam a deixá-lo excitado.&lt;br&gt;“Sabe...eu te amo, Chris...”&lt;br&gt;“Uhm...vamos brincar..vem...”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Continua... &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/3801.html</comments>
  <lj:mood>crappy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>2</lj:reply-count>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://hakura-sama.livejournal.com/3412.html</guid>
  <pubDate>Sun, 30 May 2004 23:16:52 GMT</pubDate>
  <title>Parte2.3</title>
  <link>http://hakura-sama.livejournal.com/3412.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#ff99ff&quot;&gt;Capítulo de dor...2.3...;_____;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;NÃO!! Hiei! Hiei! Espere... não vá, Hiei! ... HIEI!!!!!!&quot; - Shuuichi implorou, aos gritos, inutilmente; pois seu amor já estava muito longe agora: desaparecera por entre as árvores dos Jardins, deixando para trás o coração de um Kitsune acabado... arrasado. Kurama não resistia mais: ajoelhando-se no chão, suas mãos esticadas na direção aonde ele sumira, as lágrimas caíam por suas faces, manchando a túnica que vestia. O som angustiado de seus soluços invadia a noite quente, enquanto seu corpo, prostrado no chão, era banhado pela gélida luz da Lua. Ele acabara de ver seu único amor... e sua esperança, se despedir naquele último som - &quot;...é por você que estou sofrendo tudo isso... para salvar sua vida... eu... te amo, Hiei... não vá, por favor!... não vá... não me abandone aqui...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As lágrimas e os soluços encobriam suas palavras: seu mundo desmoronara naquele instante; acabara de ver seu amor partindo, levando consigo parte de seu ser, seu coração, e sua alma... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A face rosada, ensangüentada, cabisbaixa, tocava o chão; os olhos não tinham mais brilho, apenas razão para chorar, encobertos pelos longos cabelos ruivos, livres do rabo-de-cavalo; as mãos jogadas no gramado, apertando fortemente a grama rasteira... Assim ficou, incapaz de sair sozinho daquele mar de dor e tristeza que se abatera sobre ele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quando, de repente, ele percebeu que estava próximo ao chafariz, e, mecanicamente, ergueu-se, levantando e se aproximando de sua borda... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Viver? Para quê?&quot; - sua mente atormentada perguntava-se, desorientada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O brilho fantasmagórico da Lua, refletido na superfície da água o anestesiou, fazendo-o sentar-se na borda do chamariz. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao se olhar na água límpida, transformou seu reflexo na mesma imagem de destruição que lhe ia pela alma. Era tanta dor, que ele não estava mais conseguindo colocar para fora, reagindo como um robô... Um pequeno toque de seu dedo indicador na água criou ondas que acabaram pôr desfazer aquela imagem tão triste e sem esperanças. As pétalas trazidas pelo vento afagavam seus cabelos como carícias de um amante... &quot;Um amante que jamais retornará...&quot; As lágrimas prosseguiram da mesma forma, em reação ao pensamento, à sua tristeza, à dor que se abatera em seu coração e no corpo todo, deixando com tremores na pele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De repente, acaba sentindo a presença de um Ki ao seu redor. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nazago?&quot;- pergunta, sem se mover.- &quot;Eu sei que é você. Não bastou me humilhar na frente deles... acabar com minha única de voltar a ver meus amigos, minha família? Será que tem que... tem que acabar com tudo à minha volta?&quot; - Sua voz, carregada de dor não passa de um sussurro, enquanto continuava a olhar o reflexo da lua na fonte, como se estivesse hipnotizado -&quot;Me deixe em paz com minha dor... quero sofrer sozinho... Me deixe em paz...&quot; - O ímpeto de revidar, de lutar, em Kurama, já não existia mais: fora brutalmente esmagado com aquela farsa nojenta montada pelo Kairui. &quot;Então elas trouxeram um pouco de sua consciência de volta?&quot;, &quot;Não importa: este resto vai desaparecer hoje.&quot; As palavras ditas antes por Nazago assombravam sua mente &quot;... quero ver a dor estampada nos seus olhos, quando ele o vir daqui a pouco; quero ver a desistência de uma luta eterna, quero ver essa sua arrogância se esvair, seu espírito se quebrar!&quot; Ele conseguira, então: &quot;Você conseguiu o que queria: Hiei me odeia... perdi a única pessoa que me amava... ela se foi para sempre... Não tenho mais ninguém neste mundo, nem no Ningenkai; minha mãe, ela... eu... nunca mais a verei... ela pode morrer...&quot; - sua voz quebrou-se: parecia que seu coração parara de tanto sofrimento. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago saiu das sombras, aproximando-se do Kitsune ali sentado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Disse, então: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe, Kurama: sua mãe não morrerá, eu lhe prometo. Não me interesso por mortes em vão. Mas agora, você tem que vir... Fez bem, me obedecendo, escravo: poderia ter acontecido coisas piores, aqui hoje à noite, se não me obedecesse.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu... sei, mas... deixe-me sofrer aqui, esta noite, Senhor.&quot; - pediu - &quot;Fiz o que queria, mas... eu...&quot; - &quot;Não estou agüentando!&quot;, pensou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;CHEGA!!&quot; - a voz de Nazago soou enfurecida: -&quot;Não merece chorar pôr ele: ESQUEÇA-O!! Eu avisei antes que isso aconteceria! Não duvidou de minha palavra... ou duvidou??&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama não respondeu, mas Nazago deu sua resposta, aproximando-se e sentando-se ao seu lado, levou uma de suas mãos para dentro da bela túnica que estava usando e puxou com os dedos uma rosa vermelha enorme, com suas pétalas completamente abertas, o verde de suas folhas eram esplendorosos. Ele a retirou de lá e a conduziu até os cabelos da Raposa, depositando-a em seus cabelos, por cima de sua orelha direita. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama voltou seus olhos a ele, sem entender aquele gesto, enquanto vagarosamente suas mãos saíam da água. Nazago com seus dois dedos o resto da rosa, e levou sua outra mãos até as de Kurama, depositando-as lá. O susto dos olhos verdes foram enormes, ao encerarem os daquele Youkai, ao ver aqueles olhos cinzentos fitarem os seus de uma forma esquisita, sem ódio e fúria, como sempre os vira: eles estavam calmos, repletos de paz... e luz. Com um leve toque de seus dedos no belo rosto do Kitsune, ia recolhendo suas lágrimas e logo em seguida, sorriu. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquele sorriso foi tão espontâneo, com os caninos aparecendo, tão diferente daqueles com os quais Nazago o premiava com requintes de crueldade... Shuuichi nunca o vira assim, parecia estar feliz, ou algo semelhante; da mesma forma que suas palavras pronunciadas em seguida: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Esta rosa é para você, Kurama: tão linda quanto sua beleza. Este brilho surpreendente de suas folhas, são idênticas à cor de seus olhos, e suas pétalas vermelhas, se confundem com seus cabelos ruivos. Este se delicioso perfume de rosas exalando de cada canto de sua pele parece se tornar tão sensual, ao lado destas plantas, flores, e principalmente, desta única rosa vermelha.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por quê? O que pretende com isto, Senhor? Quer brincar comigo?&quot; - a voz de Kurama era um sussurro. Não agüentaria mais nada, nenhum sofrimento mais naquela noite. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, não quero. Hoje, meu interesse é outro, escravo... Pare de chorar e venha comigo.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Mas... para quê? Não compreendo, Senhor... Já teve o que queria de mim.&quot; - Kurama levantou os olhos rasos d’água para Nazago: -&quot;Deixe-me em paz por esta noite, por favor... eu lhe imploro...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Chega de implorar: hoje não é noite para isso. Venha, não lhe farei mal.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor, os seus convidados... a festa...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe com isto: os convidados ficarão muito bem sozinhos... E eu o quero hoje à noite. Venha.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Senhor Nazago.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama se levantou, levado pelas mãos pôr Nazago-Sama. Suas lágrimas cessaram um pouco, mas não pararam; sua cabeça baixa, e os passos lentos combinavam com seu medo e desconfiança quanto ao que Nazago iria fazer. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles seguiram até uma parte do Jardim que se podia penetrar pelo Castelo, sem ter que passar pelo Salão de Festas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entraram, então, para surpresa de Kurama, no enorme quarto em que ele fora cuidado antes, pelas duas Youkais. O quarto agora estava mais sombrio, mas as janelas abertas traziam, além do brilho do luar, o perfume e as pétalas de rosas para dentro do ambiente; o balançar das cortinas sombreando o chão e a cama. Tudo aquilo encheu os olhos do Kitsune com novas visões de conforto... e paz. Coisas que à muito tempo não tinha; nem sentia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois penetraram naquela escuridão. Nazago encaminhou Shuuichi para a cama, trazendo-o ainda pelas mãos, visivelmente trêmulas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Puxou os lençóis, para logo depois tirar a túnica. Pegou novamente uma das mãos de Kurama, fingindo não notar o quanto estava trêmula... e gelada, fazendo-o se sentar cuidadosamente no colchão. Disse: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vamos, aconchegue-se na cama.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não estou entendendo, Nazago... Por quê?&quot; - atreveu-se a perguntar. Sua voz, um sussurro, apenas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que simplesmente você merece isto hoje. Fez bem seu serviço: cumpriu minhas ordens direitinho, sem resistências estúpidas... por isso, você merece um presente, escravo. Este lugar é para você, minha Raposa.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu... Senhor... Não vai me maltratar?&quot; - Os belos olhos cor de esmeralda, límpidos, espelhavam incredulidade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago envolveu o rosto lindo e delicado de Kurama nas mãos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não se preocupe com isto: hoje nada lhe acontecerá de mal; não o machucarei; será meu amante, escravo. Seu corpo será acariciado de forma delicada, como você merece. Este tipo de coisa só dou uns poucos escravos, ou a quase nenhum: farei amor com você, Kurama, como nunca fizeram com você, antes; te darei amor no lugar de seu antigo amante... Farei você esquecê-lo para sempre, Kitsune.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aproximou o rosto forte do de Kurama até poder sentir-lhe a respiração tocar em seu rosto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Deixe-me seduzi-lo e tê-lo por inteiro.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você... está mentindo.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vou provar que não. Olhe bem: Solte!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama apenas ouviu um barulho abafado, vindo de um lugar próximo, e depois mais nada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que você fez, Senhor?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você verá.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago abaixou-se e levou suas mãos para a túnica que o Youko/Humano usava, desabotoando botão por botão. A primeira coisa que fez depois disso, então, foi levar seus dedos até o pescoço dele, puxando sutilmente sua coleira, até retirá-la completamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama se assustou, e o olhou, interrogativo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Você a retirou... Por quê, Nazago?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu lhe disse que provaria que não estava querendo o seu mal.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não acredito... Senhor, você vai me soltar? Vai me deixar... livre?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, você hoje merece isto. Hum... Que lindo... Está sorrindo?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama esboçava um pequeno sorriso nos lábios. Suas mãos tocavam seu pescoço timidamente, como se há muito tempo não sentissem o contato com a pele. Agradecendo por aquele símbolo humilhante ter sido tirado dele, seus olhos cor de esmeralda brilhavam com uma leve felicidade, apesar de seus dedos notarem os arranhões e cortes causados pela coleira em seu pescoço. Nazago levou os dele até suas mãos, pegando-as, trazendo-as e depositando-as de volta em cima da cama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Deixe-me continuar.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hai... Sim, Senhor.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago puxou o nó da túnica levemente, desamarrando-o, para em seguida enfiar suas mãos enormes por dentro da túnica, retirando manga por manga de seus braços, até deixar seu tórax esguio nu. Um toque mais carinhoso em seus punhos delicados, desativou as algemas, lançando-as ao chão ao lado da coleira. A palma de suas mãos acariciavam sutilmente seu tórax, descendo com seus dedos pelo abdômen, apertando e tocando cada centímetro de sua pele. A reação de Kurama era de descanso; um alívio, por seus braços não carregarem mais aquele peso em seus punhos... Fora isso, não podia sentir prazer com alguém que não amava, justamente pelo causador de toda sua desgraça; em sua mente só se ouvia um nome: &quot;Hiei.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua pele estava agradecida por aquelas carícias, seus músculos se relaxavam entre suspiros e gemidos; aquela sensação estranha de suas pernas tremendo... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago então começou a acariciar suas coxas com as unhas em garras, subindo por suas nádegas, fazendo, com um leve empurrão, seu corpo deitar-se na cama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua calça foi retirada, do mesmo modo que suas tornozeleiras; as roupas de ambos se juntaram no chão, e o Kairui foi subindo com o corpo enorme, sólido e forte, sobre o de Kurama, muito mais esguio, acariciando seu rosto com pequenas lambidas. Os punhos do Kitsune foram sendo carregados para cima de sua cabeça, em direção à grade da cama, pelas mãos do Kairui, conforme sua língua percorria cada centímetro dele; as pernas musculosas se juntaram às coxas do Humano, roçando umas nas outras, procurando caminho, forçando-as cuidadosamente a se abrirem, subindo e descendo, encaixando-se, até que seu membro intumescido entrou por completo no interior do Humano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama gemeu ao sentir mais uma vez aquele órgão pulsante dentro de si, e se retesou, tentando livrar-se, imaginando que a tortura começaria ali, igual às outras vezes; mas o Kairui o forçou com mais delicadeza, e de um jeito que a dor não fosse tão forte. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Raposa não compreendia o por que daquilo, porém seu corpo estava apreciando a maciez do colchão, a sensibilidade do cetim frio encostando-se em sua pele, dando-lhe pequenos arrepios; apreciando de tal forma, que o prazer começou a crescer, mesmo não sendo isso o que seu coração queria. Ele quase não se mexia, perdido em meio às sensações que o envolviam: há tantos meses que não sabia mais o que eram carícias; o carinho de alguém; o conforto de uma cama, a beleza de um recinto calmo, perfumado e delicado... a liberdade retirada meses atrás... Oh, Inari... tudo era tão bom, que talvez fosse até um sonho, após todo aquele pesadelo... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não era: Nazago estava lhe dando aquilo que Hiei sempre lhe oferecia... e que, agora, não teria mais. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua mente então se encheu de recordações e lembranças, se desligando totalmente do presente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquilo durou pouco tempo, pois ao abrir os olhos, o que viu foi seu Senhor penetrando freneticamente dentro de si, entrando e saindo diversas vezes. A língua e a boca de Nazago trabalhavam em seus mamilos e por sua pele, conforme os dedos causavam ondas de prazer, envolvendo firmemente seu membro, flexionando os dedos diversas vezes em seu pênis, tornando a agonia de seu corpo quase doentia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As penetrações profundas dentro de seu corpo faziam Kurama gemer fracamente, as retiradas e entradas aumentavam os gemidos em seus lábios, as mordidas em seus mamilos faziam-no arfar, quase sem controle. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quando Nazago decidiu mudar de tática. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Decidido, retirou o membro intumescido de dentro de Kurama num só golpe, fazendo-o arquear-se, assustado, ao mesmo tempo em que baixava por completo o corpo em cima do tronco esguio de Kurama, e sua boca iniciava um passeio na pele escaldante do Humano, descendo rapidamente tórax abaixo, enquanto suas mãos partiam para carícias na virilha da Raposa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama sentia-se enlouquecer: sentia aquelas mãos apalpando, envolvendo e apertando com força suas nádegas macias; a boca, que viera parar entre suas pernas, a língua que estava lambendo seu pênis sem parar; a suave carícia dos longos cabelos azuis; e dedos que finalmente encontraram o que procuravam, introduzindo-se no interior de Kurama, exatamente no mesmo lugar em que o membro de Nazago acabara de sair... No exato instante que a boca quente do Kairui abocanhava seu membro completamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As mãos de Kurama agarraram os lençóis de repente, sacudindo a cabeça sobre os travesseiros, emaranhando seu cabelo. Ele gritou, enquanto sentia o membro ser sugado vorazmente por Nazago. Sua respiração era descontínua, sua voz sem forças... Sua pele, suada, roçava nos lençóis agarrados por suas mãos à medida que suas pernas, suspensas, se apertavam, trêmulas, nas costas do Youkai, levado à completa loucura com seu pênis sendo chupado e sugado languidamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua cabeça se revirava nos travesseiros e sua voz se perdia entre a realidade e o sonho, a qual sua própria mente o levava, embriagada pela febre. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grito... Depois outro... Saindo como seu gozo, na boca do Kairui. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de sugar seu sêmen, Nazago imediatamente enlaçou-o novamente pela cintura, penetrando-o ainda em meio ao orgasmo, estocando-o de uma vez até o fim, sem piedade, de tal maneira que o próprio Kairui perdeu-se no prazer e no gozo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gemidos e mais gemidos saiam de seus lábios, enquanto Kurama gritava: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei... HIEII!!!&quot; - foi seu último grito, no fim do gozo esmagador. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui levantou seu rosto suado em direção aos olhos da Raposa, ao ouvir seu grito, e suas sobrancelhas crisparam-se ao notar o quanto aquele olhar verde estava apagado, revelando lágrimas e tristeza. Os lábios úmidos, entreabertos, sussurravam o nome de seu amante como num delírio constante de sua mente febril, a face avermelhada e suada grudava nos seus longos fios vermelhos, molhados de suor... Nazago falou, arquejante: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Então... Está pensando nele ainda?? ... Sabia que não seria fácil esquecê-lo mesmo com minhas carícias... Mas tenha certeza que vou apagá-lo de sua mente; assim como todo seu passado - nem que leve anos! E quando isso acontecer, aí sim, você será só MEU!! Me ouviu?&quot; - Ele ameaçou, afagando delicadamente seu tórax arfante com beijos, enquanto suas pernas se entrelaçavam ainda mais, nas coxas da Raposa, numa nova investida, para poder ouvir novamente seus doces suspiros, gemidos... e gritos mais fortes, descontrolados, saídos de lábios que lutariam até o fim, para não deixá-lo ouvir nenhum deles... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim... Sim, Senhor... eu... ouvi... o que disse... Ele... ele me magoou com suas... palavras... mas nunca... nunca vou deixar de amá-lo... juro...&quot; - Kurama lutava com a própria falta de ar e com sua mente febril, para tentar responder à ameaça feita pelo Youkai, enquanto sentia, ainda dentro de si, a pressão feita pelo membro de Nazago. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, eu sei... Mas um dia este sentimento vai morrer: desaparecerá como a brisa que toca as pétalas daquelas rosas, no jardim. E você, Raposa, se tornará meu escravo por completo, sem repúdio... sem memórias a lhe atormentar a mente.&quot; - Nazago agora o penetra devagar, como se a saborear a maravilha que era a posse do Kitsune. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não esquecerei, nunca... meu coração, ele... ele vai guardar...AHH!&quot; - Kurama fecha os olhos, ao sentir uma estocada mais forte, diferente das demais: -&quot;... isso tudo... minhas memórias... mesmo que lá no fundo... senhor...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu vou lhe vencer, Kurama... Esteja certo disso.&quot; - Uma última estocada o fez tremer pelo corpo todo, enquanto o orgasmo se aproximava: -&quot;Você o perdeu, Kurama; agora, viva com isto. ACEITE.&quot;- Sua ordem calou fundo na mente de Kurama, ao mesmo tempo em que ele sentia o sêmen do Kairui inundar-lhe as entranhas, denunciando seu orgasmo: - &quot;Mas hoje... hoje você não merece mais sofrimento... já teve o suficiente.&quot; - os movimentos dos quadris de Nazago tornam-se lentos, vagarosos, quase que acariciando o ânus do Kitsune, ao invés de machucá-lo; sua respiração foi se acalmando, os tremores e ligeiros espasmos, que percorriam-lhe o corpo, também, enquanto saboreava mais aquele orgasmo espetacular proporcionado por seu escravo preferido. Ainda um pouco arfante, aproxima o rosto do dele: -&quot;Está cansado... não?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;H-Hai...&quot; - Kurama balança a cabeça, devagar; seu corpo soltando-se do domínio dos braços de Nazago, abandonando-se, exausto, sobre os lençóis. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Muito... Seus olhos estão fracos, e seu corpo está tremendo... Acho que merece um sono melhor em todos esses meses, um conforto mais agradável nos braços acolhedores da noite... do perfume de suas rosas, e de maravilhosos lençóis lhe acariciando a pele...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama sentiu suas pálpebras pesarem ainda mais, até seus olhos se fecharem por completo... e ele dormir profundamente, vencido pelo cansaço e abatimento de meses, e pela tristeza em seu coração. As finas lágrimas que desciam por sua face, uma por uma de cada vez, eram o requinte final de sua dor. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui o olhou, observando-o atentamente sob a luz da Lua; enquanto retirava seu corpo calmamente de dentro do dele, afastando-se para o lado, deixando enfim, a brisa fria da madrugada secar-lhe a pele clara, molhada de suor. Com um simples toque de seus dedos, no alto da cabeça da Raposa, fez cair todos aqueles milhares de fios por sua face e travesseiros. Ele ergueu-lhe a cabeça para recostá-lo mais confortável nos travesseiros que enfeitavam a cama, descansando-o lá, e ficou a novamente a observar aquele belo rosto inclinado para o lado, onde se espalhavam centenas de fios ruivos. Um suspiro fraco e exausto escapou suavemente por entre seus lábios, ao mesmo tempo em que, dormindo, o Kitsune virava o corpo todo para o lado, encolhendo-se em torno do próprio corpo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago puxou uma coberta longa e cobriu a Raposa, ainda observando-o em seu sono profundo: a face tão pálida e clara marcada pelas lágrimas, às quais, baixando silenciosamente o rosto, Nazago as lambeu, uma à uma, dando, no fim, um pequeno beijo estalado em sua face. Seus caninos esboçaram um leve sorriso, enquanto acariciava os fios em sua face com os dedos, dizendo: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Descanse, escravo... Tenha bons sonhos. Você me deu um grande prazer - apesar deste ter sido de curta duração; mas posso lhe garantir: um dia estará me cedendo tudo isto em um período longo, muito longo... Durma. Durma e sonhe com os Deuses... enquanto pode. HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Hiei... Hiei... Não, pare com isto, por favor... Não! Não!... Me perdoe... perdoe-me... Não! Não!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama gemia em dor e febre seqüencialmente, desde que Nazago saíra do quarto de manhã cedo. Ele suava em calafrios, por casa da alta temperatura, que fazia todo seu corpo tremer, agitando pernas e braços contra a cama, e o queixo trepidava de frio. A mente embaralhada por todos os acontecimentos dos últimos três meses, em especial os da noite anterior, faziam-no delirar em gritos e gemidos desesperados, enquanto revirava a cabeça na cama. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não!! Não façam isso comigo... eu imploro... Eu... Eu farei isso... tudo!!... mas não... Hiei, eu não tive culpa... não tive! Não me abandone aqui... por favor!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago-Sama havia saído para resolver alguns problemas no Castelo, e mandara seus Guardas visitarem Kurama, unicamente para levarem comida, e verificar se seu sono estava calmo. Mas assim que estes abriram a porta, deram com a terrível cena, largaram tudo, e saíram correndo, chamando pelo seu Senhor em meio aos Corredores. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor! Nazago-Sama!!! Senhooor!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor!! Mestre, rápido!! Mestre!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago estava no Salão de Reuniões, com alguns dos seus Chefes do Exército, quando os dois entraram esbaforidos, Salão adentro, aos gritos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O que houve? Por que nos interrompem?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que... Mestre, o seu escravo, ele...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Aquela Raposa Maldita está...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Falem logo! Estão me enervando!! O que houve com meu escravo? Eu os mandei vê-lo e servi-lo, mas estão aqui... Falem o que fizeram com ele, ou os mato... AGORA!!&quot; - O Kairui os intimidou com sua altura imponente, levantando-se, furioso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não, Senhor, nós...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;É que, quando entramos no seu quarto, o seu escravo estava gritando e se debatendo na cama como um louco!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;O quê? Seus imbecis!! O que fizeram??&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos encolheram-se de pavor, com a fúria na voz de Nazago. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Nada, Senhor: Nada!! Viemos direto para cá, avisá-lo, Senhor!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ele parece estar doente!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando o Kairui ouviu aquilo, saiu da sala feito uma bala, largando todos os Youkais na Reunião e correndo em direção ao quarto em que havia deixado Kurama pela manhã. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegando lá, levou um dos piores sustos com o que viu e ouviu: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Não!! NÃO... PÁREM!!! Me tirem... daqui... Soltem-me... eu quero ir embora!! QUERO SAIR!! CHEGA!! As torturas... eu não quero mais...!! Hiei! Me ajude! Socorro!! SOCORRO!!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama gritava em pânico, seu rosto suado e vermelho, recoberto por lágrimas se sacudia para todos os lados na cama, os travesseiros estavam todos no chão, os lençóis amarrotados, encharcados de suor, aos quais ele se agarrava, debatendo-se. Os olhos abertos, cobertos por &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;vultos brancos, estavam horrorizados de dor com as imagens que a mente, alterada pela febre o fazia reviver. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago viu aquilo e correu para a cama, numa tentativa de conseguir para-lo, segurando-o pelos braços, o que assustou Kurama ainda mais: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;NÃO!! Soltem-me!!... Meus braços... saiam de meu corpo!!!&quot; - a Raposa debatia-se, quase incontrolável: -&quot;SAIAM!!!... frio... muito frio... Larguem-me... NÃO!! PÁREM, POR FAVOR... CHEGAAA!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Usando de sua força bruta, sem pena, Nazago consegui segurá-lo, imobilizando-o de vez pelos braços, impossibilitando seus movimentos, enquanto se dirigiu aos soldados, aos gritos: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Parem de olhar e mexam-se! Chamem os médicos!!&quot; - Gritou, num tom urgente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, sim, Senhor!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Estamos indo, Amo!!&quot; - e os dois desapareceram. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Agüente firme, Kurama!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;PÁRE!! PÁRE!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago o segurou fortemente entre os braços, e o apertou entre o peito, tentando aconchegar seu corpo, e melhorar sua dor e seu desespero. Foi quando a febre o fez ficar repentinamente inconsciente, perdendo de vez a consciência. Nazago assustou-se, pois sabia que, uma vez que ela o dominasse, acabaria matando-o, tal a violência do ataque. Rápido, o Kairui fez a única coisa que poderia impedir o avanço da febre e impedir que a inconsciência não significasse um colapso nervoso completo no seu organismo: usou seu You-ki. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um verdadeiro espasmo percorreu o corpo de Kurama, ao sentir toda aquela violenta onda de energia invadir seu corpo tão debilitado, fazendo-o soltar um grito de dor, e, agora, cair sem sentidos nos braços fortes de Nazago, que disse, aproximando a boca de seu ouvido: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ouça bem: vocênão vai morrer e nem abandonar tudo... Meus escravos não recebem este direito.&quot;- Uma fúria surda ecoava em suas palavras. -&quot;Eu gosto muito de você: é mais do que uma vingança contra Hiei; é o amante que sempre procurei: vai ser meu para sempre, Kurama... Não será uma simples doença que o tirará de minhas mãos!&quot; - Vendo que o humano estremecia como se escutasse o que dizia, terminou: -&quot;Esta sua febre vai ser muito bem cuidada, assim como você, meu escravo preferido... A dor vai diminuir e cessar, não se preocupe.&quot; - Disse, enquanto fazia o próprio nível de You-ki diminuir, até que restasse apenas uma leve vibração de energia envolvendo o jovem ruivo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Os médicos chegaram, Amo!&quot; - anunciou Aiko, quase sem fala. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Ótimo.&quot; - A voz gelada, quase indiferente de Nazago não denunciava nada do que sentia. - &quot;Seu paciente está aqui, doutores.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os médicos colocaram-no novamente na cama, onde analisaram com cuidado todo o corpo da Raposa, e aplicaram remédios para sua febre abaixar rapidamente. Eles pediram que chamassem as servas para dar-lhe um banho gelado, na finalidade de retirar o suor de seu corpo, o que foi feito após algumas ordens secas de Nazago; sendo que as mesmas, depois de banhá-lo, trocaram os lençóis por outros limpos, e o depositaram novamente la, agora com a febre bem mais baixa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seus tremores foram diminuindo, diminuindo, até cessarem, dando lugar à calmaria de seus suspiros. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nazago se aliviou bastante ao ver seu escravo assim, perguntando então para os médicos o ocorrido, depois de ter ordenado a todos os Guardas e servas para se retirarem do recinto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;E então? Qual foi o problema, senhores?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Senhor Nazago-Sama, o seu escravo ficou seriamente doente devido aos maus tratos recebidos&quot; - disse um deles, mais corajoso: é certo que servindo a Nazago, já vira e cuidara de centenas de corpos de Youkais, mortos ou não, e já se acostumara com a selvageria de seu Senhor e amigos... Mas, naquele caso, o estado em que se encontrava o corpo daquele ningen era uma imagem digna de um verdadeiro inferno de horrores, o qual nem ele mesmo imaginara que um dia o Kairui poderia chegar, uma vez que, desde a captura do rapaz, nunca permitira que ele fosse tratado pôr nenhum deles. E... o que ganharia defendendo-o, afinal? Logo, logo, seu corpo não suportaria mais... e ele haveria de morrer, igual à dezenas de outros. Mas... -&quot;Ele já estava enfraquecido, pelo que pudemos analisar: ele não vem sendo alimentado direito, não tem tido direito à dormir ao menos o necessário para seu corpo, humano, descansar; os serviços pesados, e... os contínuos açoites e torturas acabaram tanto com o corpo quanto com a resistência mental deste ningen, provocando este verdadeiro colapso, Senhor.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O olhar frio e implacável de Nazago caiu fulminante sobre o servo insolente, mas este não deixou-se intimidar, e continuou: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Devo dizer ainda, Senhor, que ele agüentou muito, mesmo, por todo esse tempo: seu escravo é realmente forte e muito especial; seu espírito, sua alma, são de um lutador; qualquer outro, já teria sucumbido... à tudo, à muito tempo. Acreditamos que a única coisa que o abateu mesmo foi esta profunda tristeza, talvez... a visita de seus amigos, ontem à noite.&quot; - O olhar que lançou ao seu Amo não deixava dúvidas: com sua perspicácia, conseguira adivinhar o que realmente estava por trás da Comemoração que ele planejara. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Eu já entendi: foi por causa daquele maldito Koorime.&quot; - foi a resposta cínica que recebeu de Nazago. -&quot;Agora digam-me, ele vai ficar bom logo?&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Si-sim, Senhor, ele...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Vai. Só aconselhamos ao Senhor a não exigir muito dele por hora - nem mesmo colocar suas algemas, ou, pior ainda, a Coleira de Contenção: ela drenaria seu You-ki, e é dele que ele mais precisa, agora, para poder restaurar seu corpo e sua mente. Garantimos que dentro de quatro ou cinco dias ele estará novo em folha para suas... obrigações.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Isto é bom, muito bom. Deixem-me a sós com meu escravo. Agora.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sim, Senhor!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Sua vontade se faça, Nazago...-Sama.&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois saíram. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Kairui se aproximou então do pequeno corpo da Raposa, que estava dormindo serenamente na cama, agora; a face mais calma, repleta de suas longas franjas ruivas, dando um ar meigo à tudo que compunha aquele Youko/Humano: o corpo levemente colocado sobre os lençóis, sem movimentos, a não ser o sobe-e-desce de seu peito, por causa da respiração. Nazago então colocou os braços para debaixo das cobertas, puxando-a até seus ombros. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele sentou suavemente na beira da cama e aproximou seus lábios do ouvido do Kitsune, sussurrando algumas palavras que o fizeram estremecer um pouco, talvez de medo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Escute-me, pequena Raposa: aproveite estes dias de descanso, pois estes serão seus últimos dias para pensar nele... Quando você acordar, sua vida vai ficar bem pior do que antes, e nem mesmo suas memórias dele servirão para curar sua solidão e dor.&quot; - Um sorriso perverso tomou conta de seus lábios: -&quot;Entenda, caro Youko: agora, você pertence somente a mim, e a mais ninguém; não permitirei mais sequer um único pensamento seu para Hiei: eles agora pertencerão somente a mim, até chegar o momento em que ele não existirá mais na sua mente. Ele não vai vir lhe ajudar, não te ama mais e lhe esquecerá: siga seu exemplo... e esqueça-o! Na sua vida, a partir de hoje, só existirá uma pessoa: seu amo e senhor, Kairui Nazago!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kurama respondeu com uma única lágrima solitária, ao toque daquele Youkai em seus lábios indefesos, num beijo forte, encontrando sua língua e sugando-a, vorazmente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aquele beijo foi um símbolo das desgraças que ainda estariam por vir. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;KURAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O grito cortou a escuridão da noite. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os olhos vermelhos, arregalados, vasculhavam o negrume à sua volta. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O peito, pequeno, porém sólido e bem estruturado, subia e descia, sem controle, com a respiração aos trancos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O coração parecia querer sair pela boca. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Outro pesadelo...&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;MERDA!&quot; - exclamou. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro raio de pesadelo! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que, em nome dos Deuses, desde que deixei aquele maldito Youko, tenho tido estas visões? Por que não tenho tido... paz?&quot; - Foram os pensamentos que invadiram a mente de Hiei, enquanto ele recostava-se novamente na parede de seu esconderijo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Por que? Não consigo mais dormir: em meus sonhos, as imagens dele que aparecem são sempre dele sofrendo, chorando... me chamando... sempre parecendo estar sendo torturado... Por quê? Eu não devia tê-lo em minha mente: ele brincou com meu amor, destruiu meu coração, trocou-me por outro... me destruiu. Quem está sendo torturado sou eu, enlouquecendo com suas lembranças, suas memórias; vagando por este maldito Makai, tentando esquecê-lo...ou achar uma lógica para Kurama ter feito aquilo comigo. Será que, desde o início, não passei de um... obstáculo? Um... desafio, para ser ganhado, vencido, conquistado... e depois, abandonado? Será que tudo... tudo mesmo, foi apenas uma mentira, do início ao fim? INFERNO!! Pare de pensar... Pare de pensar! Ah, porra!! Tenho certeza que vou esquecê-lo: tenho que conseguir! Preciso fazer isso... afinal, não sou nenhum ningen Estúpido que se arrasta por um sentimento idiota, imbecil, como a paixão: sou um Youkai, mestiço de Koorime, frio e assassino, que está pouco se lixando para... para... amores ou paixões!! Eu, Hiei Hino, não preciso disso!&quot; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hiei tentava se auto afirmar em pensamento, tentando desesperado, esquecer seu amante, impedir-se de analisar os fatos mais uma vez - afinal, era isso o que sempre fazia, todos os dias, todas as horas, em que procurava sobreviver no Makai. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É simples: tudo o que preciso fazer é isso!! Sim. Ou ele - esse amor - vai me destruir... primeiro.&quot; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esquecer Kurama era tudo o que queria: criar ódio em vez de amor em seu coração, era sua meta de cada dia passado sem ele - mas não estava conseguindo... &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os sonhos mostravam que não. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;************************************** &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fim do capítulo 02. ^________^ &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://hakura-sama.livejournal.com/3412.html</comments>
  <lj:music>Carpenters</lj:music>
  <media:title type="plain">Carpenters</media:title>
  <lj:mood>busy</lj:mood>
  <lj:security>public</lj:security>
  <lj:reply-count>0</lj:reply-count>
</item>
</channel>
</rss>
